Que sociedade queremos?

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Todas as sociedades que foram projetadas em filmes e livros via imaginação dos homens não me agradam. Todas, sinto, falham em alguma coisa.

É preciso criar essa tão sonhada sociedade de que todos falam, a que poderia ser.

Uma sociedade que prepare seus filhos para esse tal pode ser.

Que construa.

Que elimine a competição.

Que o trabalho seja apenas o esforço pessoal de cada um para fazer aquilo que faz de melhor.

Que haja pão para todos e circo seja apenas uma diversão sadia.

O que queremos?

Queremos carros que não poluam o meio ambiente e que usem como combustíveis a energia solar…

Queremos produtos duráveis, bem feitos, resistentes, com alta qualidade e que não fiquem obsoletos de 6 em 6 meses… E que as empresas façam esses produtos sem destruir o planeta.

Queremos alimentos orgânicos, saudáveis, baratos e de fácil acesso. Queremos que os alimentos “fast food” não nos causem doenças.

Queremos um sistema de saúde que funcione de forma a promover tanto a recuperação dos enfermos quanto prevenir desequilíbrios e efeitos colaterais.

Queremos ir para o trabalho de uma forma tranquila, confortável, rápida e segura. E voltar.

Queremos viver sem medo de ser assaltado por gente passando fome, obcecados por produtos de grife ou desesperados atrás de dinheiro.

Queremos criar nosso filhos em paz. Queremos que nossos filhos tenham paz para escolher a profissão que esteja mais em sintonia com suas aptidões.

Queremos andar na rua sem sermos molestados por gente canalha, desiludida ou com vidas destruídas pelos preconceitos e tragédias sociais.

Queremos poder descansar corpo e alma sem ansiedades ou culpas.

Queremos que a justiça seja por todos e acessível para todos.

Queremos que o velho e o novo tenham seus espaços reservados para o papel que eles cumprem.

Queremos viver decentemente.
Queremos morrer decentemente.

Queremos liberdade.

E liberdade é ter a consciência para escolher em qual prisão você quer viver.

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Anderson Porto (08/11/2016)

Tá lá o corpo…

É aquela estória do corpo caído no meio da rua.

“Atrapalhando o trânsito”.

É a pressa, apressada, atravessando correndo a rua…

Uma insensibilidade criada pela rotina;

Um desabar de dominós de absurdos, caindo uns por cima dos outros… Dominós de terno e gravata, você sabe como é…

E você olha para um lado e tem terra pra C#@&$&*@%! E você olha para outro lado e tem terra pra C#@&$&*@%! …

E água. E mar.

E tem a pressa, apressada, atravessando correndo o mar…

(soube que os governos mudaram de postura…)

– Tomara que a Internet seja capaz de salvar o mundo!

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Vergonha

Pronunciamento de Rui Barbosa no senado em dezembro de 1914. Neste período o Rio de Janeiro ainda era a Capital do Brasil. As ilustrações seguem propositalmente de forma anacrônica.

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Fonte: [ Poesia em Quadrinhos ]

O que aprendi sobre a vida

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O PASSADO

O passado é sempre alterado, deturpado, adaptado, com a história sendo reescrita pelos vencedores, beneficiando e contando vantagens sobre aqueles que derrotaram os que ficaram pelo caminho. Quando mais as pessoas tem menos estudos, pior para a História.

O FUTURO

Ah! O futuro é uma utopia maravilhosa! Nele os carros voam, não existem engarrafamentos e todos são felizes SE usarem as novas tecnologias que a ciência fica inventando toda hora para nos distrair enquanto trabalhamos. No futuro existe a possibilidade de viver para sempre, voar, alcançar as estrelas, saborear a melhor comida… nem doentes ficamos! Agora, infelizmente o bom futuro é para poucos.

A REALIDADE, também chamada de presente

A realidade é um pouco mais complicada, pois ela é criada coletivamente. É uma democracia mental. Controle o que pensa 99% da humanidade que você controla a realidade.

Quando as pessoas percebem a verdade da realidade, que fica oculta com os véus dessa ilusão coletiva, e resolvem protestar, bem… Aí levam porrada da polícia, são obrigados a votar em candidatos escolhidos por quem já está no poder e, o que talvez seja bem pior: quem tem dinheiro defende o direito de ter dinheiro, quem não tem defende a divisão de riquezas.

As famílias que conquistaram “coisas” ao longo da história ficam brigando para manter suas posses e o resto da população que se exploda… Como se fosse uma peça de teatro que fica alternando no tema; ora comédia, ora drama…

Como mudar a realidade?

Mudando a nós mesmos, claro. Nos tornando pessoas melhores.

Se souber de algum outro jeito, deixe comentário! 😉

As mil e uma noites

As mil e uma noites

“A arte de amar é a arte de não deixar que a chama se apague. Não se deve deixar a luz dormir. É preciso se apressar em acordá-la (Bachelard).

E, coisa curiosa: a mesma chama que o vento impetuoso apaga volta a se acender pela carícia do sopro suave…

“As mil e uma noites” são uma estória da luta entre o vento impetuoso e o sopro suave. Ela revela o segredo do amor que não se apaga nunca. …

O corpo é um lugar maravilhoso de delícias. Mas Sherazade sabia que todo amor construído sobre as delícias do corpo tem vida breve. A chama se apaga tão logo o corpo tenha se esvaziado do seu fogo. O seu triste destino é ser decapitado pela madrugada: não é eterno, posto que é chama.

E então, quando as chamas dos corpos já se haviam apagado, Sherazade sopra suavemente. Fala. Erotiza os vazios adormecidos do sultão. Acorda o mundo mágico da fantasia.

Cada estória contém uma outra, dentro de si, infinitamente. Não há um só orgasmo que ponha fim ao desejo. E ela lhe parece bela. Tão bela. Bela como nenhuma outra. Porque uma pessoa é bela, não pela beleza dela, mas pela beleza nossa que se reflete nela…

Conta a estória que o sultão, encantado pelas estórias de Sherazade, foi adiando a execução, por mil e uma noites, eternamente e um dia a mais.

Não se trata de uma estória de amor, entre outras. É, ao contrário, a estória do nascimento e da vida do amor.

O amor vive nesse sutil fio de conversação, balançando-se entre a boca e o ouvido. É preciso saber ouvir. Acolher. Deixar que o outro entre dentro da gente. Ouvir em silêncio. Sem expulsá-lo sem argumentos e contra-razões. Nada mais fatal contra o amor que a resposta rápida. Alfange que decapita.

Há pessoas muito velhas cujos ouvidos ainda são virginais: nunca foram penetrados. E é preciso saber falar … Somente sabem falar os que sabem fazer silêncio e ouvir. E, sobretudo, os que se dedicam à difícil arte de adivinhar: adivinhar os mundos adormecidos que habitam os vazios do outro.

As mil e uma noites são a estória de cada um. Em cada um mora um sultão. Em cada um mora uma Sherazade.

Aqueles que se dedicam à sutil e deliciosa arte de fazer amor com a boca e o ouvido (estes órgãos sexuais que nunca vi mencionados nos tratados de educação sexual…) podem ter a esperança de que as madrugadas não terminarão com o vento que apaga a vela, mas com o sopro que a faz reacender-se.”

(Rubem Alves)

Sobre Deus e Deuses

É por isso que acredito em Deuses, é bem mais lógico, mais coerente, pelo menos para mim…

Acredito que deve existir um “Deus da Corrupção”, um “Deus da Ganância”, um “Deus da Ignorância” e por aí vai… Tava lendo que na Índia existem mais de 30 mil Deuses.

Daí, quanto mais a gente fizer pedidos, oferecer alguma coisa ou acender velas para cada um desses “Deuses”, mais eles ficam “fortes”, mais porretas, maiores…

Ao meu ver, por enquanto, aqui no Brasil, os Deuses da Corrupção e da Ignorância estão bem mais fortes.

BOATOS / HOAX

Um monte de BOATOS sendo espalhados…, e as pessoas, na ânsia de tentar “ajudar”, não fazem nem uma simples verificação, buscando no Google por FONTES, por ex., vendo se o que estão repassando é verdadeiro ou não… São os chamados “inocentes úteis”, atrapalhando em vez de ajudar…