Tá lá o corpo…

É aquela estória do corpo caído no meio da rua.

“Atrapalhando o trânsito”.

É a pressa, apressada, atravessando correndo a rua…

Uma insensibilidade criada pela rotina;

Um desabar de dominós de absurdos, caindo uns por cima dos outros… Dominós de terno e gravata, você sabe como é…

E você olha para um lado e tem terra pra C#@&$&*@%! E você olha para outro lado e tem terra pra C#@&$&*@%! …

E água. E mar.

E tem a pressa, apressada, atravessando correndo o mar…

(soube que os governos mudaram de postura…)

– Tomara que a Internet seja capaz de salvar o mundo!

santo na estrada

Os Deuses no céu: o Universo como espelho da alma

por Carlos Cardoso Aveline

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“Conhece a ti mesmo”, dizia a inscrição no templo do oráculo de Delfos, na Grécia antiga.

A tarefa é fundamental, e não é simples: a filosofia esotérica ensina que o mapa da nossa alma é o mesmo mapa do sistema solar.

Cada ser humano é um pequeno retrato do cosmo. Em consequência disso, ficamos diante de um paradoxo astronômico. Para que um indivíduo possa conhecer a si mesmo, deve conhecer o universo.

A identidade oculta de cada alma com a galáxia inteira é percebida intuitivamente pelos poetas. Segundo Olavo Bilac, o homem que pensa e ama é tudo: “é a Terra, é Terras de ouro em céus profundos”. E é também “outras almas vibrando em outros mundos”.

O homem, para ele, é “as nebulosas, gêneses imensas, fervendo em sementeiras de astros novos”. E ele é “todo o cosmo em perpétuas chamas”.

De certo ponto de vista, dialogamos secretamente com o céu o tempo todo, e Bilac confessou, em um dos seus poemas mais famosos :

“Ora, direis, ouvir estrelas! Por certo perdeste o senso! E eu vos direi, no entanto, que para ouvi-las, muitas vezes desperto, e abro as janelas, pálido de espanto”.[1]

O diálogo com o céu se dá de modo em grande parte subconsciente. A ciência astrológica busca conhecer de modo racional essa troca de energias com o universo. Ela faz um mapa com os detalhes da ligação magnética de cada indivíduo com os diversos planetas. Assim obtemos uma astronomia da alma. A partir da análise da posição dos astros no céu no momento em que nascemos, a astrologia busca revelar o sentido geral, as possibilidades, os desafios e as oportunidades da nossa existência no mundo dinâmico do sistema solar. A astronomia da alma é uma psicologia decisiva para quem trata de aprender a viver.

O hábito de observar o céu nasceu junto com a humanidade. Os povos do passado estudavam astronomia e buscavam orientar-se espiritualmente através da sua relação com planetas e estrelas.

Os reis da antiga Índia, da China, do antigo Egito e dos povos andinos consideravam-se filhos do Sol. Os maias e astecas tinham uma astronomia sofisticada. Os deuses dos gregos moravam no céu. A palavra Zeus vem do termo sânscrito Diaus, que significa “céu”. Zeus, o senhor do espaço cósmico grego, é o mesmo Júpiter dos romanos e serviu de modelo para a figura quase humana do Deus cristão.

O universo é a expressão material de uma inteligência superior. Por isso, embora sua essência esteja além das palavras, suas manifestações são compreensíveis desde vários pontos de vista. As linguagens pelas quais o universo pode ser compreendido não incluem apenas a matemática e a geometria, mas também a percepção mística. Em inúmeros casos, como veremos, essas três linguagens caminham juntas.

O ato de olhar o céu à noite nos leva a uma compreensão intuitiva e espiritual do universo. Os planetas eram os deuses peregrinos dos antigos. O grande axioma da Tábua de Esmeralda afirma que “o que está embaixo é como o que está em cima, e o que está em cima é igual ao que está embaixo”.[2]

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NOTAS:

[1] A primeira citação de Bilac é do poema “Microcosmo”, em “Poesias”, Olavo Bilac, Ediouro, 1978, p. 188. A segunda citação é do fragmento XIII do poema “Via Láctea”, p. 37 do mesmo volume.

[2] Veja os textos “A Tábua de Esmeralda” e “Sabedoria Hermética no Século 21”. Estes dois artigos de Carlos Cardoso Aveline estão disponíveis em http://www.FilosofiaEsoterica.com e seus websites associados.

Fonte: [ Carlos Cardoso Aveline ]

Animações GIF da Terra ao longo do tempo

Columbia Glacier Retreat

[via Google]: Hoje, nós estamos fazendo o possível para que você possa voltar no tempo e ter uma deslumbrante perspectiva histórica sobre as alterações da superfície da Terra ao longo do tempo. Trabalhando com a Pesquisa Geológica EUA (USGS), NASA e do tempo, estamos lançando mais de um quarto de século de imagens da Terra tiradas do espaço, compilados pela primeira vez em uma experiência de lapso de tempo interativa. Acreditamos que este é o retrato mais abrangente do nosso planeta em mudança já disponibilizadas para o público.

Construído a partir de milhões de imagens de satélite e trilhões de pixels, você pode explorar isso, com zoom mapa global de lapso de tempo como parte do novo projeto Timelapse na hora. Ver fenômenos impressionantes, como o surgimento de artificiais Palm Islands de Dubai, o recuo da geleira de Colômbia do Alasca, o desmatamento da Amazônia brasileira e crescimento urbano em Las Vegas 1984-2012.

[ Clique aqui para acessar o álbum ]

Fonte: [ Google ]

O dia que não aconteceu

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Ruas apinhadas,
Jornais empilhados.
Velhas notícias mofadas,
Manchetes manchadas,
Escritas com sangue,
Mortes e covas rasas.
Guerra covarde
Na própria terra…
– Na própria terra !!!
– No próprio quintal de casa!!

Lá nos cruzamentos,
Tanques, caminhões,
Bombas, cassetetes,
contra as tais
supostas ou impostas
transgressões.

Jovens recrutados,
recém fardados;
o velho poder
de dar porrada.

Soldados perfilados,
Borrando botas
Novinhas,
Patrocinadas…
– Vais me dizer que não?

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