As origens da Bíblia – incêndio da Biblioteca de Alexandria

Septuaginta

Septuaginta

Ele encomendou 72 eruditos não Kemetico/ egípcios para traduzir os pergaminhos antigos e compilá-las em um livro para os gregos. Este livro foi chamado de Septuaginta (ou seja, setenta, ou LXX). Este é o livro de onde obtemos o Pentateuco, do Torá, e do Antigo Testamento.

Egito / Roma

AS ORIGENS DA BÍBLIA. ALEXANDRE QUERIA SER PROCLAMADO COMO UM DEUS

Nossa história começa com AlexandRE G, o chamado conquistador do Egito. Ele queria ser proclamado como um deus assim, ele foi, com seus soldados, para um Oráculo de Amon no Egito ocidental num lugar chamado o oásis de Siwa.

Ele perguntou ao oráculo, “Eu sou o Filho de Amun”
O Oráculo disse: “Não”. Ele colocou uma espada no pescoço do Oraculo, OracULO disse QUE
: “Sim”.

A partir daí, Alexander foi para o Templo de Ptah em Memphis para obter o sacerdote lá para anunciá-lo como o “Filho de Deus”. Alguns dos sacerdotes se recusaram, no entanto, ele ainda tinha moedas cunhadas que descreve a si mesmo como o Filho de Amun.

Apesar de suas tentativas de retratar a si mesmo como um Filho de Amun, os sacerdotes, assim como o resto do povo egípcio nunca aceitaram-lhe como o Filho de Amun. Em 331, ele fundou a cidade de Alexandria.

Agora, o que é importante sobre isso é, Alexandria foi construída em terreno pantanoso recuperado. Não era uma parte do Egito. Foi “ad-hoc” Egito.
Era uma adição. Mais ou menos como a construção de uma plataforma em sua casa. Alexandria tornou-se o centro de helenística (grega) cultura no Egito.

Alexandria também foi uma das primeiras cidades segregadas. Os gregos foram os cidadãos de primeira classe e os egípcios foram na parte inferior.Pouco depois de Alexandria ter sido concluída, Alexandre deixou o Egito e nunca mais voltou. Depois de sua morte, um de seus generais, Ptolomeu Lagides assumiu o cargo de governador do Egito 323-283 aC e tornou-se conhecido como Ptolomeu Soter (O Salvador).

Ptolomeu queria ter sucesso onde Alexandre tinha falhado. Os gregos que vieram ao Egito logo se apaixonaram por cada coisa egípcia. Eles adotaram o estilo egípcio de vestido, cultura, religião … e é aí que os problemas começaram.

Os gregos adoravam cada coisa sobre o Egito, exceto as pessoas negras do Egito, e da adoração de divindades negras. Não importa o quanto eles imergiam-se em cultura egípcia havia uma coisa que eles não têm. A mesma aparência do deus que eles adoravam.

Os gregos poderiam vestir-se como os kEMET (antigo Egito) egípcio. Eles poderiam ir aos templos dos Kemetianos, mas um deus de pele negra era um lembrete constante de que eles não eram original Kemet ”egípcios” (Assim como o Semba, Kizomba, hip-hop, é cultura negra, hoje). Não importa o quanto eles imitavam os egípcios, eles não poderiam ser verdadeiramente egípcio.

Isso se tornou um problema quando a conquista estava acabada de uma nação e agora estão orando a e adorando um deus que se parece com as pessoas que você conquistou. Não pode ter isso, podemos?

A SoluÇÃO. Ptolomeu I ordenou o sacerdote egípcios para fazer estátuas à sua imagem para q os gregos o adorassem, e as colocar nos templos ao lado das estátuas originais, para que todos pudessem adorar juntos. Este era para ser a primeira tentativa de “integração”.

O sacerdote disse: “Não”. Ptolomeu ordenou a seu exército para encerrar todos os templos ao longo do rio Nilo, e confiscar todo o texto sagrado Kemetico. Ele, então, teve os texto em seu poder e trouxe para Alexandria. Esta foi a primeira vez, na história,que todo o conhecimento egípcio foi reunido em um só lugar. Nós todos sabemos que o conhecimento é poder. Neste ponto, Ptolomeu tinha todo o conhecimento, e assim a energia.

Ptolomeu queria encontrar uma divindade que iria ganhar a reverência de ambos os grupos, apesar do protesto dos sacerdotes egípcios. Alexandre tinha tentado usar Amun para este fim, mas Amun foi mais proeminente no Alto Egito, e não era tão popular como no Baixo Egito, onde os gregos tiveram influência mais forte.

No entanto, os gregos tinham pouco respeito por “figuras com cabeças de animais”, e assim por enfim uma estátua grega foi escolhida como o ídolo, e proclamado como equivalente antropomórfico dos Apis populares.Foi nomeado Aser-hapi (ie Osiris-Apis), que se tornou Serapis, e foi dito ser Osiris, na íntegra, ao invés de apenas o seu Ka (Espírito).

Ele tinha os textos sagrados guardados no Templo de Ptah, porque aqueles em que o mesmo sacerdote que capitulou aos desejos de Alexandre. Se você gosta, então podemos dizer que estes foram os primeiros ”NEGROPEUS” “NEGRO DA CASA” na história preta DOCUMENTADO.

Quando Ptolomeu Soter morreu, Ptolomeu Filadelfo assumiu e governou o Egito entre 283 aC a 246 aC.

Ptolomeu Filadelfo levou os pergaminhos que seu pai tinha roubado e os abrigou em um templo que ele construiu para o deus q seu pai criou, Serapis, chamado theSerapeum.

Depois que ele construiu o templo, ele construiu um outro sobre ele chamou o Mouseion em Alexandria…

Mais de 1.000 estudiosos viveram no Mouseion em um determinado momento. Os membros da equipe e estudiosos eram assalariados pela Mouseion e não pagava nenhum imposto.

Eles também recebiam refeições gratuitas, espaço livre e placa, e servos livres. O Mouseion foi administrado por um sacerdote nomeado por Ptolomeu II.Gregos estavam no Egito aprendendo e estudando a sabedoria acumulada da civilização Africana, incluindo Platão, que me disseram que era uma das pessoas mais sábias na história ocidental.

Ele era apenas um estudante dos africanos. A “universidade” foi dirigido por um sacerdote egípcio nomeado por Ptolomeu II. Ele pode ser considerado o segundo documentado “NEGROPEU” OU ”NEGRO DA CASA” da história. Depois que os gregos aprenderam tudo o que podiam dos egípcios, e eles incendiaram os outros pergaminhos para destruir todas as provas de conhecimento egípcio. Isto é conhecido na história como o incêndio da Biblioteca de Alexandria.

Antes da biblioteca e o texto serem destruídos por Ptolomeu Philodelphius percebeu que não havia uma cópia do Kemetico / texto egípcio antigo para os egípcios gregas para ler.

Ele encomendou 72 eruditos não Kemetico/ egípcios para traduzir os pergaminhos antigos e compilá-las em um livro para os gregos. Este livro foi chamado de Septuaginta (ou seja, setenta, ou LXX). Este é o livro de onde obtemos o Pentateuco, do Torá, e do Antigo Testamento.

A Bíblia não é nada mais do que uma regurgitação grega incompreendida, e histórias plagiada de Kemetico. Nubio

Fonte: [ Mata Hari, via Facebook ]

Mais infos:

África: lugar das primeiras descobertas, invenções e instituições humanas

O Oráculo

earth_abstract

O oráculo, seja ele qual for, compõe uma determinada situação dramática: a consulta a um dos grandes mistérios da vida, o Destino.

Morte, Sonho, Desejo, Desespero, Destruição e Delírio são os irmãos mais novos do Destino. E, como qualquer cena dramática, há atores, ação, cenário e texto.

Os atores são três: quem pergunta, quem responde e, entre eles, o instrumento, a mídia, o oráculo propriamente dito. A ferramenta, aqui, tem status de ator. O Destino é um ator invisível. E aí temos a cena dramática que atravessa os tempos: um ser-questionário diante do oráculo-enigma e seu decifrador. “Não há nada de novo sob o Sol”.

O ser atormentado pela dúvida adentra o tempo de Mercúrio, bota a mão na estátua do Deus Mensageiro e faz uma pergunta. Ao sair do templo, ao alcançar a rua, o mercado, a primeira frase que escuta, é a resposta à sua angústia. Vox populi, vox dei. O ser-questionário percorre uma vida. Atravessa rios, riachos, correntezas, enfrenta o frio, a raiva, o terror, sobe montanhas, desce vales, sente fome, até que chega a Delfos, para consultar o oráculo do Sol. A Serpente do mundo habita o chão do Templo.

“Conhece-te a ti mesmo. Nada em excesso.” estão grafadas no rol de entrada. Quando é chamado, sua pergunta é respondida com outro enigma: “Quem de dia, engatinha, de tarde anda com duas pernas e de noite, com três?”. Delfos vestido de Esfinge.

No fim de tarde, do último dia de mês do cachorro louco, um homem senta diante de uma Mãe de Santo. Não fala nada, mas é possível escutar a sua hesitação e lamúria, a sua coragem e também o seu desatino (“O que estou fazendo aqui, o quê?”). Os búzios caem e movimentam o mundo.

Freud, ao inventar a psicanálise, substitui o discurso do Oráculo pela a escuta do discurso do id. A lógica do tropeço (chiste, atos falhos, equívocos) será privilegiada, assim como o discurso onírico. O inconsciente é o tabuleiro do seu jogo.

Nesta primeira cena dramática, quem pergunta > oráculo Marte Oráculo (Destino) Marte (Destino) oráculo < xamã + (Destino) que, a esta altura, ganha status de Ordenação. Se, por um lado, a Astrologia guarda inúmeros mistérios, por outro, é menos ritualístico do que o Tarot, o Opelê, o Andaluz, que, devido aos seus tabuleiros e materiais, preparam a situação dramática como se fosse um rito. E o rito organiza milagres. Em outras palavras, o cenário facilita a ação dramática.

Mas se o cenário e o figurino são imprescindíveis, neste ofício ninguém prescinde do uso da palavra, isto é, do Verbo, outro mistério tão forte como a Vida, o Amor, a Morte e o Destino. O Verbo é o irmão caçula do Desejo. E a palavra de um xamã, o seu hálito, tem o poder de narrar acontecimentos, re-significar passos, vencer a morte e recriar o mundo.

A ação da cena dramática oracular é uma espécie de performance. Mas talvez se queira apenas ler o texto. Em ambas as situações, xamã ou tradutor, é preciso dominar a linguagem astrológica, o céu da sua boca. Signos, estrelas fixas, planetas, casas, aspectos, firdaria, progressões, revoluções…

Cabrummmm

Fonte: [ Saturnália – Astrologia & Cidade ]

Faraós negros do Egito Antigo

No século VII a.C., existiu no Egito uma dinastia de faraós negros de origem Núbia que conseguiu reunificar o Egito Antigo e fortalecer a civilização egípcia

Os faraós negros de origem Núbia foram os responsáveis pela reunificação do Egito no século VIII a. C

Os faraós negros de origem Núbia foram os responsáveis pela reunificação do Egito no século VIII a. C

Durante o século VIII a.C., o Egito Antigo foi governado por uma série de faraós negros, de origem Núbia. Eles reinaram no Egito por quase um século e constituíram a 25ª dinastia de faraós.

O primeiro faraó negro que conquistou o Egito se chamava Piye. Ele governou o reino da Núbia (região da África que fica situada no atual território do Sudão) e se intitulou como verdadeiro Senhor do Egito, ou seja, o herdeiro das tradições espirituais dos faraós.

Suas tropas caminharam para o norte do Egito, navegando pelo rio Nilo, e desembarcaram em Tebas, capital do Alto Egito, onde empreenderam uma guerra santa contra todos os exércitos que encontravam pela frente. Após um ano de intensos combates, todos os chefes guerreiros do Egito haviam sucumbido ao seu poder.

Muitos chefes guerreiros clamaram por piedade. Em troca de suas vidas, os derrotados ofereciam a Piye todas as suas riquezas, joias, entre outros. Após ter conquistado todo o Egito, Piye ficou conhecido como o Senhor das Duas Terras. Quando todos menos esperavam, o soberano conquistador conduziu seu exército pelo Nilo e retornou para a Núbia, sem jamais ter retornado ao Egito.

Piye morreu no ano de 715 a. C., terminando um reinado de 35 anos. Os faraós negros reunificaram o Egito, que se encontrava com o poder e o território fragmentado, realizaram grandes feitos e construíram monumentos grandiosos. Criaram também um império que se estendeu desde a atual capital do Sudão, Cartum, até a região norte, próxima ao mar Mediterrâneo.

Os faraós negros eram poderosos guerreiros e suas tropas foram praticamente as únicas que conseguiram evitar o domínio dos povos assírios (povos semitas extremamente guerreiros) no Egito.

O governo dos faraós negros no Antigo Egito demonstra que no mundo antigo não existia o racismo. No período em que o faraó Piye conquistou todo o Egito, o fato de sua pele ser negra não era um fator relevante. A escravidão, na Antiguidade, não tinha cunho racial, as pessoas se tornavam escravizadas por dois principais motivos: ou eram prisioneiras de guerra ou se tornavam escravas por dívidas.

Portanto, após a morte de Piye, em 715 a.C., seu irmão, Shabaka, estabeleceu a 25ª dinastia na cidade egípcia de Mênfis. Sob o domínio núbio, o Egito reconquistou suas tradições e sua identidade. Os núbios foram o primeiro povo a iniciar a chamada “Egitomania” (aqueles que admiram e cultuam a civilização egípcia).

Leandro Carvalho
Mestre em História

Fonte: [ Brasil Escola ]

O faraó Taharqa conduz suas rainhas através da multidão durante um festival no complexo do templo de Jebel Barkal, na Núbia

O faraó Taharqa conduz suas rainhas através da multidão durante um festival no complexo do templo de Jebel Barkal, na Núbia

Logo após a administração de Shabaka, quem chega ao poder é Taharqa, filho do ex-faraó Piye. Seu governo foi marcado por uma grande estabilidade, pelo menos até a civilização Assíria oferecer perigo para a dinastia Núbia. Dessa maneira, Taharqa enviou tropas para aniquilar o exército assirio que oferecia perigo ao governo, porém ofereceram uma grande resistência ganhando as batalhas e invadindo o Egito por volta de 674 a .C, decretando assim o fim do reinado de Taharqa e o fim também da dinastia dos faraós negros.

É importante analisar a questão “cor da pele” em meio a todos esses fatos. Na antiguidade, a cor não era fruto de preconceito. Os faraós negros tinham peles escuras e isso não era um fator relevante.

+ infos: [ Civilizações Africanas ]

juliao1

Quanto custa tratar os doentes?

Vamos lá… Hoje estava com disposição e finalmente fiz essas contas… 200 milhões de habitantes… Quantos desses usam drogas ilegais? 1%? 10%? (19,4%, sendo 6,9% só de maconha – dados que recebi).

Digamos que sejam 20%, ok? Teríamos 40 milhões de usuários de drogas. Desses, 10% poderiam desenvolver algum tipo de drogadicção. 4 milhões de viciados, correto até aqui? Teríamos que criar esses centros de atendimentos especializados, para tratar 4 milhões de usuários viciados.

A ideia é usar $$$ de impostos, correto? Bem, vou colocar o preço das drogas em R$ 10,00, ok?

Daí, 40 milhões x 10 reais, 400 milhões. Digamos que os usuários consumam 100 reais em drogas, numa semana, certo? Por semana, 4 bilhões. No mês, 16 bilhões. Fiz as contas certas?

Agora precisamos ver a fatia de impostos. Quando será que a cerveja arrecada em impostos? Humm… 55,6%. Vou colocar 50% de impostos, ok?

Nessas contas rápidas aqui e sem os dados corretos, a estimativa de uma arrecadação sobre a venda de drogas antes ilegais e agora legalizadas ficaria em torno de 8 BILHÕES de reais por mês. No ano, R$ 96 BILHÕES.

Agora, quanto custa tratar os doentes?

“Os recursos para o financiamento da construção dos Caps e das Unidades de Acolhimento variam de acordo com cada tipo de estabelecimento, podendo ser entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão” (Portal Brasil)

“Em média para tratar mensalmente um dependente químico são gastos 600 reais (jogando bem por baixo) por mês de tratamento. Se todas as pessoas (4 milhões) resolvessem se tratar no sistema público, seria um custo de 2,4 bilhões de reais mensais. Isso só para tratar a dependência!! Isso não inclui os problemas respiratórios, cardíacos, neurológicos e psiquiátricos que requerem tratamento com respectiva especialidade e que também gera custo!” (dados fornecidos por Leandro Fernandes)

Atualmente toda a sociedade está bancando essa guerra contra as drogas (e perdendo), esse $$$ da venda está indo para o tráfico, temos um aumento da violência relacionado diretamente com drogas e, claro, o custo social com esse problema é repartido com todos.

Aos poucos irei revisando este post, para atualizá-lo com dados reais e atualizados.

http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2013/04/23/centros-de-atendimento-a-usuarios-de-drogas-receberao-r-50-milhoes-para-ampliacao

“No, I’m not going to the world cup” – A desconstrução de uma fraude

A brasileira (?) Carla Dauden teve seus 15 dias de fama virtual graças à realização de um vídeo de boicote à Copa do Mundo do Brasil.

Sabem os profissionais da TV, da Publicidade, do Marketing, das Operações Psicológicas (Psy Ops), entre outros, que uma mensagem aumenta bastante seu potencial de convencimento se ela é transmitida de maneira atraente, por uma pessoa bonita, bem vestida e pertencente à mesma faixa etária do seu público-alvo.

Melhor ainda se essa pessoa tem voz agradável, expressa-se com aparente naturalidade, e parece compartilhar valores com quem pretende convencer. Ajuda bastante quando a mensagem vem de um país tido como mais evoluído porque a aura de superioridade se transfere para o conteúdo da fala.

Vamos ao vídeo.

1. O artifício de afirmação da autoridade de quem emite a mensagem.

Logo no início, Carla afirma: “Um dos motivos que me levou (sic) a fazer esse (sic) vídeo, (sic) é que toda vez que eu falo pra alguém que eu sou do Brasil, alguém do grupo diz que vai pra copa do mundo (sic)”.

Hum… isso é bom. Só que não.

>>> LEIA A POSTAGEM COMPLETA EM: [ CBJM ]

A conspiração

Enviado por Miguel do Rosário on 07/06/2013
A história de uma farsa – Capítulo 9
O papel da mídia
________________________________________
Texto editado. Original recolhido em 08 de junho de 2013.
http://www.ocafezinho.com/2013/06/07/a-conspiracao/

A mesma objetividade, que nos aconselha a manter distância de teorias de conspiração, nos obriga a aceitá-las quando estamos diante de documentos e provas irrefutáveis.
A divulgação de documentos secretos pelo Weakleaks consistiu numa vitória para pessoas que acusavam os EUA de promoverem golpes de Estado em países do terceiro mundo. A bem da verdade, não foi apenas o Weakleaks. Algumas leis que obrigam a divulgação de documentos do governo americano com mais de trinta ou quarenta anos, também ajudaram.

Jornalistas divulgam documentos e fatos concretos, e a verdade que buscam é apenas aquela que podem comprovar com base neles. O uso da lógica, porém, não é vetado aos jornalistas. Nem a imaginação, desde que usada com parcimônia.

No processo do mensalão, todavia, a imaginação se tornou a virtude fundamental do jornalismo político. Teorias eram montadas e desmontadas sem qualquer escrúpulo. O fato de inúmeras denúncias serem desmentidas no dia seguinte não tinha mais importância.
Em meu modesto esforço para escrever sobre um caso ainda em curso, a corda que uso para não cair são documentos. Por isso tenho sido repetitivo quanto ao caso Pizzolato. É que me parece o caso mais surreal, kafkiano e… documentado. A sua inocência é documentada.

Se a grande mídia fizesse uma ampla reportagem sobre os erros na condenação de Pizzolato, mostrando os documentos, testemunharíamos uma sumária desmoralização da Ação Penal 470. Aliás nota-se hoje um barulhentíssimo silêncio nos grandes jornais e nas redes de TV sobre os erros do STF. A ruptura da mídia com a sociedade se tornou completa. O Laudo 2828 inocenta Pizzolato, mas o assunto é virtualmente proibido na grande imprensa. A mesma coisa vale para o erro crasso de Barbosa quanto a data da morte de José Martinez.

A nossa mídia não é boba. O espaço à divergência se dá apenas em questões não estratégicas. E o mensalão é um assunto absolutamente estratégico para os grandes grupos de mídia, que se tornaram, assumidamente, o grande partido do conservadorismo brasileiro.

Entretanto, mesmo durante o julgamento, quando o assunto ocupava, diariamente, várias páginas de jornal, e hegemonizava o noticiário televisivo, havia muitos mais fogos de artifício do que conteúdo. Todos são vítimas do maior processo de manipulação da informação de que temos notícia.

O mensalão foi o canto do cisne da grande mídia brasileira. O escândalo é deflagrado exatamente no momento em que a internet ainda não havia sido “apropriada” pela sociedade. Os únicos blogs políticos estavam em mão da grande mídia de oposição: Noblat e Reinaldo Azevedo. A imensa ágora pública, caótica e democrática em que se tornou a internet brasileira não havia se constituído nos anos de 2005 e 2006. A imprensa reinava sozinha. Se hoje ela ainda tem um poder descomunal para influenciar o espírito nacional, naquela época esse poder era quase absoluto.

Uma das seções mais importantes no estudo do processo do mensalão, portanto, é o papel desempenhado pela mídia.A promiscuidade entre a grande mídia, em particular a Rede Globo, e o STF, parece não encontrar limites. Até mesmo os juízes mais resistentes à pressão da mídia, como Lewandovski, ligavam para Merval, no dia seguinte a sessões, para “explicar” seus votos. Joaquim Barbosa, por sua vez, liga regularmente para Merval para justificar algum de seus destemperos.E Ayres Britto escreveu o prefácio do livro de Merval Pereira sobre o mensalão enquanto ainda era presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)!

Se a mídia é um poder terrível em qualquer parte do mundo, uma concentração absoluta numa só empresa empresta-lhe um ar perigosamente antidemocrático.

A maior parte da “pressão social” alardeada pela grande mídia veio da Rede Globo. Com toda certeza, os ministros se portavam no tribunal com um olho não na população brasileira, não na História, mas no Globo no dia seguinte. As notinhas de Ancelmo Gois sobre Joaquim Barbosa, alardeando sessões de aplauso no metrô, e mencionando, orgulhosamente, a criação de um site para lançar a candidatura presidencial de Joaquim Barbosa, parecem ter surtido um efeito narcótico poderoso no espírito de todos os juízes. Da mesma maneira, a mesma mídia incitava agressões verbais ou mesmo físicas contra Lewandosvki, único ministro que ousou se contrapor, e mesmo assim timidamente, à agressividade inacreditável de Joaquim Barbosa.

No início do texto, eu falava na ojeriza à teorias de conspiração. O que vimos no processo do mensalão nos traz esse dilema. Todos os fatos, documentos, ações, discursos e posturas, apontam para uma conspirata política. Uma conspirata da qual participaram os dois procuradores gerais da república, Joaquim Barbosa, a oposição, a mídia. O próprio governo, vergado, intimidado, aterrorizado com a possibilidade de um golpe, talvez tenha pactuado, em parte, com tudo isso, sacrificando seus próprios companheiros em prol da sobrevivência. Enfim, estamos diante de um jogo político extremamente barra-pesada.

Mesmo com evidências, porém, este é um terreno que devemos trilhar com cuidado. Não podemos largar a corda que nos impede de cair no abismo. O mensalão ainda é uma história cheia de segredos, desagradáveis para todos os lados. É um processo e um julgamento ainda em curso.

Fonte: [ Satyagraha ]

Ainda sobre o Tempo

Há em mim um velho que não sou eu.
– Otto Lara Resende (1922 – 1992)
– escritor, jornalista e mineiro

O valor das coisas não está no tempo que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
– Fernando Sabino

por NTP.br

O que é o tempo?

É difícil buscar uma definição precisa de tempo. Consideremos dois eventos, um ocorrendo depois do outro. Para entender o conceito de depois podemos recorrer à causalidade: vamos supor que o primeiro evento tenha provocado o segundo, então podemos dizer certamente que o segundo evento ocorre depois do primeiro. Façamos então a pergunta: ” Quanto o segundo evento ocorre depois do primeiro?”. A resposta é a quantidade que costumamos chamar de tempo, ou, mais precisamente, de intervalo de tempo. Essa quantidade pode ser medida por um dispositivo chamado relógio. O relógio trabalha de forma contínua fornecendo indicações instantâneas, que podemos chamar de momentos. Então, o primeiro evento ocorre em um momento, digamos m1 e o segundo ocorre em outro momento, digamos m2. O intervalo de tempo entre os dois eventos, que vamos chamar de t, é: t=m2-m1.

Consideremos para fins práticos, então, que tempo é o intervalo entre dois eventos, ou o momento indicado pelo relógio. O tempo é medido em segundos, que é uma unidade do SI (Sistema Internacional de Unidades). Historicamente o segundo era medido com base no dia solar médio (1/86400 do dia solar médio), mas a rotação da Terra é bastante imprecisa. Então, em 1954, definiu-se o segundo com base na rotação da Terra em torno do Sol (1/31.556.925,9747 do tempo que levou a Terra a girar em torno do Sol à partir das 12h de 04/01/1900). Contudo, a rotação da Terra em torno do Sol também é imprecisa.

Desde 1967 o segundo é definido com base na medição de relógios atômicos, como:

“O segundo é a duração de 9.192.631.770 períodos da radiação correspondente à transição entre dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio 133.”

Continuar lendo