Pelo fim da COMPETIÇÃO

“Todo mundo fala de paz, mas ninguém educa para a paz. As pessoas educam apenas para a competição e a competição leva à guerra.”
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Pablo Lipnizky

Podio

Vivemos em uma sociedade que programa as novas gerações para a COMPETIÇÃO. Correto?

Então, se você observar bem, basicamente…

– O que é racismo? Competição.
– O que é machismo? Competição.
– O que é bairrismo? Competição.
– O que é xenofobia? Competição.
– O que é “bullying”? Competição.
– O que é homofobia? Competição.
– O que é fofoca? Competição.
– O que é a mentira? Competição.
– O que é a corrupção? Competição.

O que temos que eliminar de nossos hábitos, de nossas práticas, de nossa educação?

A competição.

O incentivo à competição de nossa sociedade moldada para o consumo transforma o cotidiano numa guerra velada, onde imperam as alianças em prol da destruição do “inimigo” comum.

Ao mesmo tempo que é desesperador constatar a falta de coesão humana, gerada por essa política de estímulo à competição, a realidade do decorrer dos dias nos faz perceber que mesmo as situações mais exdrúxulas são passageiras.

A solidariedade é facilmente percebida como sendo benéfica a todos.

A compaixão, a empatia, o abraço? Fundamentais.

Todo beco sem saída tem uma porta secreta.

Existe uma nova energia no ar, que permite a todos perceber o fútil, o supérfluo, o desnecessário.
E você, lá no seu interior, sabe que energia é essa, não sabe?

Onde há guerra?

Por Marcos Lizardo

A guerra está onde?
Está distante, muito além de nossos olhares,
Além dos mares, em outro continente, outros patamares,
Além daqueles montes, em infinitos lugares, outro planeta,
Fora de nossas vistas, longe do nosso alcance, do que se imagina,
Está nos olhos parados da menina que saiu para comprar leite,
E só voltou aos pedaços, sem leite, sem mão, sem pão, sem chão,
Sem pernas, sem história, sem futuro, sem mãe, sem nada, sem vida,
Porque a guerra estava muito longe, bastava dobrar aquela esquina,
A guerra sempre esteve nos dias mal contados daquela pobre menina,
Está na necessidade de justamente não ter necessidade nenhuma,
Ou na inutilidade de não ter utilidade nenhuma, a não ser que…
A não ser que tenha alguma utilidade a quem possa interessar
Pela utilidade que se possa fazer da fabricação e venda de armas,
Essa coisa toda em que a única utilidade é nada mais que o dinheiro.

A guerra está em toda a parte, em todo o tempo, em toda história,
Está no que quebra e não tem mais conserto, está no erro do acerto,
Está no que se conserta e nunca mais há de ser do mesmo jeito,
Está no conceito que se forja em tão diabólicas oficinas,
Está no preconceito que ainda não sabes, mas ensinas,
Está na força da fraqueza ou na fraqueza que toda força tem,
Está no ferro, no medo, no aço, no silêncio, no gás, no desejo, no fogo,
Nos escombros dos sonhos que não se sabe, na vontade que não nos cabe,
Na destruição por si mesma, ávida de se construir algo novo de novo,
À custa de muitas vidas, muita dor e medo e de muitas lágrimas do povo.

Sempre haverá guerra,
Mesmo que o medo mova a mão que movimenta o motor malévolo do mundo,
Num motivo mal justificado que nos condena à guerra que só se justifica por si mesma,
sempre haverá guerra.

A guerra está onde?
Está onde há guerra e sempre haverá de estar.
Desfeito do que sou refeito me torno rarefeito,
Porque é tão inútil este nosso inevitável pensar,
A guerra está em nós, aqui bem dentro do peito.

Fonte: [ Estante de Marcos Lizardo ]

A lenda da guerra às drogas

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“Nada mais conveniente para um governo em ruína do que a oportunidade de uma guerra, porque nada dissolve tao rapidamente contradições quanto a identificação de inimigos, diante dos quais a sociedade dividida se coesiona e reforça a autoridade de seu líder.

Foi assim com Videla, a crise da ditadura argentina e a guerra das Malvinas. Foi assim com Reagan, a crise social pós-queda do muro e a guerra às drogas.

Foi assim com Bush, a crise interna de legitimidade e a guerra ao terror.

E será assim com Cabral, o desastre de seu governo e a guerra ao trafico 2, o retorno, buscando reeditar a invasão militar do Alemão, com a cumplicidade ativa do governo federal e a cobertura preciosa da mídia neutra e objetiva.

A refilmagem do Alemão, sucesso de publico e critica, em 2010, não seria possível sem tropas federais, cuja presença converte ações de (in)segurança pública em operação bélica, requalificando suspeitos de delitos como inimigos.

Diz-se, com razão, que o patriotismo eh o último refugio dos canalhas. Talvez se devesse acrescentar que o teatro da guerra ao tráfico, na abertura do ano eleitoral e nas vésperas de uma Copa contestada, eh o ultimo suspiro da pusilanimidade política.”

(Luiz Eduardo Soares)
https://www.facebook.com/luizeduardo.soares.716

O dia que não aconteceu

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Ruas apinhadas,
Jornais empilhados.
Velhas notícias mofadas,
Manchetes manchadas,
Escritas com sangue,
Mortes e covas rasas.
Guerra covarde
Na própria terra…
– Na própria terra !!!
– No próprio quintal de casa!!

Lá nos cruzamentos,
Tanques, caminhões,
Bombas, cassetetes,
contra as tais
supostas ou impostas
transgressões.

Jovens recrutados,
recém fardados;
o velho poder
de dar porrada.

Soldados perfilados,
Borrando botas
Novinhas,
Patrocinadas…
– Vais me dizer que não?

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