Nova Gênese – Capítulo I – parte 2

Roteiro: NOVA GÊNESE
Autor: Anderson da Costa Porto
Dt.: 06/03/06

[ parte 1parte 2 ]

Argumento: A humanidade descobre um objeto gigantesco, vindo em direção a Terra e decide fugir, construindo uma nave que permita que parte da população mundial possa escapar e permanecer por décadas no espaço. Durante a construção, uma escavação na Amazônia descobre um templo antigo, com segredos que poderão mudar completamente toda a história da humanidade.

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(Recapitulando…)

(Mar de 1998)

Fazem dois meses que a GALAXIA foi atingida pelo míssil que contaminou toda a parte do complexo VITAE. Enquanto o sistema de defesa cuidava da maioria dos mísseis que chegavam perto da nave, Therlok tentava chegar ao módulo de controle do campo de força. Os lasers da nave, devido ao uso constante, chegaram a um nível crítico de superaquecimento. Therlok tinha duas alternativas: ou desligava os lasers para ligar o campo de força, ou deixava os lasers sobrecarregarem, correndo o risco de explodir todo o sistema de defesa já implantado.

Therlok teria 36 segundos para desligar os lasers da nave e ligar o campo de força, o que deixava uma margem de segurança absoluta. Toda a Terra assiste pelas câmeras da nave tudo o que ele faz.

Ele desliga os lasers e inicia a corrida até a sala de controle do gerador do campo de força. 8s: Ele chega na sala de controle. 12s: Ele liga o gerador de força auxiliar. 14s: Ele liga o campo. 15s: O campo não funciona. O computador acusa erro na passagem de energia e ocorre uma retro-alimentação. 19s: James Therlok inicia a troca das placas de baterias e de controle. 26s: Troca efetivada. 28s: Conecções de controle ligadas. 30s: inicia o carregamento do gerador auxiliar. 35s: Ele pressiona o botão que liga o campo. Não funciona. 37s: James van Therlok, num ato de raiva e desespero, soca o painel de controle e o campo é ligado. A nave está salva.

Entretanto, um míssil passa pelo campo antes dele ser ligado e atinge parte do complexo VITAE, o lugar onde a população mundial seria colocada para dormir. A radiação atinge níveis aburdamente altos no complexo. Ele está condenado. Therlok tenta de todas as formas salvar GALAXIA, fechando as câmaras de contenção de radiação e é pego numa explosão. Para todos os fins, ele está morto.

CAPÍTULO I – continuação

(Jun de 1998)

É decidido que a construção da nave continuará. Um segundo módulo será construído de maneira que se acople no final da construção.

(Jul de 1998)

Através da nova rede mundial de computadores, especialistas do mundo inteiro conseguem trabalhar juntos, decifrando os escritos do Templo. Vários ensinamentos e diagramas de construção de armas, com estórias dando a impressão de terem sido utilizadas na época das dinastias egípcias. Mais complexas e extremamente potentes.

Segredos tão bem guardados pelo tempo não impedem os cientistas de começarem a tentar construir as armas. Um problema: aparentemente elas não possuem mecanismo de disparo.

Entra em operação um link SWF com os computadores da nave, que passam a receber todos os dados, de todos os computadores da Terra. A ideia é transferir todo o conhecimento humano para um computador central. A humanidade corre contra o tempo, digitalizando tudo que é possível.

Longe das câmeras, os 12 maiores ocultistas de todo o mundo são chamados para executar um ritual, inscrito nas paredes de uma sala recém descoberta. Durante o ritual, todo o planeta parece responder com manifestações da Natureza. O Sol é coberto pela Lua. Noite em pleno dia. Os magos finalizam o ritual.

As paredes parecem sangrar. Um fogo azul consome o restante dos pergaminhos e objetos dentro do templo. Uma fumaça negra forma um tapete que preenche todo o chão. Na porta de entrada, um ponto parece concentrar luzes de todas as partes do mundo. Uma imagem é formada na entrada. Um rosto, com um brilho branco anuncia: ” — Meu nome é Asthiagor e meu conhecimento é supremo. Quem ousa me acordar?”

Findas as explicações, é planejado e dado início a uma missão em busca das três partes de um cálice, peça chave de um ritual para libertar Asthiagor.

(Ago de 1998)

A primeira parte do cálice é achada no Egito. A Igreja Católica decide que todos os seguidores do cristianismo devem permanecer na Terra. Todas as explicações relatadas por Asthiagor sobre os objetos, armas e equipamentos encontradas nas paredes do templo são repassadas e analizadas pelos computadores de GALAXIA.

(Set de 1998)

Um novo metal é obtido com a ajuda de Asthiagor. Diamantiânium. Mil vezes mais rígido que o diamante, transparente e mesmo assim, mais efetivo na proteção das radiações que ocorrem no espaço, mesmo em chapas de um milímetro de espessura.

(Nov de 1998)

A segunda parte do cálice é encontrada dentro de uma das pedras de Stonehenge. Os arqueólogos rumam para a ilha de Páscoa, na esperança de achar a última parte do cálice.

O asteróide já pode ser visto pelos telescópios terrestres e assim estudado com mais precisão. Asthiagor fornece ensinamentos aos magos para que estes possam realizar o ritual que o libertará.

(Jan de 1999)

A terceira parte é encontrada no subsolo, abaixo dos pés de um Moai, levada imediatamente para os magos. Tem início o ritual, que durará três semanas. É preparada uma poção mágica que irá capacitar os magos a concentrarem energias suficientes para o ritual. Todos ingerem e ficam sentados, formando um círculo. Começa a ser formada uma imagem em meio à fumaça. Ao proferir a última frase, o portal é aberto. As trevas recuam, as vestes tomam forma. Um corpo começa a surgir por baixo do tecido, até ser possível identificar a figura de um homem, aparentando uns cinquenta anos, que fala:

— Eu sou Asthiagor, filho das estrelas. Sou carne, era energia. Era semente, sou fruto. Todo o conhecimento das estrelas será de vocês. Em troca da minha libertação, concedo-lhes cinco pedidos. Após isto partam, pois a vida na Terra corre perigo e a defenderei de todas as formas.

(Fev de 1999)

O primeiro pedido: retirar toda a radiação da nave GALAXIA. Asthiagor cerra o punho, soca a terra e, com o punho brilhando, abre a mão apontando para a nave. Um jorro que aparenta ser energia atinge em cheio a nave, se espalha por cada pedaço da nave e retorna a Terra, em forma de cascata. ” — A nave está purificada.”, sussurra Asthiagor.

O segundo pedido: ajuda na construção da nave. Asthiagor abre um saquinho que está pendurado na cintura, retira um punhado de sementes e as atira ao vento, pronunciando frases desconexas. Ele abre os braços e olha para o céu. Nuvens começam a se formar, logo tornando-se negras e, em pouco tempo, uma chuva torrencial inunda o local. Ele abaixa os braços e observa. A chuva pára. A água é sugada pela terra. Logo, tudo está seco. No local onde caíram as sementes começam a surgir rochas. Pedras de um metro e meio de diâmetro, circulares, 10, 20 50, 300, milhares de pedras. Ele pronuncia: ” — Bem vindos.”. As pedras começam a abrir como flores.

Logo é descoberta sua intenção: criaturas de pedra, de quase 3 metros, totalmente sem vontade, imóveis. Asthiagor diz: ” — Ajudai-os.”. As criaturas começam a andar rumo aos centros de extração de minérios. Possuem características que assombram os seres humanos: cada criatura pode trabalhar direto na terra, somente encostando as mãos no chão; o que era rocha parece assumir as características do minério desejado. Para cada criatura que se transforma em minério, surge outra no lugar.

A construção da nave, então, retorna com força total.

(Mar de 1999)

Descobre-se que o asteróide do Juízo Final (como estava sendo chamado) possui níveis de radiação extremamente altos, o que preocupa ainda mais os cientistas, já que eles previam que o choque seria equivalente a uma explosão nuclear.

Asthiagor passa as semanas ensinando magos a realizarem encantamentos, truques, convocações etc. Um de seus pupilos se mostra mais capacitado para suportar os ensinamentos. Seu nome é Lamer (lê-se “Lamér“), filho de monges budistas, recém chegado ao templo. Asthiagor lhe confia uma missão para recuperar seu manto mágico. Lamer parte imediatamente, somente de sandálias, roupa comum, um cantil e um saquinho que lhe foi presenteado.

Enquanto isso, Asthiagor realiza o terceiro pedido. Como a nave possui equipamentos muito delicados, pediram sua ajuda no acoplamento do primeiro módulo com o segundo. Ele se dirige para uma sala no templo. Com um gesto, as tochas são acesas. Pela cúpula do templo nota-se que anoitece. Ele senta no centro de um círculo com uma estrela desenhada. Cruza as pernas, desenha um círculo em torno de si, retira um pergaminho de dentro de seu manto.

Sussurrando as palavras escritas, Asthiagor aquieta-se e fica totalmente inerte. Para as pessoas que o assistem, ele parece estar dormindo. Do lado de fora, uma luz parte do templo em direção à nave.

No espaço, a operação tem início. Os módulos começam a se juntar, sem que os motores tenham sido ligados. Ninguém entende nada. Um clima de desespero toma conta dos tripulantes que permanecem na nave. Após alguns minutos, o segundo módulo está encaixado. Todo o mundo respira aliviado. As comportas da nave começam a se abrir e todos os tripulantes são atirados no vácuo, porém ficam intrigados pois conseguem respirar e se locomover. As comportas são fechadas. A nave inteira começa a brilhar. Um brilho vermelho, depois alaranjado, logo, logo, amarelo incandescente. O brilho, aos poucos, esvaece e as comportas se abrem novamente. Os tripulantes caminham, maravilhados, em direção à nave. Após todos entrarem, as comportas voltam a se fechar. A parte estrutural da nave está completamente finalizada.

Asthiagor levanta, apaga um pedaço do círculo e caminha, meio cambaleante, em direção à uma parede que ninguém havia notado, ao chegarem. Ele atravessa a parede e desaparece. Todos que tentam seguí-lo recebem um choque, ao encostar na parede.

Restam dois pedidos.

Cálice utilizado na libertação de Asthiagor

[ CONTINUA NA PROXIMA SEMANA … ]

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