Profecia do ACP

“Um dia, talvez mais próximo do que se imagina, a velocidade de processamento da máquina estará mais rápida que a do ser humano. A máquina irá conseguir produzir os mesmos resultados que um cérebro bem treinado, só que em menor tempo. Quando este dia chegar… Ai da Terra… O dia que a energia puder ser transmutada pelo homem no que ele quiser, ser conduzida e transmitida sem fios, a conquista da galáxia poderá ser realizada, a exploração de materiais será supérflua e o homem perceberá que a Terra está gasta, extinta; aqui será o Inferno. “Não matarás” se transformará em “Não serás pobre”, porque os ricos estarão no céu a conquistar e explorar planetas. Esse tempo marcará para sempre a distância entre aqueles que possuem créditos, pois irão para o céu, e o pobre, que ficará para sempre no inferno da Terra.”

Anderson Porto (1996)

Ninguém descerá de Marte, em discos voadores, para vos salvar

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[…] Nenhum agente exterior, nenhum deus, ninguém descerá de Marte ou de Venus, em discos voadores, para nos salvar. Nenhuma religião, nenhuma crença, nenhum dogma nos purificará a mente e o coração de maneira tão completa, que saiamos de nossa atual condição, para um estado de beleza, de extraordinária compaixão e amor.

Nessas condições, que podemos fazer? Em primeiro lugar, rejeitar positivamente; rejeitar decididamente a religião que conhecemos, a sociedade existente. Por “sociedade” entendo a estrutura psicológica social de que fazemos parte. Essa tendes de negar totalmente. E tendes de negar a autoridade totalmente, com toda a vossa mente e coração. Rejeitar, também, inteiramente, impiedosamente, toda procura de ajuda por meio de um agente exterior a vós mesmo.

Prestai atenção, por favor! Buscamos ajuda, porque nos achamos num estado de aflição, de confusão, de conflito, e desejamos ser socorridos. Precisamos de alguém que nos diga o que devemos fazer. Precisamos de ser guiados, de ser levados pela mão de alguém, através da escuridão, aonde se acha a luz. Vemo-nos tão confusos, que não sabemos para que lado nos voltarmos. A educação, a religião, os líderes, os santos — todos falharam totalmente. No entanto, porque nos vemos em sofrimento, em conflito e confusão, apelamos para quem nos possa ajudar. E provavelmente é esta a razão da presença, aqui, de muitos de vós, ou seja, a esperança de ter um vislumbre da Realidade, ou de encontrar um caminho por onde sejam levados à beleza da vida.

Ora, se escutardes com vossos ouvidos interiores, com lucidez, vereis que nenhuma ajuda existe. Este orador não pode socorrer-vos, e não quer socorrer-vos. Compreendei isso, por favor, e com calma! Este orador se recusa, positivamente, a socorrer-vos.

O que desejais é manter a corrupção, viver na corrupção, e prestar ajuda no meio dessa corrupção. Desejais uma pequena ajuda para viverdes confortavelmente, levardes avante vossas ambições, vossos métodos, vossas invejas, vossas brutalidades; desejais continuar vossa mesma existência de cada dia, só com umas pequenas modificações — ficar um pouco mais ricos, ter um pouco mais de conforto, um pouco mais de felicidade. É só o que desejais: melhor emprego, um carro melhor, melhor posição social. Não desejais realmente estar libertados, de todo, do sofrimento. Não desejais descobrir o que é o Amor, descobrir sua beleza, sua imensidade. Não desejais descobrir o que significa Criação.

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Krishnamurti — O Despertar da Sensibilidade

Texto completo: http://nossaluzinterior.blogspot.com.br/2013/02/ninguem-descera-de-marte-em-discos.html

A mente religiosa

941641_233468170111392_1991976513_nA mente religiosa é aquela que não está ligada a nada; só ela pode descobrir o que é verdadeiro e o que é falso. Só ela pode descobrir se há, ou não, uma Realidade, Deus, uma coisa Atemporal — mas não a mente ligada a alguma coisa, a mente que crê ou não crê. Por certo, não tem mente religiosa o homem que vai à igreja, que pratica puja e toda espécie de artifícios. A mente religiosa vê a falsidade de tudo isso,totalmente, completamente; assim sendo, porque é livre e não está firmada numa posição, numa base, da qual parte para investigar, ela inicia sua investigação livremente. Essa mente, por conseguinte, é desapaixonada, sã, racional, capaz de raciocinar — e tal é, afinal de contas, a característica da mente cientifica. Mas a mente cientifica não é uma mente religiosa. A mente científica está interessada em examinar uma certa parte da existência, um segmento da vida; a mente científica, portanto, não pode compreender a totalidade que a mente religiosa compreende.

Para se ter essa mente religiosa, necessita-se de uma revolução, não econômica ou social, porém psicológica — uma revolução na psique, no próprio processo de nosso pensar. Ora, como fazer despontar essa mente? Vemos a necessidade dessa mente — da mente nova, sem fronteiras; da mente nova, não ligada a nenhum grupo, raça, família, cultura ou civilização; da mente nova que não resulta da moralidade social. A moralidade social não é moralidade nenhuma, pois só lhe interessa a moral sexual; cada um pode ser ambicioso, cruel, vão e invejoso, à vontade. E a moral social é a inimiga da mente religiosa.

Assim, como nascerá a mente religiosa, a mente nova? Como trataríeis de obtê-la? Esta não é uma pergunta retórica. A todos nós se apresenta este problema; como ter uma mente fresca, jovem, nova — pois a mente velha não resolveu coisa alguma e multiplicou os seus problemas. Como trataríeis disso, que empreenderíeis para suscitar essa mente? Precisais de algum sistema, algum método? Vede, por favor, a importância desta pergunta que estou fazendo, vede o seu significado. Necessitamos de uma mente nova, que é de essencial importância; mas como alcançá-la? Por meio de algum método — que é sistema, prática, ação que se repete dia por dia? Um método pode produzir a mente nova? Averiguai, investigai isso junto comigo; não vos limiteis a ouvir-me e depois tornar a pensar que necessitais de uma prática, um método, para adquirirdes a mente nova.

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Um minuto de silêncio

“Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver.

23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse e… Foi assim.”

(Traduzido por Rodrigo Robleño)