Brinde ao entardecer

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Bebo,
Bebo por ti,
por mim e por todos
aqueles que não podem estar aqui.

Bebo,
E brindo,
Pelo dia findo,
Pelo por do sol lindo,
Pela festa, pelos pássaros,
Pelos sorrisos e abraços,
Numa imensa alegria
que jamais senti.

Bebo,
Choro,
E sorrindo em lágrimas comemoro,
A sensação do pleno pertencer,
espantado pela verdade suprema…
Ainda que tudo esqueça,
Ainda que tudo esmaeça,
Ao amanhecer de um novo dia.

Bebo,
Festejo e durmo.
Daí, de manhã,
de volta à lida,
Com a cabeça doída
Reafirmo aquela mentira
que almejo nunca esquecer:

— Nunca mais bebo na minha vida!

(Anderson Porto)

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