Proudhon e o Anarquismo

"Eu defino a liberdade como o direito de fazer qualquer coisa que não prejudique outros." ___ Proudhon

“Eu defino a liberdade como o direito de fazer qualquer coisa que não prejudique outros.”
___
Proudhon

Proudhon definiu o anarquismo, sem dúvida, não apenas como desafio, mas para explorar as características paradoxais da palavra. Ele percebera a ambigüidade do grego Anarchos e voltara a usá-la exatamente por isso – para ressaltar que a crítica que se propunha fazer à autoridade não implicava, necessariamente, uma defesa da desordem.

As passagens em sua obra em que ele utiliza pela primeira vez “anarquista” e “anarquia” são tão importantes, do ponto de vista histórico, que merecem uma citação; já que não apenas mostram as duas palavras sendo usadas pela primeira vez com um sentido socialmente positivo, mas contêm, em embrião, a justificativa pelo direito natural, que os anarquistas têm em geral aplicado em suas discussões em defesa de uma sociedade não-autoritária.

“Qual será a forma de governo no futuro?, pergunta ele. Ouço alguns de meus leitores responderem: Ora, como podes fazer tal pergunta? Sois republicano! Sim, mas essa palavra não diz nada. Res publica, isto é, coisa pública. Pois bem, então quem quer que se interesse por assuntos públicos – não importa sob qual forma de governo, pode intitular-se republicano. Até os reis são republicanos. Bem, então sois democrata – Não… – Então o quê? – Um anarquista!”

Proudhon vai mais longe, sugerindo que as verdadeiras leis que regem a sociedade não têm nada a ver com autoridade; elas não são impostas de cima, mas têm origem na própria natureza da sociedade. E considera que a livre emergência de tais leis deve ser o objetivo do esforço social.

Assim como o privilégio da força e da astúcia bate em retirada ante o firme avanço da justiça, sendo finalmente aniquilado para dar lugar à igualdade, assim também a soberania da vontade cede lugar à soberania da razão e deve, finalmente, perder-se no socialismo científico… Assim como o homem busca a justiça na igualdade, a sociedade procura a ordem na anarquia. “Anarquia – a ausência de um senhor, de um soberano -, tal é a forma de governo da qual nos aproximamos a cada dia que passa.”

O aparente paradoxo de ordem na anarquia – eis aqui a chave para a mudança de conotação por que passou todo esse grupo de palavras. Proudhon, ao conceber uma lei de equilíbrio atuando no interior da sociedade, repudia a autoridade por considerá-la não como uma amiga da ordem, mas sua inimiga, e, ao fazê-lo, devolve aos partidários do autoritarismo as acusações lançadas contra os anarquistas, ao mesmo tempo que adota o título que espera tê-lo livrado do descrédito.

Proudhon vivia voluntariamente isolado do mundo político do século XIX.

Ele não desejava ter seguidores, rechaçava com indignação as sugestões de que teria criado qualquer tipo de sistema e é quase certo que se alegrava pelo fato de durante quase toda a sua vida ter aceito o título de anarquista em virtual isolamento. Mesmo seus discípulos mais chegados preferiam ser chamados de mutualistas, e foi só nos últimos anos da década iniciada em 1870, depois do rompimento entre os discípulos de Marx e Bakunin, ocorrido durante a Primeira Internacional, que esses últimos – que eram, indiretamente, discípulos de Proudhon – começaram, a princípio com certa hesitação, a intitular-se anarquistas.

É a idéia geral proposta por Proudhon em 1840 que estabelece uma ligação entre ele e outros anarquistas surgidos mais tarde, como Bakunin e Kropotkin, e também com certos filósofos que viveram antes e depois dele, como Godwin, Stirner e Tolstoi, que criaram sistemas antigovernamentais sem aceitar a designação de anarquistas; e é nesse sentido que irei tratar o anarquismo, apesar de suas muitas variantes: como um sistema de filosofia social, visando promover mudanças básicas na estrutura da sociedade e, principalmente – pois esse é o elemento comum a todas as formas de anarquismo -, a substituição do estado autoritário por alguma forma de cooperação não-governamental entre indivíduos livres.

Fonte: [ yoda sincero ]

Sobre o medo

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“Medo não é real. O único lugar onde o medo pode existir é em nossos pensamentos sobre o futuro. É um produto da nossa imaginação, nos causando temor por coisas que não existem no presente e que podem nunca existir. Isso é quase perto da insanidade. Não me entenda mal; perigo é bem real, mas medo é uma escolha.” – Diálogo de um trecho do filme ‘After Earth’.

Política

"E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando a vidas dos insetos." (Mário Quintana)

“E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando a vidas dos insetos.” (Mário Quintana)

Política
Mario Quintana

“A poesia engajada? Eis aí uma questão com que, em certa épocas, costumam ser assaltados os poetas. Impossível não levá-la em conta quando se pensa no que fez pela abolição da escravatura um poeta como Castro Alves. Mas querer obrigar todos a serem Castro Alves é forte. E, convenhamos, uma boa causa jamais salvou um mau poeta. Essa gente poderá fazer mais pelo povo candidatando-se a vereadores. É muito de estranhar essa campanha contra o lirismo, isto é, contra 95% da poesia de todos os tempos. Nem se pense que o poeta lírico está fora do mundo. Os sentimentos que ele canta pertencem a todo o mundo, a toda a humanidade, são de todos os tempos e não apenas os de sua época – independentes de quaisquer restrições de nacionalidades, raças, crenças ou partidos políticos. Se não é assim, depois de resolvidos os problemas o que seria dos poetas? Ficariam simplesmente sem assunto”.

Fonte: STEEN, Edla van. Viver & escrever. Porto Alegre: LP&M, 2008.

14 anos já é adulto

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A redução da maioridade penal (demandada indiretamente pela mídia?) teria como uma de suas consequências diretas o uso de mão de obra escrava “dimenor”, para deleite dos turistas sexuais que virão para o Brasil com a desculpa da Copa.