Qual é a droga?

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Por Marcelo Mirisola

Além dos livros e das drogas familiares, nunca precisei mais do que Epocler. Não obstante, amigos viciados tem a necessidade de usá-las e, vezenquando – aqui entre nós – é lícito abandonar a tela e o teclado e ir atrás de um pouco de confusão. Bastam cinco minutos, ou até menos. Aqui na Lapa, em questão de duas ciscadas, o traficante aparece na sua frente, como se tivesse brotado de uma lâmpada de Aladim. Em Ipanema, no Baixo-Gávea, Leblon e adjacências, basta pensar e a droga se materializa diante de voce: pó, maconha, poesia, e, às vezes, o prefeito vem junto e mete porrada.

Não sejamos hipócritas. O ramerrame de Ribeirão Preto, de Balneário Camboriú e da ex-pacata cidade de Jundiaí é igualzinho. O Brasil tá fissurado. A classe média que dona Chauí tanto despreza não me deixa mentir. Burguer King ou Mc Donald’s ?

Se o homem de bem, pagador de impostos e cheirador contumaz não curtir a rua e as grandes emoções, é só pedir delivery. Os caras entregam até pizza de chocolate na sua casa.

Quando você consegue o que quer, bem, em questão de segundos o circo perde o sentido. Você percebe que aqueles caras que vestem fardas e cultivam a ordem, a disciplina e a hierarquia não servem pra quase nada; na realidade eles não passam de crianças sádicas e fetichistas que fazem tanto sentido quanto o traficante e os heróis da Marvel que tomam conta dos seus sonhos de Cinderela.

Pare para pensar: um meganha que enquadra suspeitos e se dirige a outro meganha como tenente, cabo, capitão, um cara que prende e faz uso de algemas e técnicas de imobilização, um sujeito que acorda de madrugada para se perfilar diante de um pedaço de pano colorido, o mesmo tipo que obedece a ordens unidas, que desfila de boina na avenida, pense comigo: para que um xarope desses, que depende de uma voz de comando até para se manter sobre as duas pernas, presta na vida?

Pra cuidar de mim é que não é.

Um apelo. Autoridades civis, militares e eclesiásticas. Senhoras e senhores. Gostaria de fazer um apelo: invistam em video-games e passatempos temáticos. Abram franquias do Parque da Mônica e chamem a Super Nanny, deem massinha e pincéis atômicos para entreter essas crianças mal-humoradas que adoram uma fardinha.

E , do outro lado e ao mesmo tempo, transformem os traficantes em comerciantes, livrem os viciados da marginalidade e deixem o capitalismo cuidar do resto. Se funciona com o Carrefour, o Waal Mart, as Casas Bahia e as lojas Americanas que vendem DVs da Ivete Sangalo e do Gustavo Lima, por que não ia dar certo com as outras drogas?

Em suma, já basta o Deus do Malafaia* para subjugar, prender, orientar e sacrificar o gado que lhe solicita.

No dia que a Vovó da Casa do Pão de Queijo vender heroína, droga por droga porque sou pelo controle de qualidade e pelo recolhimento de impostos, nesse dia não vamos mais precisar de polícia nem para perguntar onde é que fica o necrotério mais próximo.

PS* Quase deixo passar em brancas nuvens a parada Gay e o aniversário de 20 anos da morte de Ayrton Senna.

Acho a parada gay um treco monótono e barulhento tanto quanto corrida de Fórmula 1. Ayrton Senna e Salete Campari são Queens e Kings ( nesse caso a ordem das realezas não altera o produto) do mesmo baralho insosso e enfadonho. Mas isso não interessa. Trata-se apenas da minha singela opinião. Vale que lembrei de uma entrevista que o pastor Malafaia deu para o site Congresso em Foco, coisa de um ano. Veio a calhar.

Ele disse que desconhece gay que não tenha sido violentado na infância. Eu, aqui com meus botões, pensei: também não conheço neo-evangélico que não seja diuturnamente esculhambado na vida adulta. E o pior: eles ainda pagam dízimo por isso. Malafaia também afirmou peremptóriamente que “viadagem” tem tratamento. Se eu fosse repórter que o entrevistou, perguntaria: E burrice? Tem cura?

Fonte: [ Blog do Marcelo Mirisola ]

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A lenda da guerra às drogas

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“Nada mais conveniente para um governo em ruína do que a oportunidade de uma guerra, porque nada dissolve tao rapidamente contradições quanto a identificação de inimigos, diante dos quais a sociedade dividida se coesiona e reforça a autoridade de seu líder.

Foi assim com Videla, a crise da ditadura argentina e a guerra das Malvinas. Foi assim com Reagan, a crise social pós-queda do muro e a guerra às drogas.

Foi assim com Bush, a crise interna de legitimidade e a guerra ao terror.

E será assim com Cabral, o desastre de seu governo e a guerra ao trafico 2, o retorno, buscando reeditar a invasão militar do Alemão, com a cumplicidade ativa do governo federal e a cobertura preciosa da mídia neutra e objetiva.

A refilmagem do Alemão, sucesso de publico e critica, em 2010, não seria possível sem tropas federais, cuja presença converte ações de (in)segurança pública em operação bélica, requalificando suspeitos de delitos como inimigos.

Diz-se, com razão, que o patriotismo eh o último refugio dos canalhas. Talvez se devesse acrescentar que o teatro da guerra ao tráfico, na abertura do ano eleitoral e nas vésperas de uma Copa contestada, eh o ultimo suspiro da pusilanimidade política.”

(Luiz Eduardo Soares)
https://www.facebook.com/luizeduardo.soares.716

Quanto custa tratar os doentes?

Vamos lá… Hoje estava com disposição e finalmente fiz essas contas… 200 milhões de habitantes… Quantos desses usam drogas ilegais? 1%? 10%? (19,4%, sendo 6,9% só de maconha – dados que recebi).

Digamos que sejam 20%, ok? Teríamos 40 milhões de usuários de drogas. Desses, 10% poderiam desenvolver algum tipo de drogadicção. 4 milhões de viciados, correto até aqui? Teríamos que criar esses centros de atendimentos especializados, para tratar 4 milhões de usuários viciados.

A ideia é usar $$$ de impostos, correto? Bem, vou colocar o preço das drogas em R$ 10,00, ok?

Daí, 40 milhões x 10 reais, 400 milhões. Digamos que os usuários consumam 100 reais em drogas, numa semana, certo? Por semana, 4 bilhões. No mês, 16 bilhões. Fiz as contas certas?

Agora precisamos ver a fatia de impostos. Quando será que a cerveja arrecada em impostos? Humm… 55,6%. Vou colocar 50% de impostos, ok?

Nessas contas rápidas aqui e sem os dados corretos, a estimativa de uma arrecadação sobre a venda de drogas antes ilegais e agora legalizadas ficaria em torno de 8 BILHÕES de reais por mês. No ano, R$ 96 BILHÕES.

Agora, quanto custa tratar os doentes?

“Os recursos para o financiamento da construção dos Caps e das Unidades de Acolhimento variam de acordo com cada tipo de estabelecimento, podendo ser entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão” (Portal Brasil)

“Em média para tratar mensalmente um dependente químico são gastos 600 reais (jogando bem por baixo) por mês de tratamento. Se todas as pessoas (4 milhões) resolvessem se tratar no sistema público, seria um custo de 2,4 bilhões de reais mensais. Isso só para tratar a dependência!! Isso não inclui os problemas respiratórios, cardíacos, neurológicos e psiquiátricos que requerem tratamento com respectiva especialidade e que também gera custo!” (dados fornecidos por Leandro Fernandes)

Atualmente toda a sociedade está bancando essa guerra contra as drogas (e perdendo), esse $$$ da venda está indo para o tráfico, temos um aumento da violência relacionado diretamente com drogas e, claro, o custo social com esse problema é repartido com todos.

Aos poucos irei revisando este post, para atualizá-lo com dados reais e atualizados.

http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2013/04/23/centros-de-atendimento-a-usuarios-de-drogas-receberao-r-50-milhoes-para-ampliacao

A Culpa É De Quem?

Trabalho oito horas, sete dias por semana
Só por fumar uma erva eu vou entrar em cana
Deputados cheiram bebem e não vão para prisão
Por que é ilegal?
Eles que lesam a pátria e sou eu o marginal
Não seja alienado, eles falam que faz mal e você aceita calado
Procure se informar, uma erva natural não pode te prejudicar
E quem de nós está errado?
Você consome estas merdas e eu fumo um baseado
No que você pensa então?
Eles pegam a palmatória e você estende a mão
Desde pequeno você é induzido a fumar, induzido a beber e ouvindo a TV falar
Diga não as drogas, use camisinha e para de brigar
Mas beba muito álcool até a sua barriga inchar
O que você tem na cabeça?
Tudo que eles te falam você acha uma beleza
Aprenda a dizer não
Pense um pouco meu irmão
Você tem medo de quem?
Eu fumo a minha erva e não faço mal a ninguém

A culpa é de quem?

Portugueses escravizaram e mataram nosso irmão
Militares torturam e não foram pra prisão
Eu fumo minha erva e me chamam de ladrão
Os negros já fumavam erva antes da África deixar
Mas os senhores proibiram por não querer nos libertar
E os senhores de hoje em dia estão proibindo também
Se o pobre começa a pensar parece que incomoda alguém
Crianças crescem nas ruas não confiam em ninguém
Escondem nossa cultura, referência ninguém tem
O País ta uma merda e a culpa é de quem?

A culpa é de quem?

Eles roubam no planalto e não pensam em ninguém
Manipulam as leis e vêm com papo furado
Tudo que incomoda a eles, eles dizem que está errado
Então quem é o marginal?
Crianças morrem por sua culpa e eu que vivo ilegal
Tenho que me esconder por uma coisa natural
Enquanto eles metem a mão na maior cara de pau
Não vou ficar calado porque está tudo errado
Políticos cruzam os braços e o país está uma merda
Trabalho pra caralho e fumo minha erva, aí eu te pergunto

A culpa é de quem?

(A Culpa É De Quem? – Planet Hemp)