“QUEM É A GAROTA? A GAROTA É NINGUÉM”

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“QUEM É A GAROTA? A GAROTA É NINGUÉM”.
(Arya Stark em Game of Thrones) – Analogia com a meditação.

A personagem Arya em GoT deseja fazer parte de uma sociedade secreta cujos membros tem a capacidade de assumir vários rostos e identidades diferentes, mas para isso está passando por um profundo teste e instruções de ser “ninguém”.
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Por que isso? Porque é preciso que toda sua identidade e todas as *identificações* que ela tenha com tudo que o mundo oferece sejam “limpadas” para que essa espécie de magia funcione. Somente sendo “ninguém” ela pode ser “todos” e qualquer um.
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Na verdadeira meditação “sem forma” (para diferenciar da meditação com forma, que utiliza mantras ou disciplinas ou alguém conduz ou há foco em pensamentos específicos, etc) existe apenas plena atenção ao agora. A meditação do “agora” pode ser feita de olhos abertos, pode ser feita caminhando, pode ser feita inclusive fazendo atividades mais complexas. Ela ocorre quando existe verdadeira presença no momento, de forma que todo o passado e todos os condicionamentos e inclusive o próprio pensamento está em estado de “suspensão”.
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Quando a mente está dessa forma, silenciosa, quem observa? “Ninguém”. Devido ao fato de sermos condicionados desde a infância a sermos “alguém” (uma identidade, uma religião, uma ideologia, uma crença política, uma visão de mundo, uma cultura, etc) o tempo todo descobrimos como pode ser difícil “suspender” esse estado de constante reforço da identidade. E por isso não conseguimos perceber o tamanho esforço que a mente faz o tempo todo para manter esse estado.
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No esforço constante e ininterrupto para darmos *continuidade e permanência* ao “eu” nós agimos como uma barricada fechada procurando sempre delimitar o perímetro. Tudo que é diferente deve ser repelido, e nesse esforço inexiste pausa, inexiste silêncio. Mesmo quando estamos com a boca e o corpo parados, a mente não para.
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Curiosamente, a *vulnerabilidade* só existe porque acreditamos precisar defender com toda nossa força esse “eu”. Praticar a verdadeira meditação que é apenas estar presente no agora é uma ameaça terrível. Estar com a mente silenciosa – NÃO-REATIVA diante de uma ideia, uma pessoa, um evento, pode parecer a coisa mais absurda, mas existe aí uma sabedoria de tal magnitude e ao mesmo tempo de tal simplicidade que surge um dos maiores paradoxos: a dificuldade que existe em ser absolutamente simples. Experimente fazer isso e entenderá o que digo.
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Mas, uma vez que tenhamos contemplado a existência de um outro estado de consciência que surge quando “somos ninguém” (não-eu) por estarmos apenas presentes ao momento, sem as atividades do pensamento (comparação, nomeação, memória, tipificação, divisão, etc) contemplamos que ali está a verdadeira fonte da perfeita Comunhão.
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Sabe quando alguém diz ou você já leu por aí “vibre amor”?
É isso.

Peter Leal

Fonte: [ Ocultismo ]

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A lição da hippie de Palmas

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Uma vez estava eu em Ilha Grande, praia de Palmas, acampado em meio a uma galera hippie. A rotina era aquela bem básica: acordar, tomar café, escovar os dentes, curtir praia, sol, cachu, almoçar, tomar umas cervas, curtir uma fogueira, um forró e chapar a cabeça – não necessariamente nessa ordem.

Numa daquelas noites conheci uma menina, amiga do pessoal. Dançamos, rimos muito, curtimos a noite e de manhã acordamos nus em minha barraca. Ela se levantou e saiu. Decidi levantar também, mas como o sol estava muito forte, fiquei sentado numa mesa à sombra, observando os transeuntes de longe, ainda de ressaca; bateria tipo nuns 30%.

Descobri que ela fazia uns trabalhos artesanais bem bonitos, uns mobiles, filtros de sonhos e pulseiras, sentada numa canga perto da praia. Calculei que ela passou ali umas duas horas aproximadamente, fazendo aqueles trabalhos. Eu já na segunda ou terceira cerveja. De repente se levantou e veio falar comigo. Me disse: “- Já produzi demais por hoje. Bora dar uma volta?”

Enfim, passados sei lá quantos anos desse episódio, finalmente entendi o que ela quis dizer com aquilo.

Gratidão, seja lá onde você estiver.

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Anderson Porto

Paninho de bunda é um real

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Tava aqui pensando…
E eu que sou a favor de ser contra?

Manifestantes e manifestados,
alienantes, alienígenas…, alienados,
passivos pacifistas prostrados,
boçais imbecis embaçados,
torcedores de carteirinha,
machistas retardados,
revoltados de mentirinha
e fascistas com doutorados?

Chega! Agora não mais irei viver de poesia…
Vou é salvar os mais necessitados!

Venderei as folhas impressas de meus poemas nos banheiros dos bares, portões de igrejas, puteiros e rodoviárias…

Já tenho até o slogan:

– Para você que se sente o tal!
– Paninho de bunda é um real!

(Anderson Porto)