A balada da contramão

Essa canção é por você
que já cansou de escutar
esteve vivo sem viver
mas não deixou de acreditar
e que assim como eu
esperou mas correu
pro dia em que alguém ousasse entrar
fosse na contramão, na sua estrada sem chão
descansasse a vista, pra então habitar
habitar, habitar
eu vou tentar mais uma vez
por quem não pode mais tentar
sair à noite por aí
com pouca história pra contar
pra quem assim como eu
esperou mas correu
pro dia em que alguém ousasse entrar
fosse na contramão, na sua estrada sem chão
descansasse a vista, pra então habitar
pois assim como eu (pois assim como eu),
esperou mas correu (esperou mas correu)
pro dia em que alguém ousasse entrar
fosse na contramão (fosse na contramão),
na sua estrada sem chão (sua estrada sem chão)
descansasse a vista pra então habitar

(A Balada da Contramão – A Banda Mais Bonita da Cidade)

A_Banda_Mais_Bonita_da_Cidade

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Fátima

Vocês esperam uma intervenção divina
Mas não sabem que o tempo agora está contra vocês
Vocês se perdem no meio de tanto medo
De não conseguir dinheiro pra comprar sem se vender
E vocês armam seus esquemas ilusórios
Continuam só fingindo que o mundo ninguém fez
Mas acontece que tudo tem começo
Se começa um dia acaba, eu tenho pena de vocês

E as ameaças de ataque nuclear
Bombas de nêutrons não foi Deus quem fez
Alguém, alguém um dia vai se vingar
Vocês são vermes, pensam que são reis
Não quero ser como vocês
Eu não preciso mais
Eu já sei o que eu tenho que saber
E agora tanto faz

Três crianças sem dinheiro e sem moral
Não ouviram a voz suave que era uma lágrima
E se esqueceram de avisar pra todo mundo
Ela talvez tivesse um nome e era: Fátima
E de repente o vinho virou água
E a ferida não cicatrizou
E o limpo se sujou
E no terceiro dia ninguém ressuscitou

(Fátima – Capital Inicial)

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Sob pressão

Under Pressure Sob pressão
Um boom ba bay
Um boom ba bay
Um boom boom ba ba bay

Pressure, pushing down on me
Pressing down on you, no man ask for
Under pressure! That burns a building down
Splits a family in two
Puts people on streets

Um ba ba bay
Um ba ba bay
Dee day duh
Ee day duh

That’s ok
It’s the terror of knowing
What the world is about
Watching some good friends
Screaming “let me out!”
Pray tomorrow gets me higher
Pressure on people, people on streets

Day day day
Da da da dup bup

O.k.
Chippin’ around
Kick my brains around the floor
These are the days it never rains, but it pours

Ee do bay bup
Ee do bay ba bup
Ee do bup
Bay bup

People on streets
Dee da dee da day
People on streets
Dee da dee da dee da dee da

It’s the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming “let me out!”
Pray tomorrow (gets me higher, high, high)
Pressure on people, people on streets

Turned away from it all like a blind man
Sat on a fence but it don’t work
Keep coming up with love
But it’s so slashed and torn

Why, why, why?
Love, love, love, love, love
Insanity laughs, under pressure we’re cracking

Can’t we give ourselves one more chance
Why can’t we give love that one more chance?
Why can’t we give love?

Give love, give love, give love
Give love, give love, give love
Give love, give love…

‘Cause love’s such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And loves dares you to change our way of
Caring about ourselves
This is our last dance
This is our last dance
This is ourselves

Under pressure
Under pressure
Pressure

Um boom ba bay
Um boom ba bay
Um boom ba ba bay

Pressão, me derrubando com um empurrão
Pressionando você, nenhuma pessoa pede isso
Sob pressão! Isso incendeia um edifício inteiro
Divide uma família em duas
Coloca pessoas nas ruas

Um ba ba bay
Um ba ba bay
Dee duh dia
Ee duh dia

Tudo bem!
É o terror de saber
A que ponto chegou o mundo
Observando alguns bons amigos
Gritando ‘deixe-me sair!’
Rezo para que o amanhã me deixe mais animado.
Pressão sobre as pessoas, pessoas nas ruas

Day day day
Da da da dup bup

O.k.
Dando pontapés por aí
Chuto meu cérebro pelo chão
Estes são os dias em que nunca chove, mas transborda

Ee do bup bay
Bup ee do bay ba
Ee do bup
Bup bay

Pessoas nas ruas
Dee da dee dia da
Pessoas nas ruas
Dee da dee da dee da dee da

É o terror de saber
A que ponto chegou o mundo
Observando alguns bons amigos
Gritando “deixe-me sair!”
Rezo para que o amanhã (me deixe mais animado, animado)
Pressão sobre as pessoas, pessoas nas ruas

Afastei-me disto tudo como um homem cego
Sentei num muro mas isso não funciona
Continuo fornecendo amor
Mas ele está tão cortado e despedaçado

Porque, porque, por quê?
Amor, amor, amor, amor, amor
A insanidade sorri, sob pressão estamos pirando

Não podemos dar a nós mesmos mais uma chance
Por que não podemos dar ao amor mais uma chance?
Por que não podemos dar amor?

Dar amor, dar amor, dar amor
Dar amor, dar amor, dar amor
Dar amor, dar amor…

Porque o amor é uma palavra tão fora de moda
E o amor te desafia a se importar com
As pessoas no limite da noite
E o amor desafia você a mudar nosso modo de
Nos preocupar com nós mesmos
Esta é nossa última dança
Esta é nossa última dança
Isto somos nós mesmos

Sob pressão
Sob pressão
Pressão

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Muito Muito Pouco

tem muito carro e muito pouco chão
tem muita gente e muito pouco pão
tem muito papo e muito pouca ação
muito parente e muito pouco irmão

e então?
o que vamos fazer então
com mais um milhão?
e depois?
o que vamos fazer depois
com um grão de arroz?

tem muito pouca dúvida e muita razão
tem muito pouca ideia e muita opinião
muita pornografia e muito pouco tesão
muita cerimônia e muito pouca educação

e então?
o que vamos fazer então
com mais um milhão?
e depois?
o que vamos fazer depois
com um grão de arroz?

tem muito pouca dúvida e muita razão
tem muito pouca ideia e muita opinião
muita pornografia e muito pouco tesão
muita cerimônia e muito pouca educação
tem muito carro e muito pouco chão
tem muito dente e muito pouco pão
tem muito papo e muito pouca ação
muito pouca gente e muita multidão

e então?
e depois?

(Muito Muito Pouco – Arnaldo Antunes)

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Equilíbrio

Balance Equilíbrio
Glad to see your wide awake
This is the great escape
From a life that tried to mould you
And the lie it sold you
What would you do?
What wouldn’t you do?
What would you do?
What wouldn’t you do?
What would you do?
What wouldn’t you do?

Did you try to reason why
Look yourself in the eye
What you are is all you have been
What will be is all you do now

What would you do?
What wouldn’t you do?
What would you do?
What wouldn’t you do?
What would you do?
What wouldn’t you do?

Spill a tear as your sense of self slowly
Melts away
Melts away
Melts away

Until death’s mirror reflects
The meaning of our lives
We wander aimless and mesmerised
As the fear starts to rise.

[in background]
Can you rely on the safety of system?
Those masochistic messages run deep into your soul
Tearing through years of subconcious defences
In a split second the foundations for a peaceful
fulfilling life can be blasted away to the four corners
of reality almost as if it were an act of truly evil god

Feliz em ver você acordar
Esta é a grande fuga
De uma vida que tentou moldar você
E a mentira que te vendeu.
O que você faria?
O que você não faria?
O que você faria?
O que você não faria?
O que você faria?
O que você não faria?

Você tentou entender porquê?
Olhe nos seus próprios olhos
O que você é é tudo o que você tem sido
O que será é tudo o que você faz agora

O que você faria?
O que você não faria?
O que você faria?
O que você não faria?
O que você faria?
O que você não faria?

Derrame uma lágrima enquanto seu senso de si lentamente
Desaparece…
Desaparece…
Desaparece…

Até que o espelho da morte reflete
O significado de nossas vidas
Nós caminhamos sem destino e hipnotizados
Enquanto o medo começa a surgir.

[fundo]
Você pode confiar na segurança do sistema?
Essas mensagens masoquistas vão para dentro de sua alma
Chorando através de anos de defesas subconcientes
Em uma fração de segundo as fundações de uma vida
pacífica e satisfatória pode ser mandada por uma explosão pelos quatro cantos
da realidade quase como se fosse o ato de eu deus diabólico

O Que Você Quer Saber de Verdade

Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste
Solte os seus cabelos ao vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz
Faça sua dor dançar
Atenção para escutar
Esse movimento que traz paz
Cada folha que cair,
Cada nuvem que passar
Ouve a terra respirar
Pelas portas e janelas das casas
Atenção para escutar
O que você quer saber de verdade

(O Que Você Quer Saber de Verdade – Marisa Monte)

Cálice

Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
De vinho tinto de sangue

Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga?
Tragar a dor engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira tanta força bruta

Pai,(pai) afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai,(pai) afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda
(cálice)
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, (pai)pai, abrir a porta
(cálice)
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno
(cálice)
Nem seja a vida um fato consumado
(cálice)
Quero inventar o meu próprio pecado
(cálice)
Quero morrer do meu próprio veneno
(pai) (cálice)
Quero perder de vez tua cabeça
(cálice)
Minha cabeça perder teu juízo
(cálice)
Quero cheirar fumaça de óleo disel
(cálice)
Me embriagar até que alguém me esqueça
(cálice)

(Chico Buarque & Milton Nascimento – Cálice)

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