A chuva de sol

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A CHUVA DE SOL

Um choro jogado do sol
Trazendo sua fria água dourada
De repente, chegou resplandescente.

Era perfeito o brilho da chuva
Cantando uma canção muda para mim
Limpou minha cinza em chamas.

Alexandre Hamada Possi*
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Aluno do curso de letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – USP

(Tradução por Sarkis Ampar Sarkissian)

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Eluvium

~ I ~

Que canseira
dessa poeira
‘garrada nos pés…

Vejo viés,
arrumo revés
“um beijo na chuva”…
… Para tudo!
Este é um momento
que vale guardar.

🙂

Observo e sorrio
trampolim de capim,
gota… mergulhando no ar.

~ II ~

Vê-se verso virtuoso vislumbrar veludo.
— Temos tolerância a tal tendência!
… disse o véu, ao tempo.

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Como lágrimas na chuva

“I’ve seen things you people wouldn’t believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser gate. All those moments will be lost in time… like tears in rain… Time to die…”

Gotas da vida

Chuva

Ali,
aquela poeira
levada ao vento
num sol escaldante,
com tudo queimado,
tão castigado,
estrupiado…
Tornando a cena
tão triste,
tão marcante.

Imensa fome,
ainda sem nome …

Vêde o verbo,
o açoite,
que não descansa
tarde da noite.

Ainda persiste
ainda existe
a sede de chuva.

O grito da gota
reverbera
no impacto,
no solo,
quando chega.

Traz finalmente
a energia
tão querida,
dizendo sim
ao giro da roda
da vida.

E assim,
a chuva da primavera
enfim germina
o lírio no lodo
do brejo.

(Anderson Porto)