Rangos

“I’ve told you, my friend.They are realising what comes next. And they don’t even try to figure out what lies beyond what they doing now…” (Arnold)

“Hummm” (Berney)

//

“Te falei, meu nobre. Eles estão a se dar conta do que vem depois. Só que eles nem tentam imaginar o que se segue após o que eles estão fazendo agora…” (Arnold)

“Hummm” (Berney)

https://www.facebook.com/pages/Arnold-Berney/494329117264181
(Arnold & Berney)

Cristal

cristais

Um dia,
quero colocar
tudo que eu penso,
que vejo,
que imagino,
numa cápsula do tempo.

Lá estarão
minhas vontades,
meus desejos,
minhas lições,
meus anseios..
tudo aquilo
que percebi
ou imaginei
– existir –

Apenas
– claro –
uma visão
de mundo.

Lá também estarão
meus lamentos,
minhas angústias,
meus fracassos…

Que colhi
nas gotas
de orvalho
das flores
das árvores
do caminho.

Marcarei esse dia,
como o dia mais importante!
Lá deixarei minhas memórias…
e serei feliz para sempre!

Só não deixarei
mapa
prece
direção
muito menos caminho.


– meus amigos –
aí é cada um
que descobre
… sozinho.

(Anderson Porto)

Como entendo a vida, hoje

Dia de finados, muitos sentindo saudades daqueles que já foram… Fiquei aqui pensando no que escrever, talvez numa tentativa idiota de tentar ajudar, aliviando a dor daqueles que a sentem.

Busquei na memória a figura de meu pai, Seu Dalton, grande figura e que faleceu tem uns 14 anos.

Li poemas dele no dia de seu sepultamento, com lágrimas saltando dos olhos. Depois, fui ao cemitério recolher os ossos. Os ossos não me disseram nada, não senti nada, talvez no máximo uma certa curiosidade…

Percebi que tenho uma visão bem diferente, de muitas pessoas que conheço, sobre a morte.

Apesar de sabê-la, não consigo enxergá-la. Ou melhor, a vejo como parte de um sentido único, da vida, pra frente…

Portanto, dedico este texto a meu pai, a todos os seres que já partiram da grande Nave.

Faço aquilo que acredito ser o certo, honrar os mortos, principalmente aqueles que deixaram um bom legado neste planeta, que cumpriram seu papel nessa imensa Gaia, que gira pelo espaço, chamada Terra.

Honrar aqueles que se foram, que percorreram cada qual seu próprio caminho, por vezes pequenos trechos curtos, passagem que chamamos de vida.

Honrar a história da humanidade, o aprendizado, os ensinamentos que permitem afimar, com as palavras de meu pai: “aquilo que todos já sabem ou já ouviram contar: a vida é bela, e tudo nela vale a pena.”

Namastê!