Gotas da vida

Chuva

Ali,
aquela poeira
levada ao vento
num sol escaldante,
com tudo queimado,
tão castigado,
estrupiado…
Tornando a cena
tão triste,
tão marcante.

Imensa fome,
ainda sem nome …

Vêde o verbo,
o açoite,
que não descansa
tarde da noite.

Ainda persiste
ainda existe
a sede de chuva.

O grito da gota
reverbera
no impacto,
no solo,
quando chega.

Traz finalmente
a energia
tão querida,
dizendo sim
ao giro da roda
da vida.

E assim,
a chuva da primavera
enfim germina
o lírio no lodo
do brejo.

(Anderson Porto)

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