Passo um – despertar

Para entendermos o nosso presente, basta que estudemos o nosso passado, dizem…

De uns tempos para cá, venho tentando entender o que está acontecendo, esse monte de acontecimentos que me parecem totalmente surreais; uma falta de bom senso tremenda, absurda, sem lógica, sem sentido…

Aí lembrei de assistir esse vídeo e me ajudou a lembrar do porquê que essas coisas estão acontecendo.

Compartilho, pois pode ajudar vocês também.

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Passo zero (e lá vamos nós…)

All we need is love.”

Está na hora de lhes mostrar uma coisa maravilhosa que descobri. É tão fantástico, tão maravilhoso, que tive que, eu mesmo, experimentar primeiro em mim, para ter certeza, para que eu soubesse do que estava falando, para que não fosse encarado como um “ah, tá legal… maneiro…” e fosse deixado de lado, em seguida…

Não posso dizer que sei para onde vamos, tudo que posso mostrar é que existe uma direção, uma verdade, que pode ajudar TODOS NÓS.

O que sei é que não foi a toa que nos encontramos. Muitos já sabem que a distância que nos separa é ilusória, que TODOS NÓS ESTAMOS CONECTADOS, de uma forma muito mais abrangente que poderíamos perceber com nossos sentidos primitivos e limitados.

Tudo que realmente procuramos, a vida inteira, é apenas bondade, sorrisos e alegria. O primeiro passo para isso é conhecermos a nós mesmos, cada um conhecendo por si mesmo seu próprio potencial. Para muitos, a única forma de alcançar este conhecimento é silenciando a mente, de forma que possamos ir além daquilo que pensamos.

Então o que vou fazer? Compartilhar com vocês e formar um grupo de troca de experiências, com aqueles que estiverem interessados.

Daí, vemos até onde a toca do coelho pode nos levar.

😉

O dia que não aconteceu

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Ruas apinhadas,
Jornais empilhados.
Velhas notícias mofadas,
Manchetes manchadas,
Escritas com sangue,
Mortes e covas rasas.
Guerra covarde
Na própria terra…
– Na própria terra !!!
– No próprio quintal de casa!!

Lá nos cruzamentos,
Tanques, caminhões,
Bombas, cassetetes,
contra as tais
supostas ou impostas
transgressões.

Jovens recrutados,
recém fardados;
o velho poder
de dar porrada.

Soldados perfilados,
Borrando botas
Novinhas,
Patrocinadas…
– Vais me dizer que não?

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A menina da ponte

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Tava ali versada na arte
vasta parte de um desejo
arrepio vadio mais profundo
que me toca cá na alma.

Voa no vento meu sentimento
voa belo e alto, no resgate
desse brilho, dessa caridade.

Trás de volta a calma
do cintilar de estrelas
nessa imensidão de mundo.

Belo sussurro na noite
quase açoite no vazio
devaneios da fumaça no ar
tonteiras de um rodopio
enquanto ao longe ouço
miado rouco de gato esfinge.

No telhado, a magia do luar.

Parada no meio da ponte
a flor do deserto da menina
insegura em puro desespero
na dúvida do passo da estrada.

Talvez nem saiba
que ali estava um farol
a guiar o falido pescador,
a livrá-lo da dor
a livrá-lo do anzol.

Pura sintonia de luas,
harmonia no olhar,
passos compassados, adiante
o tao, encaixe perfeito
fogo, terra, água e ar…

É querer ser pássaro para sobrevoar
cinzas férteis de um vulcão
Raio do sol com som
a brilhar no horizonte.

Aurora da vida,
suave leveza do sopro,
flutuar de bolhas de sabão,
sarando o machucado coração,
fechando a ferida sentida
na beira do mar…
na beira do mar…

(Anderson Porto)

Glimpse in the dark

Me perguntaram.
Não sei,
Não vi.
Para ser sincero
Ouvi um berro
Mas nem olhei.

Souberam,
Como se ali parado
Houvesse algum
Sentido oculto,
Calado.

Partiram
Pisando brasas,
Batendo asas,
Deixando divididas
dúvidas
Pela metade
Voando ao vento.

De mim,
apenas o aceno de mão,
com a mais óbvia confissão:

” — Ninguém quer saber a verdade”

(Anderson Porto)

Chuva no sertão

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Ouço o tiro,
me viro,
me reviro
do avesso,
de fome
sem nome,
esqueço,
da roupa na corda,
da borda do berço,
enfim desisto,
tropeço…
Não mereço.

Me derreto,
evaporo,
faço um chuá
pra lá de sonoro,
voo bem alto,
desapareço.

Na volta me olho,
o sorriso sem dentes,
Tô rindo de quê?

Olho
O gado deitado,
desmaiado,
morto,
tudo torto,
vidas retorcidas,
entre moscas e feridas.

Levanto a cabeça,
Abro os braços
Como se recebesse
uma benção
me molho,
com o carinho
imaginado
da chuva,
escorrendo
pelas mãos
desesperadas,
esbranquiçadas,
do mato
sem forças,
sem vida,
desse sertão.

Anderson Porto