Racismo (re)velado

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“O peito do pé de Pedro é preto”.

Será?
Dizem que é…

Humor negro.
Peste negra.
Passado negro.
Magia negra.
Mancha negra.
Lista negra.
Buraco negro.
Mercado negro.
Ovelha negra.
Lado negro.
Cifra negra…
Aquela grana preta
Gasta na “Black Friday”. 

O racismo do passado continua presente.
Uma podre página “negra” da história…
Que oprime, que ofende…

Por vezes chega de mansinho,
Como a penumbra sepulcral da noite…
Quando dizem que a situação tá “preta”…

E não me venha com essa de “a cor do pecado”…
“Sai pra lá com esse papo, neguinho”!
“Não sou como tuas negas”.

– Ah não… Chega! CHEGA!

Chega desse papo pintado,
Dessa conversa malhada,
Desse racismo (re)velado.

Chega!

Vamos dar um fim a essa competição
que você esconde na cama, no armário,
na cozinha, no quintal, na garagem,
ou, quem sabe, em cima do telhado?

E na boa?

Se te faltam palavras
consulte um dicionário!

___
Anderson Porto

 

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“fantasmas semióticos”

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NEM Capitalismo, NEM Socialismo, NEM Comunismo…

Não se assuste com o fim do capitalismo – anime-se na construção do que vem a seguir.

Em vez de fixar-se na luta entre capitalismo e socialismo, imagine-se inovando em uma economia futura que transcenda antigos binários.

Estes são tempos de mudança rápida. Várias certezas entraram em colapso ao nosso redor e as pessoas estão lutando por novas formas de estar no mundo. Como observamos em um artigo recente, 51% dos jovens nos Estados Unidos já não apoiam o sistema capitalista. E um sólido 55% dos americanos de todas as idades acreditam que o capitalismo é fundamentalmente injusto.

Mas questione o capitalismo em público e é provável que você receba algumas respostas irritadas. As pessoas imediatamente assumem que você quer o socialismo ou o comunismo. Elas então dizem para você ir viver na Venezuela, a atual besta da flagelação para o socialismo, ou elas esfregam em sua cara imagens sombrias da Rússia soviética com toda a sua violência, disfunção e conformidade cinzenta. Elas não consideram que você possa querer algo além de caricaturas e velhos dogmas.

Esses “ismos” antigos espreitam nas sombras de qualquer discussão sobre o capitalismo. O autor cyber-punk William Gibson tem um termo para esse efeito: “fantasmas semióticos”; um conceito que assombra outro, independentemente de qualquer conexão útil ou intencional.

Não há boas razões para permanecermos cativos a esses fantasmas antigos. Tudo o que eles fazem é impedir que tenhamos uma conversa clara sobre o futuro. A Rússia soviética foi um desastre social e econômico absoluto; isso é fácil demonstrar. Mas, é claro, nem todas as experiências com princípios socialistas saíram tão horrivelmente erradas. Pegue as democracias sociais da Suécia e da Finlândia, por exemplo, ou mesmo a Grã-Bretanha do pós-guerra e o New Deal nos EUA. Existem muitos sistemas que efetivamente aproveitaram a economia para oferecer prosperidade compartilhada.

Mas aí está a questão. Embora esses sistemas produzam resultados sociais mais positivos do que os sistemas de laissez-faire (pense nos níveis recordes de saúde, educação e bem-estar nos países escandinavos, por exemplo), mesmo os melhores deles não oferecem as soluções que nós tão urgentemente precisamos, já agora, em uma era de mudanças climáticas e colapso ecológico. No momento, estamos ultrapassando a capacidade de carga da Terra por um excesso de 64% ao ano, em termos de uso de recursos e emissões de gases de efeito estufa.

O socialismo que existe hoje no mundo, por si só, não tem muito a dizer sobre isso. Assim como o capitalismo, que depende de um crescimento do PIB interminável, mesmo exponencial, em níveis cada vez maiores de extração, produção e consumo. Os dois sistemas podem discordar sobre a melhor forma de distribuir os rendimentos de uma terra saqueada, mas eles não questionam o processo de pilhagem em si.

Felizmente, já existe uma rica quantidade de linguagens e ideias no mundo que se estendem muito além desses binários antigos e empoeirados. Elas são conduzidas por uma comunidade enormemente diversa de pensadores, inovadores e praticantes. Existem organizações como a Fundação P2P (Peer to Peer), Evonomics, The Next System Project e o Institute for New Economic Thinking que reavivam e refrescam a economia global. Os modelos propostos são ainda mais variados: da complexidade, do pós-crescimento, do de-crescimento, da baseada-na-terra, do regenerativo, do circular e até mesmo a deliciosa designação da economia Donut.

Então, há muitas comunidades de prática, desde os zapatistas no México até as economias de Detroit, da Rede de Transição global, ao Butão, com seu índice de Felicidade Nacional Bruta. Há mesmo economistas e escritores sérios, de Jeremy Rifkin a David Mason, contando de forma espirituosa como a evolução além do capitalismo está em andamento e é imparável, graças a alças de retroalimentação ecológicas já ativas e / ou à chegada do custo marginal quase zero para produtos e serviços. E esta lista quase nem arranha a superfície.

O pensamento é rico e variado, mas todas essas abordagens compartilham a virtude de serem instruídas por uma ciência atualizada e pela realidade dos grandes problemas de hoje. Essas abordagens vão além dos dogmas reducionistas da economia ortodoxa e abraçam a complexidade; elas se dedicam a regenerar, em vez de simplesmente usar os recursos do nosso planeta; elas pensam de forma mais holística sobre como viver bem dentro dos limites ecológicos; algumas delas se baseiam no conhecimento e sabedoria indígena sobre como se manter em equilíbrio com a natureza; outras enfrentam as contradições do crescimento sem fim.

Nem todas se descreveriam necessariamente como anti -ou mesmo pós-capitalistas, mas todas estão, de uma forma ou de outra, rompendo os selos ressecados da teoria econômica neoclássica sobre os quais o capitalismo repousa.

Ainda assim, a resistência à inovação é forte. Uma razão é, com certeza, que nossa cultura tem sido mantida na lógica capitalista por tanto tempo que se sente inexpugnável. Nosso instinto é agora ver essa lógica como natural; alguns chegam até ao ponto de julgá-la divina. A noção de que devemos priorizar a produção de capital sobre todas as outras coisas tornou-se uma espécie de senso comum; a maneira como os humanos devem se organizar.

Outro motivo, claramente vinculado, é a cegueira de grande parte do mundo acadêmico. Tomemos, por exemplo, a Universidade de Manchester, onde um grupo de estudantes de economia pediu que seus programas fossem atualizados para explicar as realidades de um mundo pós-colapso da bolsa. Joe Earle, um dos organizadores do que o The Guardian descreveu como uma “revolução silenciosa contra o ensino ortodoxo do livre mercado” disse ao jornal: ” À [economia neoclássica] é dada uma posição tão dominante em nossos módulos curriculares que muitos estudantes nem sequer sabem que existem outras teorias distintas que questionam os pressupostos, as metodologias e as conclusões da economia que nos é ensinada.”

Da mesma maneira que a líder da minoria na Câmara [dos USA], Nancy Pelosi, rejeitou a questão do estudante Trevor Hill quando perguntou se o Partido Democrata consideraria alternativas ao capitalismo, a resposta da Universidade de Manchester foi um sonoro não. Seu curso de economia, eles disseram, “centra-se em abordagens convencionais, refletindo o estado atual da disciplina”. Mainstream, atual, tudo menos fresco. Tais atitudes geraram um movimento estudantil global, Rethinking Economics, com capítulos tão distantes quanto o Equador, Uganda e China.

O capitalismo tornou-se um dogma, e os dogmas morrem muito devagar e muito relutantemente. É um sistema que evoluiu de forma co-evolutiva com a modernidade, por isso tem toda a força das normas sociais e institucionais por trás dele. Sua lógica essencial é até entretecida na maioria das nossas visões de mundo, o mesmo que dizer, dentro de nossos cérebros. Questionar isso pode desencadear uma reação visceral; pode fazer-nos sentir recebendo um ataque não apenas ao senso comum, mas a nossas identidades pessoais.

Mas mesmo que você tenha acreditado que o capitalismo foi sempre o melhor sistema, você consegue ainda enxergar que hoje ele tornou-se necrótico e perigoso. Isso é demonstrado de forma muito clara por dois fatos: o primeiro é que o sistema está fazendo pouco agora para melhorar a vida da maioria dos humanos: por algumas estimativas, 4,3 bilhões de nós estão vivendo na pobreza e esse número aumentou significativamente ao longo das décadas passadas. As respostas fantasmagóricas a isso tendem a ser ou sem imaginação como: “Se você acha que é ruim, tente viver no Zimbábue” – ou zelosas: “Bem, isso é porque ainda não há capitalismo suficiente. Deixe-o solto com mais desregulamentação, ou dê a ele tempo e verás como aumentarão seus rendimentos também “.

Um dos muitos problemas com este último argumento é o segundo fato: com apenas metade de nós vivendo acima da linha de pobreza, a infinita necessidade de recursos do capitalismo já nos está jogando penhasco abaixo das mudanças climáticas e do colapso ecológico. Isso varia desde aqueles recursos que são finitos e perigosos de usar, como combustíveis fósseis, até aqueles que estão sendo usados tão rápido que não têm tempo para se regenerar, como os peixes e o solo em que cultivamos nossos alimentos. E se os 4,3 bilhões de pessoas [pobres] vivessem estilos de vida “bem-sucedidos” de hiperconsumo? As leis da física precisariam mudar. Até mesmo Elon Musk não pode fazer isso.

Seria um mundo triste e derrotado se simplesmente aceitássemos a suposição pré-cozida de que o capitalismo (ou socialismo, ou comunismo) representa a última etapa do pensamento humano; que nosso gênio estivesse esgotado. As regras fundamentais do capitalismo – como a necessidade de um crescimento interminável do PIB, o qual exige tratar como “externalidade” o nosso planeta estar funcionando como um poço infinito de valor e danos – podem ser atualizadas. Claro que podem. Há muitas opções na mesa. Quando foi que nós humanos jamais aceitamos a ideia de que a mudança para melhor é uma coisa do passado?

É claro que transcender o capitalismo pode parecer impossível no momento. O mainstream político tem os pés firmemente plantados e profundamente enraizados nesse solo. Mas com o ritmo dos acontecimentos de hoje, o inimaginável pode se tornar o possível, e até mesmo o inevitável com uma velocidade notável. O caminho para um futuro melhor será aberto por pessoas comuns sendo curiosas e abertas o suficiente para desafiar a sabedoria recebida de nossas escolas, de nossos pais e dos nossos governos, e olhar para o mundo com novos olhos.

Nós podemos nos libertar dos fantasmas. Podemos nos permitir a liberdade de fazer o que os humanos fazem melhor: inovar.

By Jason Hickel and Martin Kirk / fastcompany.com / Sep 14, 2017

fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10216137027201415&set=a.4042744949990.2171516.1322832872&type=3

O contra-golpe do Carnaval

Na segunda-feira a Tuiti
mostrou o golpe governamental
de surpresa para o mundo,
de – sen – nha – do.
Na quarta foi eleita
vice campeão do Carnaval.
Na sexta, intervenção federal.
Quem irá morrer?
Pobre, preto, favelado.
Quem irá perder?
Quem já estava acostumado.
Isso está errado!
E é preciso que seja dito.
Nem que seja na base do grito!
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Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Aquele papo sobre grana $$$

Noutro dia me perguntaram como que eu ganho a vida. Ganhar a vida?

Vem cá… Que papo é esse? Perceba… A vida acontece! A vida “é”, simplesmente! Por isso que se chama presente.

As pessoas confundem “ganhar a vida” com “pagar contas”.

O que você quer saber é como sair dessa vida de viver para pagar contas, não é verdade?

Então respondo: DESTRUINDO a construção das prisões mentais, o formato de vida que eles criaram para você.

Construa você mesmo(a) vários outros formatos de vida para si, as suas próprias prisões.

Funciona com todos? Não. Não é qualquer um que lida bem com as consequências disto.

Me parece óbvio que, se você escolhe querer ser “podre de rico”, primeiro tem que se tornar “podre”; isto é, adorar despudoradamente o dinheiro e todas as consequências nefastas da guerra (competição) para adquirí-lo, passando por cima de tudo e todos, com o objetivo único de tornar-se rico.

Sim, tem gente que segue nessa… Eu escolhi outro caminho.

O que fiz foi diminuir as expectativas e os gastos desnecessários ao máximo que pude, acabando com a compra de supérfluos e focando apenas no que preciso para viver. O tempo livre uso para estudar, relaxar, aprender, visitar quando posso os amigos, praticar aquilo que aprendo e, claro, sair dos trilhos (rotinas) de vez em quando.

Passei a ver o dinheiro não como uma pilha de tijolos, que precisa ser mantida protegida das intempéries, mas como folhas e frutos de árvores, sendo levadas pelo vento e pássaros para onde necessitam delas.

Atualmente tenho muito trabalho, todos os dias. Sou gestor de um projeto sendo mantido com ajuda financeira, venda de mudas, camisas, trabalhos “freelas” e o que mais aparecer. Cuido do quintal, do horto, faço contatos com pessoas interessadas em divulgar sua marca ou produto para sei lá quantas mil pessoas que acessam diariamente o projeto online.

O Tudo Sobre Plantas é também mantido através de mecenas, pessoas que cuidam da estabilidade do projeto, ajudando com doações para manter o projeto online, pois perceberam que ele é essencial para ajudar outras pessoas a cultivarem e aprenderem mais sobre o mundo das plantas.

A informação do portal, atrelada ao grupo de estudos e publicação de notícias, informa e forma gente capacitada a cuidar melhor das plantas. E o projeto vem crescendo mais e mais a cada ano. Agora..

Qualquer um faria o que faço? Penso que não. Existe pouca gente no mundo nessas atividades. Você abre mão de um monte de coisas da vida.

O que entendi é que só eu sendo quem eu sou posso suportar as coisas que eu suporto, viver a vida que eu levo e arcar conscientemente com as consequências das escolhas que fiz e faço.

Por isso que digo que a experiência de vida de cada um é única. Este é o meu caminho, aquele que estou trilhando por conta de minhas escolhas, dentro das condições e opções que a vida me apresenta.

O que aprendi disso tudo é: viva a SUA VIDA, em vez de querer viver a vida dos outros.

Anderson Porto

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“Resumindo”

De esquerda? É comunista.
Comunista? É do PT.
Do PT? É bandido.
Bandido? Bora linchar!
Foi linchado? Era vagabundo.
Vagabundo? Ora, sem-teto!
Sem-teto? Igual sem-terra.
Sem-terra? É preguiçoso.
Preguiçoso? O maconheiro.
Usa maconha? Então, crack.
Fuma crack? É um lixo.
Quem é lixo? Os “mendigos”
“Mendigo”? Não trabalha.
Não trabalha? Coisa de índio.
É índio? Indolente selvagem.
Selvagem? Resolve se desmatar.
Desmatar? Sinal de progresso.
Progresso?

Progresso é um corpo de um jovem negro e pobre da periferia estendido no chão para garantir a tranquilidade dos “homens de bem”.

“Homem de bem”? “Mulher honesta”
“Mulher honesta”? Não anda sozinha.
Sozinha na balada? Quer sexo.
Não quer sexo? “Feminazi”.
“Feminazi”? É o fim da família.
Fim da família? “Ideologia de gênero”!
“Ideologia de gênero”? Ensina a ser gay.
Gays? Abominações para Deus.
Não crê em Deus? É do mal.

E o mal precisa ser extirpado para o bem da sociedade.

O que é sociedade? Somos nós.
Está contra nós? Não é patriota.
Não é patriota? É um inimigo do país.
Não ama o país? Então, deixe-o.

Leonardo Sakamoto

fonte: https://www.facebook.com/leonardo.sakamoto/posts/1771226086239274

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Os “deuses” e as religiões

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Deixem-me falar sobre religião.

Quem estuda um pouco sobre a história das religiões sabe que elas buscam tentar responder a dúvidas sobre “o que estamos fazendo aqui” para que a realidade tenha um motivo ou explicação de existir, seja lá a forma como a conhecemos.

Já a questão “de onde viemos” serve para saber como viemos parar aqui, como fomos construídos, quais nossos limites.

Daí o tal “criador”, aquele que supostamente seria o “culpado” disso tudo.

O ser humano pagão de antigamente entendia que somos resultado de zilhões de forças atuando continuamente, e a essas “forças” se acostumou a chamar de “deuses”.

O magnetismo era um “deus”, a gravidade também, a floresta, as águas, o ar, o fogo…

Assim como certas emoções como ódio, amor, alegria, romantismo ou curiosidade.

Foram então criadas personificações – desenhos, esculturas, estátuas, totens… – para que o ser humano pudesse ter uma forma de concentrar sua atenção nessa “significação” como algo físico, dentro da realidade que consegue lidar.

Creio que todos que pesquisaram chegaram a este ponto de convergência.

E o que fizeram no antigamente? Reuniram todas essas “forças” em um nome só, “Deus”, para resolver vários problemas de identificação.

A força (ideia-pensamento) NACIONALISMO, por ex., acabava por se tornar um “deus de uma região” e atrapalhava as conquistas territoriais.

O que separa as pessoas no mundo são muitas vezes essas “personificações”, esses “deuses” ideologicamente separados. LUXO, RIQUEZA, TIMES DE FUTEBOL, IDEOLOGIA POLÍTICA, EGOÍSMO, VIOLÊNCIA…

Era interessante martelar a ideia de um “deus” só para usar como desculpa para invadir países e tomar territórios. Hoje a desculpa é petróleo, terrorismo, comunismo, racismo…

E é por isso que o capitalismo tornou-se um “deus”, existindo pela crença daqueles que perpetuam essa ideia-pensamento.

__ Anderson Porto

Mãe

“Mãe?
Claro, todos temos…
Uns mais, outros mais ou menos…

Mãe da gente
de vez em quando é estranha.
Quer ouvir que ama,
quer água e café na cama.

Quer o mundo todo do filho;
as horas, os amigos e os porquês.

Mãe, deve ser única mesmo.
Nascendo uma por vez.
O filho nasce, e já ganha grátis:
Uma mãe!

De aparência indiscutível,
de paciência incomensurável,
e perdão infinito…

Mãe é coisa estranha…
Espera de todo filho uma compreensão tamanha,
que quando paramos para refletir sobre o assunto
não estamos mais juntos…
Estamos os mesmo,
mais distantes, machucados…

Mãe
deveria ser band-aid, merthiolate e algodão.
Deveria ser a cura pra toda dor…
Independente se foi ela quem trouxe, ou não.”

[Fernando Anitelli]

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