O ataque dos Zumbis

2_imgpost_post12

Fora de mim
pulsa este universo
espelho abstrato incompleto,
tal qual um livro aberto
sendo escrito a cada segundo.

Fora de mim
o mundo reverbera
a complicação caótica,
dessas mentes inquietas,
perdidas, iludidas,
destruídas, desertas.

Fora de mim
os zumbis se proliferam,
lastreados em achismos e egoísmos,
lutando desesperadamente por créditos,
matando pelos desejos mais supérfluos,
como se Deus ouvisse seus pensamentos,
lamentos autopiedosos em lampejos.

Que o sol ilumina a todos, indistintamente…
E daí?

Que irás comer o pão irrigado com teu suor…
E daí?

Que a esperança é a ultima que morre…
E daí?

Triste sina da formiga
que não aprendeu a cantar!
que não aprendeu a mentir!
que não aprender a roubar!
Balbuciam os babuínos depilados.

Ah, mas não te basta um Deus?
Então… ajoelhe e confesse!

Ou quisera carinho?
Ou quisera alento?
Ou quisera magia?
Ou quisera milagres?

Na rua crianças com fome,
o banquete continua
patrocinado por mentiras
televisionadas,
supervalorizadas,
dissimuladas preces,
ignorâncias premiadas.

Daí eu lhe pergunto,
dada a importância do assunto:

– Quanto vale a sua cabeça?

(Anderson Porto)

Anúncios

V

A-Porto-Alegre-de-Mario-Quintana_crédito_Liane-Neves_2

Eu nada entendo da questão social.
Eu faço parte dela, simplesmente…
E sei apenas do meu próprio mal,
Que não é bem o mal de toda a gente,

Nem é deste Planeta… Por sinal
Que o mundo se lhe mostra indiferente!
E o meu Anjo da Guarda, ele somente,
É quem lê os meus versos afinal…

E enquanto o mundo em torno se esbarronda,
Vivo regendo estranhas contradanças
No meu vago País de Trebizonda…

Entre os Loucos, os Mortos e as Crianças,
É lá que eu canto, numa eterna ronda,
Nossos comuns desejos e esperanças!…

(Mario Quintana – A Rua dos Cataventos)

De onde vem a calma

De onde vem a calma daquele cara?
Ele não sabe ser melhor, viu?
Como não entende de ser valente?
Ele não sabe ser mais viril
Ele não sabe não, viu?
Às vezes dá como um frio
É o mundo que anda hostil
O mundo todo é hostil

De onde vem o jeito tão sem defeito?
Que esse rapaz consegue fingir
Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão

Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim.

(De Onde Vem a Calma – Los Hermanos)

Palavra-chave: CUBANO

cubano1

Palavra-chave: CUBANO

Significados secundários pretendidos: (1) Rótulo dado a um “Sobrevivente” que está determinado a “mudar o mundo palco” ou que se queixa sobre um monte de coisas no palco, (2) Alegoricamente, um ‘Sobrevivente’ é quem está determinado a se libertar da escravidão, (3) um dos rótulos dado a um “sobrevivente” que se comporta ou pensa diferente dos demais personagens do mundo palco.

Sinônimos dos Significados secundários: Russo – RADICAL – REBELDE – Revolucionário – FIDEL CASTRO – CHE GUEVARA – amotinado – miliciano – GUERRILHA – TERRORISTA (2) – fanático religioso – AIATOLA KOMEHINI (Irã) – TALIBAN (Afeganistão) – OSAMA BIN LADEN (2)

Palavras derivadas: Charuto cubano – Cubano-Americana – os radicais livres (nutrição) – Partido Radical (trocadilho: Política x fun) – Revolução – REBELIÃO – MOTIM – líder guerrilheiro – guerrilha – líder da milícia – LEIS DA MILÍCIA – fanatismo – Prisioneiros – REBELIÃO

O Mundo Ainda Não Está Pronto

Quem acha que o mundo é tudo na vida
Infelizmente não sabe de nada
Inclusive eu também não sei
Inclusive eu também não sei
Mas pelo menos eu estou, eu estou
Eu estou aqui gritando:
AAAHHHHH, eu estou aqui gritando
AAAHHHHH, uah!

É engraçado que alguém
Possa dar atenção
A qualquer assunto de hoje em dia
Ou então trocar uma menina quente e macia
Por um jornal nacional
Ou um disco de gritaria
Quem me dera uma guerra das antigas pra lutar
Infundindo nos cães o terror
O terror é popular
Pois é
Espetacular

( O Mundo Ainda Não Está Pronto – Pato Fu)

A foto antes da foto

antes_da_foto_historica

O Rebelde Desconhecido, também conhecido como O Homem dos Tanques, é como ficou conhecido o misterioso homem que ganhou fama em todo o mundo como figura heróica após ser filmado e fotografado durante os protestos na Praça da Paz Celestial em Pequim, em 5 de junho de 1989. Várias fotografias foram tiradas do homem, que ficou em pé em frente a uma coluna de tanques chineses Type 59, forçando-os a parar.

Sobre o observador… e o amor

flying-love-hearts-640x400

O “observador”, e o “eu”, o “ego”, o “experimentador”, o “pensador”, será diferente do pensamento, da experiência, da coisa que ele observa? Quando olhamos uma árvore, alguma vez a olhamos realmente? Ou será que a olhamos através das imagens pertencentes ao conhecimento adquirido, à experiência passada?

Se existe uma divisão entre o “observador” e o “observado”, essa divisão é a origem de todo o conflito humano. Quando dizeis que amais alguém, será isso amor? Não haverá, nesse amor, o “observador”, de um lado, e do outro a coisa amada, o “observado”? Esse “amor” é produto do pensamento. (…)

– Krishnamurti – (O Mundo Somos Nós)

Liberdade e amor andam juntos. Amor não é reação. Se eu o amo porque você me ama, trata-se de mero comércio, algo que pode ser comprado no mercado.

Amar é não pedir nada em troca, é nem mesmo sentir que se está oferecendo algo. Somente um amor assim pode conhecer a liberdade.

Quando vemos uma pedra pontiaguda em um caminho frequentado por pedestres descalços, nós a retiramos não porque nos pedem, mas porque nos preocupamos com os outros, não importa quem sejam.

Plantar uma árvore e cuidar dela, olhar o rio e desfrutar a plenitude da terra… para tudo isso é preciso liberdade – e, para ser livre, é preciso amar.

Dar de si e receber o retorno é trocar o amor pelo amor somente, e isso liberta. Essa liberdade é o que permite a duas pessoas amarem-se sem imposição.

Também está por trás do amor universal: uma atitude generosa do indivíduo com o mundo; dar pelo simples prazer de fazê-lo, sem esperar nada em troca, nem sequer reconhecimento.

– Krishnamurti –

Fonte: [ Krishnamurti – A Verdade é uma terra sem caminho ]