Custo de vida

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A constatação? Cada avanço, cada direito conquistado, cada melhoria na qualidade de vida, cada lei que beneficie a população… tem um preço salgado, manchado de sangue e temperado com pólvora: aumento de alguns pontos percentuais na taxa de juros e nos preços das coisas feitas para quebrar – o tal custo de vida.

Seria a vida uma tortura?

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“Aqui está uma pergunta, uma pergunta fundamental:

— Seria a vida uma tortura?

O fato é que ela é como é; e o homem tem vivido nesta tortura séculos e séculos, desde a história antiga até os dias atuais, em agonia, em desespero, na tristeza; e ele não encontra uma maneira de sair disso. Portanto, ele inventa deuses, igrejas, todos os rituais, e todos esse absurdos, ou ele escapa de maneiras diferentes.

O que estamos tentando fazer, durante todas essas discussões aqui, é ver se não podemos trazer radicalmente uma transformação da mente, não aceitar as coisas como elas são, nem revoltar-se contra elas. Se revoltar não ajuda em nada.

Você deve buscar entender isso, examinar essa questão, dar o seu coração e sua mente, com tudo o que você tem, para descobrir uma maneira de viver de uma forma diferente.

Isso DEPENDE DE VOCÊ, e não de outra pessoa, porque nisso não há nenhum professor, nenhum aluno; não há um líder; não há guru; não há nenhum mestre, nenhum Salvador. Você mesmo é o professor e o aluno; você é o mestre; você é o guru; você é o líder; VOCÊ É TUDO.

E entender isso é transformar o que se é.”

— Jiddu Krishnamurti

Meus sinceros votos de Ano Novo

Ninjai

Você vai me desculpar, mas nesse ano novo não lhe desejo muitas conquistas. Lhe desejo apenas o aprendizado diário da apreciação do caminho, e que mesmo que as conquistas sejam poucas, isso não importe muito, pois o caminho por si só já é um presente.

Além disso não lhe desejo grandes realizações. Essas coisas grandes demais que para serem atingidas demandam uma ralação da pele, um engrossamento do couro, um esquecimento de si mesmo, uma robotização dos ritmos humanos.

Lhe desejo apenas olhos atentos para ver as pequenas conquistas diárias: um sol que nasceu, um amigo que (re)apareceu, um bicho que lhe sorriu.

Também não desejo que todos os seus sonhos se realizem.

Desejo sim que você continue a aprender a cultivar sonhos e incentive a fábrica que os produz dentro de você.

Desejo que você saiba que o sonho em si já é suficiente para inundar um coração. E que uma vida com muitas realizações e poucos sonhos não tem graça nenhuma.

Não desejo também para o seu ano novo muita paz. Essa paz mansa, de quem consegue descansar a cabeça, ligar a televisão, se cercar de tudo que é fácil e próximo da mão e achar que o mundo está resolvido. Não lhe desejo essa paz que pode ser a morte em vida, que é uma redoma feita de medos lhe salvaguardando do mundo.

Também não lhe desejo amor. Esse amor que seca, que lhe faz sedento, que é uma busca de algo ou de alguém que lhe sacie, complete, ou que lhe traga vantagens. Não desejo amor para quem ainda não sabe amar, desejo antes outras coisas.

Como por exemplo, lhe desejo individualidade. Que você tenha ou crie tempos para se desenvolver enquanto pessoa, para enriquecer a própria alma. Que você encare a busca do autoconhecimento, sozinho. Porque é a partir do conhecimento profundo de si mesmo que nasce a compreensão profunda do outro. E o mundo parece estar precisando tanto de pessoas que se compreendam.

E por isso também lhe desejo solidão. Porque essa é a nossa condição natural, somos antes de tudo um universo em si. Então desejo que você saiba colorir o seu próprio universo e tenha momentos de profundo prazer na companhia de si mesmo.

Desejo finalmente que você sinta muita paixão, que seu sangue borbulhe, seus sentidos agucem, sua temperatura suba. Mas desejo que você sinta essa paixão avassaladora não por pessoas, mas pela própria vida.

– Clara Baccarin
(*) editado

Vamos pensar sobre isso?

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Por mais que pareça incrível, ultimamente venho detestando dias nublados.

Não sei se mudou a minha forma de perceber coisas “sutis”, sei lá… O fato é que sinto uma enorme “pressão” nesses dias atuais.

É sério! O dia fica esquisito.

A sensação é de que a humanidade vem perdendo o sentido de sua existência.

O que era para ser bonito, tranquilo e belo, tornou-se um fardo insuportável; frente a essas barbaridades que vemos acontecendo, todos os dias.

Sobra tecnologia, comida e problemas. Sobra intolerância, mentiras… uma burocracia inútil! Perda de tempo, de dinheiro, de suor, de tudo.

Na boa? Que inferno é esse que a humanidade se meteu e não consegue sair? Por que esse rodopiar insano de destruição e desgraças?

Não nos é suficiente a lida do dia a dia? Podemos viver em paz, religados à Natureza e desenvolvendo as atividades que cabem a cada um?

Então o que nos falta?

Que loucura é essa que se apossou da vida de alguns?

Todo ano é a mesma aporrinhação… desses desvairados ensandecidos, dessa turba de perfis falsos e suas desinformações, articulados para disseminar ódio e a falta de respeito; como se abanassem apenas o fogo ainda em brasa dessa gente desiludida, em vias de arrumar culpados.

Se há uma certeza é a de que temos plenas condições de criar uma vida melhor para todos. Há um mundo melhor sendo criado. Não é muito noticiado, ou fácil de chegar até ele, mas ele existe.

Uma luta. Por vezes desigual.

A rede que nos permite ver o outro também permite a união de cabeças, consciências. Permite união de esforços.

E aí?

(…)

Tu não és especial

Apesar dos miminhos que recebeste dos teus pais, apesar de teres amigos que se riem das tuas piadas e apesar de já teres passado por muita coisa… não caias em ilusões: tu não és especial.

Não és especial porque andaste naquela universidade ou tens aquele trabalho. Não és especial porque tens boa aparência ou porque há alguém que gosta de ti.

És apenas mais um em 7 biliões, por isso escusas de andar por aí como se o mundo te devesse alguma coisa. Essa cara de vinagre fica-te mal, e esse ar só estraga o ânimo à malta. A sociedade não te deve um trabalho, a família não te deve uma casa e os teus amigos não te devem atenção. Nada disso: o mundo não te deve nada, és tu que deves muito ao mundo.

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Deves ao mundo o teu tempo, energia e inteligência. A tua melhor intenção e o teu melhor empenho.

Trabalhar porque acreditas que o teu trabalho é importante, não porque tens um estatuto a manter. Estudar pelo entusiasmo de aprender e não apenas para passar nos exames. Namorar porque adoras a pessoa que está contigo, não porque não aguentas estar sozinho. Viajar porque queres viajar, não para teres fotografias para mostrar. Cuidar bem dos outros porque queres o bem deles, não para provares que és bonzinho.

Podes tentar fugir disto, claro. Podes ficar escondido atrás das cortinas e lamentar-te de todas as dificuldades que tens pela frente. Podes ficar à espera que alguma coisa te venha salvar… mas no fim tens apenas que decidir uma coisa: o que vais fazer com cada hora do teu dia? O que raio vais fazer da tua vida?

O mundo precisa de ti. E tu precisas de viver o melhor que tens. A tua vida é demasiado importante para depender de te sentires especial.

O caminho vai ser longo e difícil. Vais ser criticado e vais falhar… mas se apesar de cada falhanço, cada crítica e cada sofrimento continuares a dar o teu melhor… então é porque te tornaste em alguém especial.

Fonte: [ Inesperado ]

Paciência

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para…

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara…

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência…

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência…

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara…

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não…

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder ?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara…

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não…

A vida não para…

(Paciência – Lenine)

Mesmo quando tudo pede Um pouco mais de calma Até quando o corpo pede Um pouco mais de alma A vida não para...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para…

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