O silêncio dos lobos

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Pense em alguém que seja poderoso…

Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo?

Lobos não gritam.

Eles têm a aura de força e poder.

Observam em silêncio.

Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.

Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.

Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.

Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.

Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.

Olhe.

Sorria.

Silencie.

Vá em frente.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.

Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.

Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a

(falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.

Não é verdade !

Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.

Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.

Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.

Você pode escolher o silêncio.

Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:

“Me arrependo de coisas que disse, mas jamais do meu silêncio”.

Responda com o silêncio, quando for necessário.

Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais.

Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos.

Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.

E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.
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Fonte: [ Aldo Novak ]

O dia que conheci Nico Lopes

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“Tá fazendo o quê?”, disse minha amiga ao telefone. “Tás a fim de passar um fim de semana num sítio?”. “- Bora…”, rs… E lá fomos nós para Viçosa, em MG.

Na rodoviária de Niterói aquele último confere no mochilão para ver se tinha tudo que precisava. Tava levando quase uma casa, pois era bem capaz do povo acampar por lá.

Partimos para Belo Horizonte e de lá para Mariana. Lembro que pensei “Poxa, na volta bem que podíamos dar um pulo em Ouro Preto”.

Chegando em Viçosa fomos direto para o apê “república” onde a irmã dela estava morando. Apartamento só com mulheres, tudo organizado e limpo, reparei. Depois pensei: “Ih, onde que vou dormir?”.

Cumprimentei as meninas, todas de babydoll e roupas frescas pois era um dia de sol. Saca aquele pensamento de “hummm…”? rs… Pois é.

Cheguei na janela… “De frente para o bar, olha que beleza… Tô feito!”. 😄 Foi falar e passa um trem apitando… “Nuss… aqui passa trem?”. Já tava quase falando mineirês! rs…

Descemos para tomar aquela gelada pós viagem, ocupamos algumas mesas e ficamos lá bebendo e socializando, esperando o restante do pessoal que ia pro sítio chegar.

Foi anoitecendo e o pessoal chegando. Mó multidão no bar. Alguém trouxe um violão, uma galera se juntou para cantar, cerveja atrás de cerveja alguém acendeu um baseado, outro alguém querendo fazer um churrasco e tinha uma galera batendo pé e reclamando “gente, deixa para fazer isso lá no sítio, vamos partir…”.

Partimos. Uns 30, 40 minutos de viagem, não sei ao certo. O que sei é na hora de abrir a porteira a pessoa que tinha alugado esqueceu a chave do cadeado.

Procura daqui, procura dali, eu perdido, pois não conhecia praticamente ninguém, fora aquela turma de meninas da república, que tinha acabado de conhecer… Alguém tinha que voltar para buscar a chave.

A menina que tinha alugado o sítio era lá da república. Não lembro o nome dela. Só sei que entrou no carro e me chamou, “Anderson, vamos lá comigo?”. E fomos.

Deixamos o pessoal esperando no portão junto com as compras. Com o carro mais leve fomos e voltamos rapidinho, não deu nem 1 hora. Ela subiu, pegou a chave, o tempo certo que levei para pegar mais uma cerveja no bar, e voltamos.

Chegando no sítio a galera já tinha entrado. Foram passando as compras pela cerca e colocaram tudo na varanda. Já tinham até aberto uma janela, entrado na casa e ligado a geladeira, que ficou lotada de cervejas e refrigerentes.

Uma menina, com visual meio dark, cabelo roxo e meio gordinha, tava entalada na janela e me gritou “Ei menino, psiu, me dá uma ajuda aqui! Anda!”. Fui lá, dei “pepé” e ela meio que tombou lá pra dentro. Começou a xingar alguma coisa, não dava para ouvir, enquanto a que tinha alugado abria a porta da sala, que estava sem lâmpada. Depois descobrimos que só tinha luz na varanda.

Com o pessoal meio sem saber o que fazer, sugeri “bora fazer uma fogueira?” e fui procurar madeira. Uns dois ou três caras gostaram da ideia e ajudaram. Logo a gente juntou lenha suficiente e começamos a procurar álcool. Ninguém tinha lembrado de trazer.

Estava uma noite bem bonita, sem lua e com uma caralhada de estrelas, então o pessoal foi se juntando na área perto da cozinha, o cara do violão começou a tocar Legião e logo a festa tava formada.

Lembro que achei engraçado ver as meninas de calça jeans e bota, com aquele chapéu. Lá pelas tantas eu mesmo tava de chapéu, rs… Tinha levado só uma camiseta e começou a esfriar.

Passado um tempo já tava ficando meio zoim e resolvi comer alguma coisa. Me levantei e fui na cozinha. Procurei daqui e dali e nada… Ou povo tinha escondido a comida, ou já tinham comido tudo. Só tinha uns farelos de pão em cima da pia. “Esse povo anda fumando muito!”, pensei…

Abri a geladeira e até as cervejas estavam acabando. Tinha uma garrafa de Coca Cola pela metade. Peguei, enchi um copo e bebi. “Nuss! Que merda! Tá sem gás”. Abri o congelador, peguei umas pedras de gelo – (“será que tem vodka?”) – coloquei no copo, botei a garrafa de refri debaixo do braço e fui lá pra fora.

Sentei num tronco, tomei mais uns goles, entoquei a garrafa num canto e fui dar uma andada. Acabei achando um galpão e lá dentro um monte de palha seca. “Och, com isso dá para acender a fogueira!”, sorri!

Trouxe um punhado, coloquei no meio das madeiras, coloquei algumas umas por cima. Peguei mais um pouco, recheei os buracos e acendi. O povo na varanda assistindo. Catei mais um pouquinho, fiz uns bolos dobrados e fui atiçando o fogo, que aos poucos foi pegando e logo a fogueira começou a ficar bonita, com chamas passando de dois metros.

Aí uma galera se animou, juntou as cadeiras perto do fogo, alguém foi lá catar mais palha e logo todo mundo tava catando palha e jogando na fogueira. E o fogo subindo!

De repente o caseiro do sitio aparece no portão, gritando! “- Gente, não usa essa palha não. Essa palha é para cobrir a plantação de alho!”. E o fogo subindo! Subiu tão alto que pegou num dos fios de energia. De repente fez aquele baita barulho “BUUUUMMM!” e lá se foi a luz da varanda.

Bem… Acontece. Rs… Tudo certo lá com o caseiro, a festa continuou. Sentei perto da fogueira para pegar a garrafa de refri, que tinha esquecido, e quando fui colocar no copo um cara me fala: “Cara, o que você está fazendo? Isso aí não é Coca não… Isso aí é chá de cogumelo!” e começou a rir.

“Ih…”, pensei lá comigo… Agora que você fala? Agora já era… Tomei uns 6 copos dessa porra…”. E fiquei ali vendo as chamas da fogueira, alguém ligou o som…

Dali a coisa toda foi ficando meio “nublada”. Não lembro ao certo. Muitas imagens desconexas. O que sei é que voltei pra Terra com minha amiga batendo no meu ombro. “O que você tá fazendo aí?!”.

Ao meu redor um monte de cascas de tangerina, talvez umas 2 dúzias. Acho que verdes. Eu estava sentado no meio de uma plantação de tangerinas, no topo de um monte perto do pessoal, e respondi:” Estou esperando o dia amanhecer. Olha lá o sol…” e apontei para a luz que estava vendo…

“- Aquilo é a luz de uma casa na montanha, Anderson! Bora lá que a festa tá bobando! Tem uma amiga que quer te conhecer!”

Voltamos pro meio do povo e adivinhem quem que tava a fim de mim? A que tinha alugado o sítio. Sorri! Só que a gordinha dark, me parece, também estava, pois saiu lá de onde estava e veio me abraçar, agarrando no meu pescoço. Para piorar, tinha um cara lá que tava a fim da mulher do sítio…

Enfim, procurei uma água para beber, que meio que me deu aquela “acordada” e pensei “acho que vou sair fora, não vou ficar nessa confusão não…”. Avisei minha amiga que estava indo embora e meti o pé.

Dali desperto novamente já na linha do trem, andando… Saí do sítio acho que 3 da manhã, creio, e já tinha andado um bom pedaço. O dia estava amanhecendo. Suava em bicas e ainda estava meio zonzo. Ao lado do trilho do trem un arbustos de mata fechada, então nem tinha como voltar.

De repente começo a me tremer. Uma tremedeira esquisita daquelas e quando mais eu andava mais ia aumentando. Pensei “ih, devo estar passando mal”… e resolvi parar. Dei aquela respirada, com a mão na cintura, e quando dou aquela olhada para trás, para ver o caminho que já tinha percorrido, vejo o semblante de um baita de um trem fazendo “PÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉMMMMM…”.

Caralhos, que susto! Me fez pular dali dos trilhos voando pra cima de uns arbustos. Só senti o “aiiii…”. Puta merda! Os arbustos cheios de espinhos!! Fiquei ali, esperando o trem passar, sem praticamente poder me mexer. Depois que passou fui saindo devagar e consegui ver o estrago. A camisa toda rasgada, cheio de espinhos pelo corpo… Tinha espinho até nas bochechas.

Bem… Fazer o quê? Respirei e continuei andando. Passei  por umas casinhas edificadas perto do trilho do trem e fui seguindo por uma estradinha que o margeava uma plantação de milho. De repente se juntou um senhor de idade, cabelos brancos, que também caminhava em direção ao centro.

Depois de rir muito d’eu contando o que tinha acontecido, me deu as coordenadas que faltavam para eu chegar na república. Me contou também que ele adorava milho, por isso vinha andar ali perto daquelas plantações. Nos despedimos com ele me dizendo “-Cuidado com o coração!” e continuei andando.

Entrei na cidade ainda seguindo o trilho do trem, pois lembrava que passava ao lado do bar. Era quase meio-dia quando cheguei. De longe o pessoal do bar me avistou, ainda com a camisa suja de sangue, alguns vieram me perguntar o que tinha acontecido… “Bem… Deixa eu pelo menos tomar uma cerveja, minha boca está seca!”.

A minha amiga me avista da janela e vem falar comigo. Rimos muito de tudo e no meio daquilo tudo alguém me fala que aquele dia também era dia de festa, pois era o dia da “Marcha de Nico Lopes”… Tava com preguiça para entender o que eles estavam falando e a bem da verdade eu queria mesmo era descansar, pois tinha andado pra caralho…

Subi para a república, tomei um banho, deitei no sofá da sala debaixo de um ventilador e me preparei para dormir. A TV estava ligada e passava uma reportagem no jornal da tarde sobre a tal festa do dia.

Lembro que antes de cair no sono, pensei algo do tipo: “Acho que conheço esse cara… Ele não me é estranho…”, olhando com os olhos semicerrados as imagens da TV.

Dormi.

Castelo de Cartas Marcadas

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O Congresso Nacional não tem mais confiabilidade nem probidade para votar mais nada.

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Pense num filme.
O filme que conta uma história de fim.
Aventura, ação, lágrimas, sexo, poder.
Mas um filme sem final feliz.

Então, fade out. Fundo preto. Nome do filme. Música de fundo. Dirigido por. Sobe os nomes do elenco.

Aécio Neves, senador (PSDB-MG)
Antônio Anastasia, senador (PSDB-MG)
Alfredo Nascimento, deputado (PR-AM)
Milton Monti, deputado (PR-SP)
Aloysio Nunes, senador (PSDB-SP)
Arlindo Chinaglia, deputado (PT-SP)
Arthur Maia, deputado (PPS-BA)
Bruno Araújo, ministro das Cidades (PSDB-PE)
Carlos Zarattini, deputado (PT-SP)
Cândido Vaccarezza, deputado (ex-PT-SP)
Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda (PT)
Eduardo Braga, senador (PMDB-AM)
Omar Aziz, senador (PSD-AM)
Cacá Leão, deputado (PP-BA)
Cássio Cunha Lima, senador (PSDB-PB)
Celso Russomanno, deputado (PRB-SP)
Ciro Nogueira, senador (PP-PI)
Dalírio Beber, senador (PSDB-SC)
Napoleão Bernardes, prefeito de Blumenau (PSDB-SC)
Daniel Elias Carvalho Vilela, deputado (PMDB-GO)
Maguito Vilela, ex-governador de Goiás (PMDB)
Daniel Gomes de Almeida, deputado (PCdoB-BA)
Décio Nery de Lima, deputado (PT-SC)
Ana Paula Lima, deputada estadual (PT-SC)
Edison Lobão, senador (PMDB-MA)
Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil (PMDB-RS)
Moreira Franco, secretário-geral da Presidência (PMDB-RJ)
Fábio Faria, deputado (PSD-RN)
Robinson Faria, governador do Rio Grande do Norte (PSD)
Rosalba Ciarlini, prefeita de Mossoró (PP-RN)
Fernando Collor de Mello, senador (PTC-AL)
Fernando Bezerra, senador (PSB-PE)
Gilberto Kassab, ministro das Comunicações (PSD-SP)
Heberte Lamarck Gomes da Silva (Betinho Gomes), deputado federal (PSDB-PE)
José Feliciano de Barros Júnior, advogado
José Ivaldo Gomes (Vado da Farmácia), ex-prefeito de Cabo do Santo Agostinho (PTB-PE)
Helder Barbalho, ministro da Integração Nacional (PMDB-PA)
Paulo Roberto Galvão da Rocha, senador (PT-PA)
Heráclito Fortes, deputado (PSB-PI)
Humberto Costa, senador (PT-PE)
Ivo Cassol, senador (PP-RO)
João Carlos Gonçalves Ribeiro, ex-secretário de Planejamento de Rondônia
João Carlos Paolilo Bacelar Filho, deputado (PR-BA)
Jorge Viana, senador (PT-AC)
Tião Viana, governador do Acre (PT)
José Carlos Aleluia, deputado (DEM-BA)
José Carlos Becker de Oliveira e Silva (Zeca Dirceu), deputado (PT-PR)
José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil
José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT), deputado (PT-MS)
Blairo Maggi, ministro da Agricultura (PP)
José Reinaldo Carneiro Tavares, deputado (PSB-MA)
Ulisses César Martins de Sousa, ex-procurador-geral do Estado do Maranhão
Renan Calheiros, senador (PMDB-AL)
Renan Calheiros Filho, governador do Alagoas (PMDB)
Fernando Bezerra de Sousa Coelho, senador (PSB-PE)
Júlio Lopes, deputado (PP-RJ)
Jutahy Magalhães Júnior, deputado (PSDB-BA)
Kátia Abreu, senadora (PMDB-TO)
Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu
Lídice da Mata, senadora (PSB-PE)
Lindberg Farias, senador (PT-RJ)
Marco Maia, deputado (PT-RS)
Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil (PMDB)
Humberto Kasper, ex-presidente da Trensurb
Marco Arildo Prates da Cunha, ex-presidente da Trensurb
Paulo Bernardo Silva, ex-ministro do Planejamento (PT)
Marcos Antônio Pereira, ministro da Indústria, Comércio e Serviços (PRB-ES)
Maria do Rosário Nunes, deputada (PT-RS)
Mário Negromonte Júnior, deputado (PP-BA)
Milton Monti, deputado (PR-SP)
Valdemar da Costa Neto, ex-deputado (PR-SP)
Nelson Pellegrino, deputado (PT-BA)
Ônix Lorenzoni , deputado (DEM-BA)
Paulo Henrique Ellery Lustosta da Costa, deputado (PP-CE)
Paulo Pereira da Silva, deputado (SD-SP)
Pedro Paulo Carvalho Teixeira, deputado (PMDB-RJ)
Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio de Janeiro (PMDB)
Ricardo Ferraço, senador (PSDB-ES)
Rodrigo Maia, deputado (DEM-RJ)
César Maia, ex-prefeito do Rio de Janeiro (DEM)
Rodrigo Garcia, deputado (DEM-SP)
Romero Jucá Filho, senador (PMDB-RR)
Eunicio Oliveira, senador (PMDB-CE)
Lúcio Quadros Vieira Lima, deputado (PMDB-BA)
Rodrigo Maia, deputado (DEM-RJ)
Rodrigo Jucá, advogado e filho de Romero Jucá (PSD-RR)
Valdir Raupp, senador (PMDB-RO)
Vander Loubet, deputado (PT-MS)
Vanessa Grazziotin, senadora (PCdoB-AM)
Eron Bezerra, marido da senadora Vanessa Grazziotin
Vicente Cândido, deputado (PT-SP)
Vicente Paulo da Silva, deputado (PT-SP)
Vital do Rêgo Filho, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU)
Yeda Rorato Crusius, deputada (PSDB-RS)
Abelardo Lupion, ex-deputado federal (DEM)
Adolfo Viana de Castro Neto, deputado estadual (PSDB-BA)
Adrian Mussi, suplente de deputado (PHS-RJ)
Agnelo Queiroz, ex-governador (PCdoB-DF)
Alcebíades Sabíno dos Santos
Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e Petrobras
André Gustavo Vieira da Silva, publicitário
Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde (PT-SP)
Aloísio dos Santos Júnior
Aloizio Mercadante, ex-ministro (PT-SP)
Aluísio Teles Ferreira Filho, ex-diretor da Petrobras
Anderson Braga Dorneles, ex-assessor de Dilma
André de Souza
Andréia Légora, afilhada de Eduardo Cunha
Helil Cardozo (PMDB-RJ)
Anthony Garotinho, ex-governador do Rio (PR-RJ)
Antônio Carlos de Campos Machado, deputado estadual (PTB-SP)
Antônio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador (DEM-BA)
Antônio Duarte Nogueira Júnior, prefeito de Ribeirão Preto (PSDB-SP)
Antônio Egício Rufino de Carvalho, candidato a vereador de Uruguaina (PSDB-RS)
Antônio Palocci Filho, ex-ministro da Fazenda (PT-SP)
Arthur Virgílio, prefeito de Manaus (PSDB-AM)
Benjamin Steinbruch, empresário
Carlito Merss, ex-deputado federal (PT-SC)
Carlos Alberto Grana , ex-prefeito (PT-SP)
Beto Richa, governador do Paraná (PSDB-PR)
Carlos Busatto Júnior, prefeito de Itaguaí-RJ (PMDB-RJ)
Carlos Chagas
Carlinhos Almeida, ex-prefeito de São José dos Campos (PT-SP)
Carlos Roberto Casteglione Dias, ex-prefeito de Cachoeiro do Itapemirim (ES)
Carlos Lupi, ex-ministro do Trabalho (PDT-RJ)
Clécio Luís Vilhena Vieira, prefeito de Macapá (PSOL-AP)
Colbert Martins da Silva Filho, vice-prefeito de Feira de Santana-BA (PMDB)
Cristina Conceição Bredda Carrara, prefeita de Sumaré-SP (PSDB-SP)
Delcídio do Amaral, ex-senador, sem partido
Demerval da Fonseca
Demóstenes Torres, ex-deputado federal (DEM)
Diga Salomão
Dilma Rousseff, ex-presidente da República (PT)
Donisete Braga, ex-prefeito de Mauá (PT-SP)
Edinho Silva, prefeito de Araraquara (PT-SP)
Edson Aparecido dos Santos, ex-deputado federal (PSDB-SP)
Eduardo Celso de Araújo Marinho
Eduardo Cunha, ex-deputado federal (PMDB-RJ)
Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio (PMDB-RJ)
Eliseu Daniel, ex-candidato a prefeito de Limeira (PSDB-SP)
Eronildes Teixeira de Queiroz
Estilac Martins Rodrigues Xavier, conselheiro do TCE-RS
Everaldo Dias Pereira (pastor Everaldo), ex-candidato a presidente (PSC-RJ)
Fábio Cleto, ex-diretor da Caixa
Felipe Montoro Jens
Fernando Antônio Falcão Soares, Fernando Baiano, operador do PMDB
Fernando Capez, deputado estadual (PSDB-SP)
Fernando Pimentel, governador de MG (PT-MG)
Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo (PT-SP)
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República ( PSDB-SP)
Firmino da Silveira Soares Filho
Flávio Dino, governador do Maranhão PCdoB-MA)
Francisco Azambuja Barbará, suplente de vereador em Uruguaiana (PSDB-RS)
Francisco Chaves
Francisco de Assis Pereira de Campos, deputado estadual (PT-SP)
Waldir Pires, vereador de Salvador (PT-BA)
Frederico Cantoni Antunes
Geddel Vieira Lima, ex-ministro PMDB-BA)
Geraldo Alves Ferreira Júnior, vereador de Salvador (SD-BA)
Geraldo Alckmin, governador de São Paulo (PSDB-SP)
Geraldo Simões de Oliveira, ex-deputado federal (PT-BA)
Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul (PMDB)
Gleise Hoffmann, senadora (PT-PR)
Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda (PT-SP)
Gustavo Falcão Soares, irmão de Fernando Baiano
Hélio de Oliveira dos Santos, Dr. Hélio, ex-prefeito de Campinas ( PDT-SP)
Henrique Alves, ex-ministro do Turismo (PMDB-RN)
Henrique Santana Carballal, vereador de Salvador (PV-BA)
Hugo Napoleão, ex-senador (PSD-PI)
Humberto Costa, senador (PT-PE)
Ideli Salvatti, ex-senadora (PT-SC)
IIson Mauro da Silva Brum, ex-candidata a prefeito de Uruguaiana (PMDB-RS)
Inaldo Leitão, ex-deputado federal (PL-PB)
Iris Rezende, prefeito de Goiânia (PMDB-GO)
Jairo Jorge da Silva, ex-prefeito de Canoas (PDT-RS)
Jaison Cardoso Souza, ex-prefeito de Imbituba (PSDB-SC)
Jaques Wagner, ex-governador da Bahia (PT-BA)
Jean Jackson Kuhlmann, deputado estadual (PSDB-SC)
Jean Vieira de Lima
João Almeida dos Santos, ex-deputado federal (PSDB-BA)
João Santana, marqueteiro
João Leão, vice-governador da Bahia (PP)
João Paulo Cunha, ex-deputado federal (PT-SP)
João Paulo Rillo, deputado estadual (PT-SP)
Raimundo Colombo, governador de Santa Catarina (PSD)
João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT
Jonas Lopes de Carvalho, conselheiro do TCE-RJ
Gim Argello, ex-senador (PTB-DF)
Jorge Bittar, ex-deputado federal (PT-RJ)
Jorge Khoury, ex-deputado federal (DEM-BA)
Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa do Rio (PMDB-RJ)
José Aníbal, ex-senador (PMDB-SP)
José Antônio Barros Munhoz, ex-deputado estadual (PSDB)
José Eduardo Siqueira Campos, ex-senador (DEM-TO)
José Genoíno, ex-deputado federal (PT-SP)
José Marcelo do Nascimento Nilo, deputado estadual (PSL-BA)
Jose Maria Eymael,ex-deputado federal (PSDC-SP)
José Ricardo Franco Montoro, ex-deputado estadual (PSDB-SP)
José Roberto Arruda, ex-governador do DF (PR)
José Severiano Chaves, ex-deputado (PTB-PE)
Josefina Soares Bruggemann, vereadora (PP-RS)
Juçara Feitosa de Oliveira, suplente de senador (PT-BA)
Jussara Osório de Almeida, ex-vereadora (/Rede-RS)
Laurez da Rocha Moreira, prefeito (PSB-TO)
Lázaro Noé da Silva, candidato derrotado a prefeito (PPS)
Valtimir Ribeirão, candidato derrotado a prefeito (PMDB-SP)
Leur Antônio de Brito Lomanto Júnior, deputado estadual (PMDB-BA)
Luciano Santos Rezende, prefeito (PPS-ES)
Lúdio Frank Mendes Cabral, ex-vereador (PT-MT)
Luis Cláudio Lula da Silva, filho de Lula (SP)
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente (PT-SP)
Luiz Augusto Fuhrmann Schneider, prefeito (PSDB-RS)
Luiz Eduardo Melin de Carvalho e Silva, ex-diretor do BNDES
Luiz Fernando Pezão, governador do Rio (PMDB)
Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo (PT)
Luiz Paulo Vellozo Lucas, ex-deputado federal (PSDB-ES)
Luiz Roberto de Albuquerque, depuado federal (PSB-RS)
Lusenrique Quintal, empresário (PSD)
Manuela d’Ávila, deputada federal (PCdoB-RS)
Marcelo Miranda, governador do Tocantins ( PMDB)
Marcelo de Lima Lélis, ex-deputado estadual (PV-TO)
Márcio Araújo de Lacerda, ex-prefeito (PSB-MG)
Marconi Perillo, governador de Goiás (PSDB)
Maria da Conceição Caldas Rabha, ex-prefeita (PT-BA)
Mário de Melo Kertesz, ex-prefeito (PMDB-BA)
Mário Negromonte, ex-ministro das Cidades (PP-BA)
Mariton Benedito de Holanda, ex-deputado federal (PT-RO)
Michel Temer, presidente em exercício (PMDB-SP)
Dermeval Fonseca Nevoeiro Junior, candidato derrotado a prefeito (DEM-SP)
Nilson Bonome, candidato derrotado a prefeito (PMDB-SP)
Osmar Dias, ex-senador (PDT-PR)
Oswaldo Baptista Duarte Filho, ex-prefeito de São Carlos-SP (PT)
Othon Luiz da Silva Pinheiro, ex-presidente da Eletronuclear
Palminio Altimari Filho, ex-prefeito (PMDB-SP)
Paulo Altomani, ex-prefeito de São Carlos-SP (PT)
Paulo Bernardo, ex-ministro (PT-PR)
Paulo César de Melo Sá, deputado estadual (PMDB-RJ)
Paulo Hartung, governador do Espírito Santo (PMDB)
Paulo Ferreira, ex-deputado federal (PT-SP)
Paulo Hadish, ex-prefeito (PSB-SP)
Paulo Magalhães Júnior, vereador (PV-BA)
Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras
Paulo Rubem Santiago Ferreira, ex-deputado federal (PSOL-PE)
Paulo Sérgio de Sá Bittencourt Câmara, vereador (PSDB-BA)
Paulo Skaf, presidente da Fiesp (PMDB)
Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula (PT)
Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras
Pedro Eurico de Barros e Silva, candidato derrotado a deputado federal (PSDB-PE)
Pedro Ramos de Miranda, assessor do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB)
Raimundo Coimbra Júnior, ex-deputado federal (PMDB-TO)
Renata Anchão Braga, ex-prefeita (PSDB-SP)
Renato Casagrande, ex-governador do Espírito Santo (PSB-ES)
Ricardo Fortunato de Oliveira, ex-prefeito (PMDB-GO)
Riverton Mussi Ramos, ex-prefeito (PMDB-RJ)
Robério Bandeira de Negreiros Filho, deputado distrital (PMDB-DF)
Roberto Carlos de Souza, ex-prefeito (PSDB-SC)
Roberto Massafera, deputado estadual (PSDB-SP)
Rogerio Pascon, prefeito (PTB-SP)
Ronaldo Dimas, prefeito (PR-TO)
Ronnie Peterson Colpo Mello, prefeito (PP-RS)
Rosângela Garotinho, ex-governadora do Rio (PR-RJ)
Rosely Nassim Jorge Santos
Rubens Merguizo Filho, prefeito (PMDB-SP)
Rubens Moreira Mendes Filho, ex-deputado federal (PSD-RO)
Saldanha Leivas Cougo, candidato derrotado a deputado federal (PRB-SP)
Sandoval Lôbo Cardoso, ex-governador do Tocantins (SD)
Sandro Antonio Scodro, ex-deputado federal (PMDB-GO)
Sebastião Almeida, ex-prefeito de Guarulhos-SP (PDT)
Sérgio Cabral, ex-governador do Rio (PMDB)
Tiago Brandão Correia, vereador (PTN-BA)
Valmir Queiroz Mariano, ex-prefeito (PSD-PA)
Vanessa Damo, ex-deputada estadual (PMDB-SP)
Wayner Fajardo Gasparello, secretário municipal de Obras do Rio
Wilma Faria, vereadora (PT do B-RN)
Wilson Carlos Cordeiro, ex-secretário municipal de Governo do Rio

Sobe, na sequência, por ordem alfabética,

Amarildo Dias de Souza (Pedreiro – RJ)

E todos os favelados e pretos mortos nos últimos anos nas periferias brasileiras, pela violência e abuso de operações policiais.

Depois, os nomes de todos os jovens negros que tentaram, mas não conseguiram entrar numa faculdade, seja pelo fim do ProUni, seja por ausências de outras políticas de acolhimento. E também os nomes desses jovens que não conseguiram um emprego. E estão por aí.

Depois, todos os idosos mortos em corredores de hospitais, deitados no chão. Seja por falta de tratamento ou médico. Depois, todas as crianças que tiveram aulas interrompidas pela violência e operações do BOPE, e, quando tinham, não tinham merenda. Depois, todos os policiais mortos pela violência do tráfico e da corrupção, inclusive entre eles mesmos. Depois, todos os servidores públicos que pediram comida nas redes sociais.

Participação especial, os nomes das agências de publicidade. Os publicitários. Que encheram as mídias com histórias de vitórias e “um novo Brasil”, “um novo Rio”, a celebração da Copa e da Rio 2016.

Agradecimentos para os que cederam as locações. Alguns “cederam” à força.
Favelas, Maracanã, Vila Autódromo, Alemão, Avenida Paulista.
Muitos lugares em ruínas. Muitos lugares cheios de figurantes vestidos com a camisa da CBF.

Mas no fundo, todos, sem exceção, foram os prejudicados.
Olha lá. Também subiu teu nome.

O patrocínio.

As logos da Petrobras. Odebrecht. Andrade Gutierrez.
Globo na filmagem. Coca Cola nas campanhas. Mc Donald’s restaurante oficial.

O cinema abriu. Você tá sozinho. A pessoa da faxina te pede licença, pra varrer o chão.

As luzes apagam.
Você sai, sem a certeza de que vai querer conversar com alguém sobre o filme. É um peso.

Um peso.
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Anderson França

O pavê

Se tem uma coisa que gosto – mesmo! – é de fazer comida. Adoro! Me amarro em temperos, especiarias… Acredito que todo ser humano precisa pelo menos conseguir sobreviver fazendo o próprio almoço e jantar. É o básico.
 
Só que é aquilo… Nem todo mundo consegue ou quer aprender a cozinhar. Seja porque fica com medo do óleo espirrar na hora de fazer uma batata-frita, ou foi tentar fazer um arroz uma vez e ficou aquele “unidos venceremos”… Fora que cansa fazer comida todo dia. Ainda mais se for para uma pessoa só. Bem…
 
Eu sempre fui curioso e pra variar ficava lá na cozinha, vendo minha mãe preparar altos pratos, doces e salgados. O detalhe: ela aprendeu com me pai. Ele que sabia conzinhar e foi ensinando.
 
Vendo aquilo – e provando, claro – foi me dando a vontade de aprender. Eu pensava… “Nossa, o dia que meu pai for embora, minha mãe for embora, como que eu vou ficar sem essas comidas? Sem esses doces maravilhosos?”. Então lá pelas tantas tomei coragem e pedi: “Me ensina?”.
 
Comecei aprendendo a fazer café. Já contei isso numa outra ocasião… Aprendi também a fazer arroz, feijão, bolos, pudins, sopas, vatapás, churrasco, peixe frito… Até chegar no ponto de saber ler uma receita e conseguir prepará-la.
 
Um belo dia, tantos anos depois, foi a vez do meu filho experimentar um pavê que fiz num final de semana que ele estava lá em casa. Achou delicioso! Comia e pedia mais… Guardei aquilo como uma boa lembrança.
 
Como ele vinha de tempos em tempos, de 15 em 15 dias, já me programava para que quando ele viesse iria fazer algumas comidas que ele gostasse. Essa era uma das minhas formas de demonstrar carinho.
 
Quando falei que ele iria vir naquele fimd e semana, pelo telefone sorriu e pediu: “Pai, faz aquele pavê de pêssego que você fez naquele dia?”. Claro que sim, respondi.
 
Quando voltei do trabalho desci perto de um mercado para comprar os ingredientes. Estava morando em São Gonçalo naquela época e na rua tinha uns três ou quarto mercados. Era só ir num, e se não tivesse alguma coisa, dava para ir à pé nos outros.
 
Sabe aqueles avisos que a gente ignora mas estão sempre na nossa cara? Aquele mosquito que zune na hora de um pensamento, ou aquela topada que te impede de ir em frente? Pois é…
 
Fui no mercado e não tinha pêssego. Tinha creme de leite, maizena, biscoito, leite condensado… Vi os preços e fui pra outro mercado em busca dos pêssegos. Necas, também não tinha. Pensei, “Gente, que diacho de situação é essa? Todo mundo resolveu fazer pavê?”. Vi os preços e tudo mais caro. “Na volta eu passo lá e compro porque tá mais barato.”.
 
Meti o pé e fui meio que correndo para o outro mercado. Era sexta-feira, já estava ficando tarde e o medo era que fechassem. Uns quatro quarteirões depois entro no mercado perguntando, um pouco esbaforido: “Vocês tem pêssego? Vocês tem pêssego?”..
 
Finalmente tinha! Uhús! Uma mulher que parecia ser a gerente me olhou tipo “esse cara deve ser doente” e me apontou onde ficavam as latas. Abri aquele sorriso e, droga, a alegria durou pouco.
 
Na seção só tinha duas marcas. Aos preços de hoje, uma custava algo em torno de R$ 38 reais, a outra marca R$ 25. “Que diacho de pêssego caro da porra… Mas fazer o que, né? É meu filho…”, pensei. Peguei um pote e fui pra fila.
 
Não lembro exatamente se estava perto de um feriado, ou se tinha algum motivo para aquilo… Nem tinha reparado no tamanho das filas na hora que entrei. Carrinhos e mais carrinhos de compras na minha frente. Se fosse noutra ocasião nem pensava duas vezes, largava tudo ali e ia embora. Mas não, era o pavê do meu filho…
 
Foi passando o tempo e a fila parecia demorar cada vez mais. Não daria tempo de voltar no primeiro mercado, então pedi que vigiassem meu lugar e fui atrás dos outros ingredientes. Tinha tudo, menos maizena.
 
Voltei pra fila e quase uma hora depois consegui sair dali. Voltei andando uns 15 quarteirões e quando chego no primeiro mercado o vigia desce a útima porta, que fica pela metade. Pedi para me deixassem entrar e nada. “Já fechou!”, disse o segurança ríspido.
 
Olhei para uma senhora que estava passando as compras e pedi: “Dá para a senhora comprar pra mim uma caixa de maizena? Te pago aqui. É pro meu filh..!”. Nem deu tempo de completar, o segurança veio e fechou a porta na minha cara.
 
Meio sem acreditar naquilo fiquei ali, parado, pensando uns 5 minutos no que fazer… “Onde que eu iria arrumar maizena com tudo fechado? Será que naquelas lojas de conveniência tinha?”.
 
Nisso abre a porta do mercado para o povo que estava nos caixas sair. Vem saindo aquela senhora e me entrega uma caixa de maizena! Dei 10 reais, ela me olhou com espanto quando lhe disse “Pode ficar com o troco. Já me ajudou muito. Gratidão!” e lá fui eu correndo pra casa, pois meu filho estava para chegar. “Gratidão!”.
 
Enquanto relatava o ocorrido para minha namorada na época, tratava às pressas de fazer o jantar. Ele tinha chegado meio cansado. Todos jantam e volto eu para a cozinha para fazer o pavê.
 
Fiquei lá, sozinho, preparando tudo… Molho o biscoito no leite açucarado, coloco uma camada de biscoito no fundo da travessa, coloco um pouco de pêssegos fatiados por cima e… Gente! Cadê o creme? Esqueci de fazer o creme!
 
Pego uma panela pequena e coloco no fogo: um litro de leite, 3 gemas, 3 colheres de maizena peneirada, uma lata de leite condensado e uma gota de baunilha… Dá cinco minutos eu lá mexendo o creme e… PUF! O fogo apaga.
 
Pois é, senhoras e senhores… Quase 11 da noite acaba o gás do botijão. Já era o pavê. Tendo ligar para aqueles serviços de entrega; toca, toca e ninguém atende…
 
Quando chego na sala para dar a péssima notícia vejo que todos estão dormindo. E sonhando com o pavê.
 
Tampo a panela, tomo aquele merecido banho e já resignado me deito para dormir também… Afinal, o que eu poderia fazer? Já era…
 
Assim que boto a cabeça no travesseiro me vem a ideia! ATUM! Saltei da cama, corri para a cozinha e comecei a vasculhar os armários em busca de uma lata de atum… Ôba! Tinha!
 
Se tem uma coisa que aprendi foi a me virar em campings. Ali você aprende que tudo dá-se um jeito e que a solidariedade é a coisa mais rica que podemos ofecerer. Por lá aprendi várias coisas, inclusive que dá para fazer fogo com uma lata de atum. Como?
 
Bastou abrir a lata, retirar o atum, colocar álcool, retirar uma boca do fogão e encaixar como se fosse um fogareiro. Acendi, coloquei a panela com o creme para cozinhar e… Tânam! 🙂 Deu certo!
 
Na manhã seguinte, entre piadas e risadas sobre tudo que tinha acontecido, lá estava meu filho, saboreando aquela custosa sobremesa.
 
Ah… Como ficou o pavê? Ficou ótimo! rs…
Anderson Porto
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O dia em que quase morri

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Estava eu lá no sítio com meu filho, fazendo a inspeção das plantas, vendo quais tinham conseguido sobreviver depois do incêndio. Sim, pegou fogo em tudo.

O fogo veio lá de longe, de pastos longínquos, queimando todo o mato já ralo pela colheita da boiada e sendo empurrado pelos ventos. Veio e queimou todo o trabalho de quase 2 anos de plantio! O vizinho até tentou apagar em vão e veio me contar.

Eu via aquilo e queria chorar, mas fiquei me contendo por causa da presença do meu filho, que observava minha reação. Como tinha trazido mais mudas para plantar então pensei: “Vou aproveitar as cinzas, que servem de adubo, e plantar novamente. Foda-se!”.

Desembarquei as ferramentas o carro, coloquei as mudas na sombra e fui procurar locais ideias para plantá-las. Achei um perto da cerca e pensei “ali fica bem um pé de maracujá”. Só tinha que limpar um pouco o local.

Trouxe a muda para perto, peguei o facão, pedi para que o filhote se afastasse e comecei a limpar o que tinha sobrado de mato. Logo na primeira facãozada voou algum bicho da moita e me picou no rosto. Com o calor que tava nem senti direito. Continuei. Mais duas ou três facãozadas, voa o bicho de novo e me dá mais umas duas ferroadas. Pensei “pultaquil…” e em seguida me senti estranho.

Comecei a suar mas não de calor, tava com cara de reação às ferroadas. Era um bicho amarelo, tipo marimbondo… Meu filho me olhava, rindo… Falei pra ele “Ô ôu, parou a brincadeira. Deu merda.”. Comecei a me coçar todo, pés, mãos, costas, tudo. Sentia coceira até debaixo da unha. “Filho, vamos embora que estou passando mal. Essas ferroadas me ferraram”.

Guardamos tudo que deu, entramos no carro e seguimos para a rodovia. No meio do caminho, ainda na estrada de terra, minha vista começou a ficar esquisita. Estava tudo ficando BRANCO! Uma claridade absurda… Eu mal conseguia enxergar. As pupilas, pensei depois, deviam estar super dilatadas.

Para entrar na rodovia tive que pedir auxílio pro filhote: “Vê aí se vem carro porque não estou enxergando nada.”. Entramos na rodovia mas andando à 20 km/h. Quando não deu mais pra dirigir passei pro acostamento e parei. Liguei o alerta e avisei: “Se eu desmaiar está aqui o telefone. Ligue para a emergência ou para sua vó e passe as coordenadas de onde estamos”.

Eu suava frio, já não enxergava mais nada. A sensação era de que estava morrendo. Encostei no banco e fiquei pensando na situação, pois estava preocupado com a segurança de meu filho… E foi aí que finalmente veio a luz!

Pensei: “devo estar tendo um choque anafilático, pela alergia às ferroadas daquele bicho. Preciso de adrenalina!”. Agora, onde que eu ia arrumar adrenalina ali, naquela situação? Ora, ora, oras… rs…

Botei o óculos de sol, liguei o carro, acelerei o máximo que pude e voltei pra estrada. Ao me forçar a sentir medo por causa do risco que estávamos correndo, a adrenalina veio. Fez efeito em segundos. O suficiente para que após uns 2 km a vista voltasse a funcionar.

Quando saímos da estrada eu já estava praticamente normal de novo… Nem precisei de atendimento médico.

O que aconteceu depois? Bem… Tô aqui escrevendo isso, não estou? Então… rs…

Anderson Porto

Pechinchar é viver

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Desde que aprendi que praticamente todas as pessoas são viciadas* em algum tipo de emoção eu meio que venho estudando os vários tipos. Dentre eles, um que quero destacar é aquele que chamo de “pessoas que querem pagar 10 reais para o/a empregado/a“.

Você, eu e todo mundo conhece gente assim. São pessoas que sentem prazer em pagar menos. Vibram com descontos. Só se sentem realizadas se conseguirem pagar muito abaixo do valor por alguma coisa.

Os sinais são claros. Chegam numa roda de conversa e se apresentam: “Oi gente. Vocês não vão acreditar mas ontem paguei dois e trinta e nove no Kicaldo”. Assim mesmo, falando pausadamente os centavos.

Andam quilômetros de carro para comprar milho à 59 centavos. Ficam acordados dia e noite – por semanas! – para comprarem passagens de avião na promoção. Para a Namíbia!

E se não puderem contar o que fizeram aí estraga tudo. Parte do prazer é justamente arrumar algum ouvido que preste atenção na epopeia que foi comprar aquela camisa da Zara num brechó lá em Santa Maria Madalena. Por 9 reais.

E o #ForaTemer está completamente equivocado. Não são só mulheres que se ligam nisso não. Homens também. Na verdade qualquer pessoa pode desenvolver esse tipo de vício.

A figura só se sente bem com sua vida se conseguir, por ex., negociar um desconto no preço do serviço que está contratando. A vida só tem sentido se conseguir comprar meia dúzia de canecas pelo preço de uma. Ou pelo menos receber algum brinde, como uma mão cheia de balas Juquinha.

Se você contar que comprou alguma coisa abaixo do preço, eles sempre irão comentar que conseguiram uma pechincha maior, seja lá no que for. “Paguei 39 centavos no quilo do tomate!”, dizem orgulhosos.

Desconfio que exista uma explicação e esteja relacionada a perdas: algum ente querido, algum relacionamento amoroso que não deu certo, alguma compra que na loja seguinte descobriu-se um preço muito mais barato. É depressão na certa.

A frase resumo deles é: “pechinchar é viver”.

E nem te conto, mas no mercado daqui de perto a dúzia de ovos tá R$ 1,19!

Te vejo por lá?
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Anderson Porto

A sintonia da fé

vibe

Tudo que acontece com você, absolutamente TUDO, é resultado direto de um equilíbrio de energias produzidas pelo consciente / inconsciente. Se você quer descobrir porque certas coisas acontecem contigo, um bom começo é investigar como você está “vibrando”.

O que é a FÉ? Como funciona? Para quê serve?

“Considere o seu próprio corpo sendo feito na maior parte de espaço.

Feche os olhos e sinta o espaço do qual você é feito e o espaço em torno de você vibrar como um cristal.

Então imagine que a taxa de vibração da sua estrutura biocrystal na estrutura do vácuo sendo equivalente ao jorro de informações para dentro e fora de você, da mesma maneira que um aparelho de rádio de cristal sintonizado em uma certa freqüência permite que você ouça uma estação de rádio específica.

No corpo, se o cérebro é a antena do aparelho de rádio, o “sintonizador” é o coração, que define a frequência das informações recebidas através da dinâmica de ritmos fluidos do seu corpo, e que pode ser alterada pelo seu estado emocional.”
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Nassim Haramein

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