Terráqueos – Earthlings

O filme mostra como funcionam as fazendas industriais e relata a dependência da humanidade sobre os animais para obter alimentação, vestuário e diversão, além do uso em experimentos científicos.

O filme faz estudo detalhado das lojas de animais, das fábricas de filhotes e dos abrigos para animais, assim como das fazendas de criação de gado, porcos suinos frangos, aves, do comércio de peles e de couro, das indústrias da diversão e esportes, e finalmente, do uso médico e científico.

Terráqueos usa câmeras escondidas para detalhar as práticas diárias de algumas das maiores indústrias do mundo, todas visando o lucro com os animais.

O documentário levou cinco anos para ser produzido e, o que começou como uma série de uma campanha de conscientização pública sobre castração de animais de estimação, se tornou um longa-metragem que buscou tratar de cada tema principal relacionado com os animais.

Shaun Monson começou as filmagens para as campanhas de conscientização na Califórnia, no Estados Unidos. Assim que as filmagens terminaram, Monson passou a se interessar por outras áreas correlatas, como alimentação e pesquisa científica. Nesse meio tempo, ele acumulou uma pequena biblioteca, colhida em várias organizações, e começou a escrever um roteiro.

TERRÁQUEOS (Earthlings) é um filme-documentário sobre a absoluta dependência da humanidade em relação aos animais (para estimação, alimentação, vestuário, diversão e desenvolvimento científico), mas também ilustra nosso completo desrespeito para com os assim chamados “provedores não-humanos”.

Este filme é narrado por Joaquin Phoenix (GLADIADOR) e possui trilha sonora composta pelo artista Moby. Com um profundo estudo dentro das pet-shops, criatórios de filhotes e abrigos de animais, bem como em fazendas industriais, no comércio de couro e peles, indústria de esporte e entreterimento, e finalmente na carreira médica e científica.

TERRÁQUEOS usa câmeras escondidas e filmagens inéditas para narrar as práticas diárias de algumas das maiores indústrias do mundo, as quais dependem de animais para lucrar. Impactante, informativo e provocando reflexões.

TERRÁQUEOS é de longe o mais completo documentário jamais produzido sobre a conexão entre natureza, animais, e interesses econômicos. Há vários filmes importantes sobre os direitos dos animais, mas este supera os demais. TERRÁQUEOS tem que ser assistido. Altamente recomendado!

Nós Somos uma Legião – We Are Legion

Documentário legendado sobre o ideal Anonymous. Quem ainda não assistiu, ASSISTA! 😉

Como Iniciar uma Revolução

Gene Sharp, investigador aposentado de Harvard (EUA), é considerado o padrinho da resistência não-violenta, aqui fotografado em a 17.12.2009 no seu gabinete em Boston (Mary Knox Merrill / Staff CSM / Getty Images)

Gene Sharp, investigador aposentado de Harvard (EUA), é considerado o padrinho da resistência não-violenta, aqui fotografado em a 17.12.2009 no seu gabinete em Boston (Mary Knox Merrill / Staff CSM / Getty Images)

Documentário: Como Iniciar uma Revolução (Completo e Legendado) // GNT

Conheça o trabalho de Gene Sharp, teórico indicado ao prêmio Nobel da Paz e autor de um livro que se dedica a mobilizar populações oprimidas para combater regimes autoritários através da não-violência.

Livros para download:

+ infos: [ Da Ditadura à Democracia ]

Apêndice Um
Os métodos de ação não violenta

OS MÉTODOS DE PROTESTO NÃO VIOLENTOS E PERSUASÃO

Declarações formais

1. Discursos públicos

2. Cartas de oposição ou de apoio

3. Declarações de organizações e instituições

4. Declarações públicas assinadas

5. Declarações da acusação e de intenção

6. Comunicações de petições em Grupo ou em massa

Comunicação com uma audiência mais ampla

7. Slogans, caricaturas e símbolos

8. Banners, cartazes e comunicações exibidas

9. Folhetos, panfletos e livros

10. Jornais e revistas

11. Discos, rádio e televisão

12. Escritas com fumaça no céu ou na terra

Representações em grupo

13. Delegações

14. Prêmios satíricos

15. Grupos de lobby

16. Piquetes

17. Simulacros de eleições

Atos públicos simbólicos

18. Exibição de bandeiras e cores simbólicas

19. Uso de símbolos

20. Oração e culto

21. Entrega de objetos simbólicos

22. Nudez em protesto

23. Destruição de propriedade própria

24. Luzes simbólicas

25. Mostra de retratos

26. Pintura como forma de protesto

27. Novos sinais e nomes

28. Sons simbólicos

29. Reclamações simbólicas

30. Gestos rudes

Pressões sobre os indivíduos

31. “Atormentar” funcionários

32. “Insultar” funcionários

33. confraternização

34. Vigílias

Teatro e música

35. Sketches cômicos e brincadeiras

36. Desempenho de jogos e música

37. Canto

Procissões

38. Marchas

39. Desfiles

40. Procissões religiosas

41. Peregrinações

42. Cortejos

Homenagem aos mortos

43. Luto Político

44. Simulacros de funerais

45. Funerais demonstrativos

46. Peregrinação a locais de sepultamento

Assembleias públicas

47. Assembleias de protesto ou de apoio

48. Reuniões de protesto

49. Reuniões camufladas de protesto

50. Invasões de aulas

Retirada e renúncia

51. Abandono de recinto

52. Silêncio

53. Renúncias a homenagens

54. Virar as costas

MÉTODOS DE NÃO COOPERAÇÃO SOCIAL

ostracismo de pessoas

55. boicote Social

56. Boicote social seletivo

57. greve de sexo

58. Excomunhão

59. Interdições

não cooperação com os eventos sociais, costumes e instituições

60. Suspensão de atividades sociais e esportivas

61. Boicote a assuntos sociais

62. Greve estudantil

63. Desobediência Social

64. Retirada de instituições sociais

Retirada do sistema social

65. Permanência em casa

66. Não-cooperação pessoal total

67. Fuga de trabalhadores

68. Santuário

69. Desaparecimento coletivo

70. Emigração em protesto (hegira)

OS MÉTODOS DE NÃO COOPERAÇÃO ECONÔMICA:
(1) BOICOTES ECONÔMICOS

ação por parte de consumidores

71. boicote de consumidores

72. Não-consumo de mercadorias boicotadas

73. Política de austeridade

74. Retenção de aluguel

75. Recusa de alugar

76. boicote nacional de consumidores

77. Boicote internacional de consumidores

ação por parte dos trabalhadores e produtores

78. Boicote de Trabalhadores

79. Boicote de produtores

Ações por intermediários

80. Boicote de Fornecedores e manipuladores

ação de proprietários e gerentes

81. Boicote de negociadores

82. Recusa a alugar ou vender imóveis

83. Locaute

84. Recusa de assistência industrial

85. “Greve geral” de comerciantes

Ação por parte dos titulares de recursos financeiros

86. Retirada de depósitos bancários

87. Recusa de pagamento de taxas, encargos e multas

88. Recusa de pagamento de dívidas ou de juros

89. Corte de fundos e de crédito

90. Recusa da receita

91. Recusa de dinheiro de um governo

ação de governos

92. Embargo Doméstico

93. “Lista negra” de comerciantes

94. Embargo de vendedores internacionais

95. Embargo de compradores internacionais

96. Embargo de comércio internacional

OS MÉTODOS DE NÃO COOPERAÇÃO ECONÔMICA:
(2) GREVE

greves simbólicas

97. greve de protesto

98. Paralização rápida (greve relâmpago)

greves agrícolas

99. Greve de camponeses

100. Greve de trabalhadores agrícolas

Greves de grupos especiais

101. Recusa de trabalho impresso

102. Greve de prisioneiros

103. Greve de Artesãos

104. Greve Profissional

Greves industriais comuns

105. Greve de Estabelecimento

106. Greve de Indústria

107. Greve de Simpatia

greves restritas

108. Greve detalhada

109. Greve de recusa

110. Operação tartaruga

111. Operação padrão

112. Informe de “doença”

113. Greve por demissão

114. greve limitada

115. greve seletiva

greves multi-industriais

116. greve generalizada

117. Greve geral

combinações de greves e fechamentos econômicos

118. Hartal (fechamento geral)

119. Desligamento Econômico

MÉTODOS DE NÃO COOPERAÇÃO POLÍTICA

rejeição da autoridade

120. Retirada ou contingenciamento de fidelidade

121. Recusa de apoio público

122. Literatura e discursos defendendo a resistência

não-cooperação dos cidadãos com o governo

123. Boicote de corpos legislativos

124. Boicote às eleições

125. Boicote de emprego e cargos no governo

126. Boicote aos departamentos governamentais, agências e outros órgãos

127. Retirada de instituições de ensino governamentais

128. Boicote de organizações apoiadas pelo governo

129. Recusa de assistência aos agentes da lei

130. Remoção de sinais próprios e marcadores

131. Recusa em aceitar funcionários nomeados

132. Recusa a dissolver as instituições existentes

alternativas dos cidadãos à obediência

133. Respeito relutante e lento

134. Não-obediência na ausência de supervisão direta

135. Não-obediência Popular

136. Desobediência disfarçada

137. Recusa de uma assembleia ou reunião dispersar-se

138. Ocupação sentada

139. Não-cooperação com o serviço militar obrigatório e deportação

140. Ocultação, fuga e identidades falsas

141. Desobediência civil a leis “ilegítimas”

ação de funcionários do governo

142. Recusa seletiva de assistência por assessores do governo

143. Bloqueio de linhas de comando e informações

144. Retardamento e obstrução

145. não-cooperação administrativa geral

146. Não-cooperação judiciária

147. Ineficiência deliberada e não-cooperação seletiva de agentes da lei

148. Motim

Ação governamental doméstica

149. Evasões semilegais e atrasos

150. Não-cooperação por unidades governamentais

ação governamental internacional

151. Mudanças na representação diplomática e outras representações

152. Atraso e cancelamento de eventos diplomáticos

153. Retenção do reconhecimento diplomático

154. Rompimento das relações diplomáticas

155. Retirada de organizações internacionais

156. Recusa de participação em organismos internacionais

157. Expulsão de organizações internacionais

OS MÉTODOS DE INTERVENÇAO NÃO VIOLENTA

intervenção psicológica

158. Auto exposição aos elementos

159. Jejum

(a) Jejum de pressão moral

(b) Greve de fome

(c) jejum Satyagrahica

160. Julgamento reverso

161. Assédio não violento

Intervenção física

162. Ocupação sentada

163. Ocupação de pé

164. Ocupação de meios de transporte

165. Ocupação de rios

166. Ocupação de usinas

167. Ocupação rezando

168. Ataques Não violentos

169. Bombardeios aéreos não violentos

170. Invasão não violenta

171. interjeição não violenta

172. Obstrução não violenta

173. Ocupação não violenta

intervenção social

174. Estabelecimento de novos padrões sociais

175. Sobrecarga de instalações

176. interferência retardatoria

177. Intervenção com discursos

178. Teatro de guerrilha

179. Instituições sociais alternativas

180. Sistema alternativo de comunicação

Intervenção econômica

181. Greve reversa

182. Greve com permanência

183. Ocupação de terra não violenta

184. Desafio a bloqueios

185. Falsificação politicamente motivada

186. Compra preventiva

187. Apreensão de bens

188. Dumping

189. Patrocínio Seletivo

190. Mercados alternativos

191. Sistemas de transporte alternativo

192. Instituições econômicas alternativas

Intervenção política

193. Sobrecarga dos sistemas administrativos

194. Revelação da identidades de agentes secretos

195. Busca de prisão

196. Desobediência civil de leis “neutras”

197. Trabalho sem colaboração

198. Dupla soberania e governo paralelo

TOP SECRET – A CONSPIRAÇÃO CONTRA O BRASIL

(quem não assistiu, assista! Documentário “tem-que-ver”!!!)

Link1:
http://www.aepet.org.br/site/debate_brasil/video_interna.php?videoID=357

Link 2:
http://www.aepet.org.br/site/debate_brasil/video_control/flvplayer.swf?file=../videos/357/TOP%20SECRET%20%20%20A%20Conspirao%20contra%20o%20Brasil.flv&backcolor=0xf1ecce&frontcolor=0x318585&lightcolor=0x9a7e29

“O filme investiga a participação do governo americano no golpe de 64. Contém boas análises políticas e coloca os episódios em seu contexto mas vai além. Apresenta fatos e provas.

Escrito pelo jornalista Flávio Tavares, testemunha e participante da resistência ao golpe, o filme apresenta 70 minutos de gravações, documentos secretos e depoimentos variados. Pronunciada por um dos primeiros líderes do golpe, o general Guedes, a frase de abertura do filme é inesquecível: “Aqueles que não amam a revolução devem pelo menos temê-la…” E por aí vai…

São diálogos contundentes e textos esclarecedores. O filme mostra o afastamento e por fim a oposição completa da Casa Branca à Goulart. As discordâncias são explicadas e analisadas, desde a postura do governo brasileiro em relação a Cuba — contra o bloqueio, pelo respeito à não-intervenção — até questões internas, relativas a lei de remessa de lucros e a concessão de serviços públicos a empresas estrangeiras. Aparecem deputados da oposição que admitem ter recebido dinheiro da CIA para se eleger e combater o governo.

No fim do documentário, não é possível dar crédito à versão de que João Goulart caiu de maduro, porque seria um estadista tão fraco, tão incompetente, tão desorientado, que a conspiração civil-militar que o derrubou nada mais fez do que apressar um desfecho inevitável. O filme deixa claro que o governo americano teve um papel decisivo, nos preparativos militares, na criação de um ambiente desfavorável a Goulart e nos dias seguintes à deposição, quando deu respaldo e legitimidade à intervenção.

Já se sabia que John Kennedy dera o sinal verde para o golpe em 1962, numa conversa com o embaixador Lincoln Gordon, na Casa Branca. Mas é diferente quando se ouve a conversa, com a voz de cada um, com as frases, as perguntas, as discussões.

Embora tenha tentado reescrever sua própria biografia, mais tarde, eximindo seu país e a si próprio de qualquer atuação relevante, Gordon está sempre ali, resoluto e decidido, empurrando Kennedy — e depois Lyndon Johnson, que o sucedeu — para a ação contra Goulart e o apoio incondicional aos golpistas. O embaixador sugere o envio de uma frota para a Costa Brasileira. Pede dinheiro da CIA para criar um ambiente desfavorável a Jango. Terá uma influencia importante na escolha de Castelo Branco como primeiro presidente do regime militar.

Através de diálogos gravados e documentos secretos, fica claro que o adido militar americano, o coronel Vernon Walthers tinha uma grande ascedência sobre Castelo Branco, a quem conhecia desde os campos de combate da Segunda Guerra, na Itália. Será influente antes e depois do golpe, quando passa a usar esta aproximação para acompanhar os bastidores do governo brasileiro. O filme mostra documentos em que, após conversar com Castelo Branco, o disciplinado Walthers vai para casa e envia um despacho em que relata o encontro.

Está tudo lá, com som e imagem.

Embora muito educativo, é constrangedor.”

Fonte: http://blogdolomeu.blogspot.com.br/2012/04/o-golpe-de-64-em-som-e-imagem-top.html