A noite do pescador

PescadoresAos deuses então
entrego minha alma.

Gasta, cheia de calos
e furos nas meias.

De touca.
Para que não sinta frio.
O imenso frio
do vagar das almas
que perspassam
incólumes.

De roupa.
Que na alma dói
a vista tão pura
dessa gangrena
que rói a rotina.

De botas.
Para que eu possa
descansar os pés
do abotoar de etapas;
pedras, flores e espinhos
ao longo do caminho.
__
(Anderson Porto)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s