BerçoDeOuroCracia

Por Fernando Horta

Na prática, com a política sendo quase uma questão de herança, o Distritão aprovado, o parlamentarismo e a quantidade de ricos e bilionários podendo bancar suas campanhas seremos governados pelas mesmas pessoas (seus filhos e netos) para sempre.

Estão construindo uma “casta” imutável de governantes sustentados com dinheiro do Estado, como já fizeram os juízes (que ganham até auxílio-escola para filho até os 22 anos).

Nasceu filho de político vai viver neste círculo e reproduzir ele com ajuda do dinheiro público. Nasceu filho de juiz, vai ter muita ajuda do Estado para estudar nas melhores escolas (e os currículos agora são diferentes, lembrem-se) reproduzindo o status que recebeu do nascimento.

Filho de pobre não terá nenhuma alternativa a não ser continuar pobre e trabalhador (poderá piorar como mostraram as medidas do Temer).

Estão virtualmente acabando com a mobilidade social além de acabar com a democracia. Tudo numa tacada só.

Isto não é mais um golpe, é um atropelamento seguido de soterramento por carga tóxica.

Fonte: [ Fernando Horta ]

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FODAM-SE OS POLÍTICOS!

Se alguém me perguntar hoje qual a minha posição política, como vejo esse ‘merdelê’ da mais fina comédia, enrodilhando revistas e cassinos, já que não sei porque cargas dágua resolveram chamar “isso” de..

“jogo político”…

Se alguém me perguntar eu tentaria resumir mais ou menos assim:

– eu quero que o PMDB se foda!
– quero que o PSDB se foda!
– quero que o PT se foda!
– eu quero que PP, PV, PTB.., que a PQP se foda!
– quero que se foda essa porra toda desses partidos tudo!
– esse bando de inúteis sabotadores galhofeiros!
– e que se fodam todos esses esperançosos balançadores de bandeirinhas, a esperar algo de bom dos políticos.

— FODAM-SE !!

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“Dane-se quem trabalha! Aqui, o sucesso é de quem tem sorte, conexões ou dinheiro!”
___
(Eunício Oliveira, líder do PMDB no Senado)

“Resumindo”

De esquerda? É comunista.
Comunista? É do PT.
Do PT? É bandido.
Bandido? Bora linchar!
Foi linchado? Era vagabundo.
Vagabundo? Ora, sem-teto!
Sem-teto? Igual sem-terra.
Sem-terra? É preguiçoso.
Preguiçoso? O maconheiro.
Usa maconha? Então, crack.
Fuma crack? É um lixo.
Quem é lixo? Os “mendigos”
“Mendigo”? Não trabalha.
Não trabalha? Coisa de índio.
É índio? Indolente selvagem.
Selvagem? Resolve se desmatar.
Desmatar? Sinal de progresso.
Progresso?

Progresso é um corpo de um jovem negro e pobre da periferia estendido no chão para garantir a tranquilidade dos “homens de bem”.

“Homem de bem”? “Mulher honesta”
“Mulher honesta”? Não anda sozinha.
Sozinha na balada? Quer sexo.
Não quer sexo? “Feminazi”.
“Feminazi”? É o fim da família.
Fim da família? “Ideologia de gênero”!
“Ideologia de gênero”? Ensina a ser gay.
Gays? Abominações para Deus.
Não crê em Deus? É do mal.

E o mal precisa ser extirpado para o bem da sociedade.

O que é sociedade? Somos nós.
Está contra nós? Não é patriota.
Não é patriota? É um inimigo do país.
Não ama o país? Então, deixe-o.

Leonardo Sakamoto

fonte: https://www.facebook.com/leonardo.sakamoto/posts/1771226086239274

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Os “deuses” e as religiões

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Deixem-me falar sobre religião.

Quem estuda um pouco sobre a história das religiões sabe que elas buscam tentar responder a dúvidas sobre “o que estamos fazendo aqui” para que a realidade tenha um motivo ou explicação de existir, seja lá a forma como a conhecemos.

Já a questão “de onde viemos” serve para saber como viemos parar aqui, como fomos construídos, quais nossos limites.

Daí o tal “criador”, aquele que supostamente seria o “culpado” disso tudo.

O ser humano pagão de antigamente entendia que somos resultado de zilhões de forças atuando continuamente, e a essas “forças” se acostumou a chamar de “deuses”.

O magnetismo era um “deus”, a gravidade também, a floresta, as águas, o ar, o fogo…

Assim como certas emoções como ódio, amor, alegria, romantismo ou curiosidade.

Foram então criadas personificações – desenhos, esculturas, estátuas, totens… – para que o ser humano pudesse ter uma forma de concentrar sua atenção nessa “significação” como algo físico, dentro da realidade que consegue lidar.

Creio que todos que pesquisaram chegaram a este ponto de convergência.

E o que fizeram no antigamente? Reuniram todas essas “forças” em um nome só, “Deus”, para resolver vários problemas de identificação.

A força (ideia-pensamento) NACIONALISMO, por ex., acabava por se tornar um “deus de uma região” e atrapalhava as conquistas territoriais.

O que separa as pessoas no mundo são muitas vezes essas “personificações”, esses “deuses” ideologicamente separados. LUXO, RIQUEZA, TIMES DE FUTEBOL, IDEOLOGIA POLÍTICA, EGOÍSMO, VIOLÊNCIA…

Era interessante martelar a ideia de um “deus” só para usar como desculpa para invadir países e tomar territórios. Hoje a desculpa é petróleo, terrorismo, comunismo, racismo…

E é por isso que o capitalismo tornou-se um “deus”, existindo pela crença daqueles que perpetuam essa ideia-pensamento.

__ Anderson Porto

Mãe

“Mãe?
Claro, todos temos…
Uns mais, outros mais ou menos…

Mãe da gente
de vez em quando é estranha.
Quer ouvir que ama,
quer água e café na cama.

Quer o mundo todo do filho;
as horas, os amigos e os porquês.

Mãe, deve ser única mesmo.
Nascendo uma por vez.
O filho nasce, e já ganha grátis:
Uma mãe!

De aparência indiscutível,
de paciência incomensurável,
e perdão infinito…

Mãe é coisa estranha…
Espera de todo filho uma compreensão tamanha,
que quando paramos para refletir sobre o assunto
não estamos mais juntos…
Estamos os mesmo,
mais distantes, machucados…

Mãe
deveria ser band-aid, merthiolate e algodão.
Deveria ser a cura pra toda dor…
Independente se foi ela quem trouxe, ou não.”

[Fernando Anitelli]

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O silêncio dos lobos

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Pense em alguém que seja poderoso…

Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo?

Lobos não gritam.

Eles têm a aura de força e poder.

Observam em silêncio.

Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.

Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.

Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.

Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.

Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.

Olhe.

Sorria.

Silencie.

Vá em frente.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.

Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.

Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a

(falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.

Não é verdade !

Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.

Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.

Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.

Você pode escolher o silêncio.

Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:

“Me arrependo de coisas que disse, mas jamais do meu silêncio”.

Responda com o silêncio, quando for necessário.

Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais.

Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos.

Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.

E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.
__
Fonte: [ Aldo Novak ]

Anjos do asfalto

Faltava 20 minutos para o ônibus com a minha noiva chegar. Sim, já fui noivo. Acreditei em um monte dessas baboseiras padronizadas que o sistema criou para nos enganar…

Estava com 20 anos e achava que viver era casar, ter filhos… O problema é que eu estava morando em Niterói e ela estava chegando na rodoviária do Rio!

Então lá fui eu: corri pro estacionamento para pegar o carro, virei a chave, liguei o som e quando vi já estava subindo a ponte. Mal sabia o que me esperava…

Estava entretido com lembranças e esperanças, pois haviam passado alguns meses desde a última vez que tinhamos nos visto. Naquele tempo não tinha Internet, o namoro era por telefone, por cartas… Pois é… Isso mesmo que você está pensando… Naquela seca de meses sem transar…

Então estava eu lá perdido em pensamentos, dirigindo no modo automático, chegando no vão central (para quem não conhece, a parte mais alta da ponte) e… Vrrrrrrroooooooommmmmmnnnnn… O carro desliga.

Aproveitei que estava em movimento, passei terceira e virei a chave, para ver se pegava no tranco… Ligou! O suficiente para passar do vão central… Mas não adiantou, assim que comecei a descer o carro desligou novamente… “Será que é bateria? Pane elétrica? Será que soltou algum cabo? Será que…”, pensava eu enquanto a velocidade diminuia, dirigindo com o pé na embreagem, para que o carro deslizasse o máximo possível… até parar.

Olhei para o painel e o marcador da bomba de gasolina acusava: agora só reboque, acabou o combustível. Na pressa de sair e com os pensamentos ocupados com delícias carnais, não me ocorreu lembrar de verificar se tinha combustível no tanque.

Meti a mão na carteira e tomei um susto: só tinha 5 reais. E faltava aproximadamente 5 minutos para minha noiva chegar, lá na rodoviária. Pensei lá comigo: “Bem, não vai dar para chegar a tempo. O melhor que posso fazer é ligar o alerta e aguardar o reboque.”. Naquela época não tinha celular.

E foi o que fiz. Deitei parcialmente o banco, coloquei o retrovisor numa posição que me permitisse ver os carros chegando e fiquei ali deitado, agora pensando no risco de algum acidente, algum carro vir correndo e porrar por trás. Por via das dúvidas botei o cinto.

Do outro lado da rodovia para um guincho e o rapaz grita pra mim: “Estou indo rebocar um carro agora, na volta passo aí para te pegar, ok?”. Só fiz o sinal de joinha. Beleza, já era a noite…

Aí fiz o que melhor sabia e podia fazer naquele momento: tirar um cochilo. Deitei mais um pouco o banco, ajeitei o retrovisor e peguei no sono. De repente, no meio daquele “zum… zummm…” dos carros passando, um barulho diferente me acordou.

Saca aquele barulho de motor de carro potente mas velho? Olhei pelo retrovisor e – sério! – vi um GALAXIE 500 rosa, conversível, todo pichado / grafitado, diminuindo a velocidade e parando atrás de mim. Pensei: “deu merda!” e já me encolhi.

Ainda olhando pelo retrovisor vejo a porta do motorista abrir e descer um cara de uns 2 metros de altura, careca, forte bagarai, tatuado, de blusa branca e calça jeans. O detalhe é que ele estava de bota. Só que não era só uma bota… Quando ele começou a andar na minha direção dava para ouvir o barulho de.. esporas! Esporas, bicho! Fala sério!

Comecei disfarçadamente a tentar fechar as janelas e aquele barulho foi se aproximando… Se aproximando… Até que o cara se curva, olha pra dentro do carro, me vê sentado no lado do carona, segurando uma chave de fenda e com aquela cara – em pânico – de “num mexe comigo senão vai acontecê uma disgraça”… rs…

“– Tá tudo bem contigo aí? Cabou a gasolina, né?”. Aparentemente balbuciei um “é”… “Olha só… O que posso fazer é te rebocar até algum posto de gasolina. Nesse horário é muito difícil o reboque da ponte”.

Devo ter mimetizado algo parecido com um “tá”, porque ele andou na direção do carro dele, ligou, fez uma manobra e parou em frente ao meu. Em seguida desceu, abriu o porta-mala e de lá tirou uma corrente gigante, do meio de um monte de trecos.

Eu na mesma hora pensei “Fudeu… Esse punk de esporas vai me rebocar sei lá pra onde, me matar e acabou-se o mundo”… Até tentei esboçar alguma reação, me levantando e tentando acompanhar o que ele estava fazendo…

Ele foi me explicando: “Não deixa a corrente bater no chão, senão pode enfraquecê-la e soltar faíscas. Também não deixe ela muito esticada, porque senão num tranco é capaz de romper. Vai controlando com o freio, tá? E deixa em ponto morto. Você consegue fazer isso?” e eu “Claro, claro… Eu só preciso parar ali na rodoviária, para buscar a minha noiva”. Foi a senha para começar a doideira.

Entramos nos carros. Ele ligou o dele, gritou um “vira a chave para não trancar as rodas” e começou a puxar. Passados uns 100 metros ele estabilizou numa velocidade e com isso consegui deixar o carro seguindo suave, bem devagar. Dali foi tranquilo até a rodoviária. Ele foi freiando e paramos. Puxei o freio de mão e avisei que não ia demorar.

Corri até a saída dos passageiros mas não tinha mais ninguém lá. Ela já tinha ido embora.

Na volta lembro que pensei: “ele deve ter ido embora com o carro; foda-se, pelo menos estou vivo”. Não tinha. Estava lá me esperando.

Sorri meio que sem acreditar, pois não sabia o que viria em seguida… Entramos nos carros e ele reboca pra direita, ali por São Cristóvão, uns 10 minutos de suspense… até um posto de uma cooperativa de taxis ali perto.

Agradecendo por estar vivo, são e salvo, informo que não tinha nem como retribuir $$$ pela gentileza, pois não tinha dinheiro nem para gasolina. Ele me diz: “Cara, só não te dou da minha gasosa porque tá no final também. Mas toma aqui esses 10 reais, que já ajudam”.

Eu agradeci de todas as formas possíveis, coloquei 15 reais de combustível e fui embora pra casa da minha noiva, pensando em tudo que tinha acontecido, em como eu era abençoado e como eu tinha sido um babaca preconceituoso com uma pessoa que foi um verdadeiro “anjo” ali naquela situação.

E todas as vezes que me pego sendo preconceituoso com alguém, por quaisquer aparentes motivos, me lembro desse acontecido.

Anderson Porto

GALAX SÃO PAULO 13/12/2010 - JORNAL DO CARRO - CARRO DO LEITOR - Fotos gerais do Ford Galaxie 500 do leitor Gilberto

Imagina esse carro todo pichado de rosa, azul, uns desenhos lôkos… rs…