FÉ, RELIGIÃO E DIREITOS SOCIAIS

João Batista Damasceno

Muitas pessoas reclamam da perda dos direitos sociais, mas apoiam políticos que os excluem. Chegam até a financiar líderes religiosos que usam as igrejas para suas ascensões políticas. Reclamam do que promovem.

Viver eticamente implica comportarmo-nos de tal modo que nossa conduta possa ser elevada a valor universal aplicável a todos, inclusive a nós mesmos.

Isto implica sabermos que todas as nossas condutas têm consequências e que devemos ter como nossas as retribuições pelo que fizemos, sem podermos supor como responsabilidade de terceiros o que causamos a nós mesmos e aos outros.

Não é questão de fé. Estes caras são inimigos da classe trabalhadora. Não é questão religiosa ou de fé.

Todo religioso que transforma o altar ou púlpito em palanque é mau caráter.

É corrupto porque corrompe a fé.

É fascista porque fala de um lugar que não permite contestação.

É intelectualmente desonesto porque fala de um lugar que não admite o debate.

Se obtém benefício custeado pela sociedade em proveito pessoal ou da agremiação religiosa que dirige é oportunista e fisiológico.

Se não distingue o público do privado (fé, interesse da sua igreja…) é patrimonialista.

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BerçoDeOuroCracia

Por Fernando Horta

Na prática, com a política sendo quase uma questão de herança, o Distritão aprovado, o parlamentarismo e a quantidade de ricos e bilionários podendo bancar suas campanhas seremos governados pelas mesmas pessoas (seus filhos e netos) para sempre.

Estão construindo uma “casta” imutável de governantes sustentados com dinheiro do Estado, como já fizeram os juízes (que ganham até auxílio-escola para filho até os 22 anos).

Nasceu filho de político vai viver neste círculo e reproduzir ele com ajuda do dinheiro público. Nasceu filho de juiz, vai ter muita ajuda do Estado para estudar nas melhores escolas (e os currículos agora são diferentes, lembrem-se) reproduzindo o status que recebeu do nascimento.

Filho de pobre não terá nenhuma alternativa a não ser continuar pobre e trabalhador (poderá piorar como mostraram as medidas do Temer).

Estão virtualmente acabando com a mobilidade social além de acabar com a democracia. Tudo numa tacada só.

Isto não é mais um golpe, é um atropelamento seguido de soterramento por carga tóxica.

Fonte: [ Fernando Horta ]

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FODAM-SE OS POLÍTICOS!

Se alguém me perguntar hoje qual a minha posição política, como vejo esse ‘merdelê’ da mais fina comédia, enrodilhando revistas e cassinos, já que não sei porque cargas dágua resolveram chamar “isso” de..

“jogo político”…

Se alguém me perguntar eu tentaria resumir mais ou menos assim:

– eu quero que o PMDB se foda!
– quero que o PSDB se foda!
– quero que o PT se foda!
– eu quero que PP, PV, PTB.., que a PQP se foda!
– quero que se foda essa porra toda desses partidos tudo!
– esse bando de inúteis sabotadores galhofeiros!
– e que se fodam todos esses esperançosos balançadores de bandeirinhas, a esperar algo de bom dos políticos.

— FODAM-SE !!

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“Dane-se quem trabalha! Aqui, o sucesso é de quem tem sorte, conexões ou dinheiro!”
___
(Eunício Oliveira, líder do PMDB no Senado)

“Resumindo”

De esquerda? É comunista.
Comunista? É do PT.
Do PT? É bandido.
Bandido? Bora linchar!
Foi linchado? Era vagabundo.
Vagabundo? Ora, sem-teto!
Sem-teto? Igual sem-terra.
Sem-terra? É preguiçoso.
Preguiçoso? O maconheiro.
Usa maconha? Então, crack.
Fuma crack? É um lixo.
Quem é lixo? Os “mendigos”
“Mendigo”? Não trabalha.
Não trabalha? Coisa de índio.
É índio? Indolente selvagem.
Selvagem? Resolve se desmatar.
Desmatar? Sinal de progresso.
Progresso?

Progresso é um corpo de um jovem negro e pobre da periferia estendido no chão para garantir a tranquilidade dos “homens de bem”.

“Homem de bem”? “Mulher honesta”
“Mulher honesta”? Não anda sozinha.
Sozinha na balada? Quer sexo.
Não quer sexo? “Feminazi”.
“Feminazi”? É o fim da família.
Fim da família? “Ideologia de gênero”!
“Ideologia de gênero”? Ensina a ser gay.
Gays? Abominações para Deus.
Não crê em Deus? É do mal.

E o mal precisa ser extirpado para o bem da sociedade.

O que é sociedade? Somos nós.
Está contra nós? Não é patriota.
Não é patriota? É um inimigo do país.
Não ama o país? Então, deixe-o.

Leonardo Sakamoto

fonte: https://www.facebook.com/leonardo.sakamoto/posts/1771226086239274

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Os “deuses” e as religiões

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Deixem-me falar sobre religião.

Quem estuda um pouco sobre a história das religiões sabe que elas buscam tentar responder a dúvidas sobre “o que estamos fazendo aqui” para que a realidade tenha um motivo ou explicação de existir, seja lá a forma como a conhecemos.

Já a questão “de onde viemos” serve para saber como viemos parar aqui, como fomos construídos, quais nossos limites.

Daí o tal “criador”, aquele que supostamente seria o “culpado” disso tudo.

O ser humano pagão de antigamente entendia que somos resultado de zilhões de forças atuando continuamente, e a essas “forças” se acostumou a chamar de “deuses”.

O magnetismo era um “deus”, a gravidade também, a floresta, as águas, o ar, o fogo…

Assim como certas emoções como ódio, amor, alegria, romantismo ou curiosidade.

Foram então criadas personificações – desenhos, esculturas, estátuas, totens… – para que o ser humano pudesse ter uma forma de concentrar sua atenção nessa “significação” como algo físico, dentro da realidade que consegue lidar.

Creio que todos que pesquisaram chegaram a este ponto de convergência.

E o que fizeram no antigamente? Reuniram todas essas “forças” em um nome só, “Deus”, para resolver vários problemas de identificação.

A força (ideia-pensamento) NACIONALISMO, por ex., acabava por se tornar um “deus de uma região” e atrapalhava as conquistas territoriais.

O que separa as pessoas no mundo são muitas vezes essas “personificações”, esses “deuses” ideologicamente separados. LUXO, RIQUEZA, TIMES DE FUTEBOL, IDEOLOGIA POLÍTICA, EGOÍSMO, VIOLÊNCIA…

Era interessante martelar a ideia de um “deus” só para usar como desculpa para invadir países e tomar territórios. Hoje a desculpa é petróleo, terrorismo, comunismo, racismo…

E é por isso que o capitalismo tornou-se um “deus”, existindo pela crença daqueles que perpetuam essa ideia-pensamento.

__ Anderson Porto

Mãe

“Mãe?
Claro, todos temos…
Uns mais, outros mais ou menos…

Mãe da gente
de vez em quando é estranha.
Quer ouvir que ama,
quer água e café na cama.

Quer o mundo todo do filho;
as horas, os amigos e os porquês.

Mãe, deve ser única mesmo.
Nascendo uma por vez.
O filho nasce, e já ganha grátis:
Uma mãe!

De aparência indiscutível,
de paciência incomensurável,
e perdão infinito…

Mãe é coisa estranha…
Espera de todo filho uma compreensão tamanha,
que quando paramos para refletir sobre o assunto
não estamos mais juntos…
Estamos os mesmo,
mais distantes, machucados…

Mãe
deveria ser band-aid, merthiolate e algodão.
Deveria ser a cura pra toda dor…
Independente se foi ela quem trouxe, ou não.”

[Fernando Anitelli]

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O silêncio dos lobos

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Pense em alguém que seja poderoso…

Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo?

Lobos não gritam.

Eles têm a aura de força e poder.

Observam em silêncio.

Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.

Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.

Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.

Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.

Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.

Olhe.

Sorria.

Silencie.

Vá em frente.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.

Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.

Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a

(falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.

Não é verdade !

Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.

Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.

Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.

Você pode escolher o silêncio.

Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:

“Me arrependo de coisas que disse, mas jamais do meu silêncio”.

Responda com o silêncio, quando for necessário.

Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais.

Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos.

Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.

E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.
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Fonte: [ Aldo Novak ]